sábado, 1 de outubro de 2011

Médico de homens e de Almas


Esta obra custou vários anos de pesquisa e dedicação por parte da autora, que aos 12 anos de idade se encantou com a história de vida de São Lucas, um médico grego, que apesar de não ter conhecido Jesus ainda vivo, se tornou um de seus apóstolos.
 
Lucano, como era conhecido, pois Lucas é o diminutivo e São Lucas porque ele foi considerado santo, era filho de libertos, ex-escravos, que trabalhavam para uma importante família de Romanos. Desde menino Lucano demonstrava uma profundidade incomum para uma criança e suas maneiras e atitude acabam por conquistar o coração de Diodoro Cirino, um nobre tribuno romano, para quem sua família trabalhava e que acabou se tornando um pai adotivo para o menino. Ao saber do desejo de Lucano, em ser médico, Diodoro Cirino promete cuidar de sua educação, pagando por seus estudos. Durante a infância Lucano partilha com Rúbria, filha única de Diodoro, o aprendizado em casa com o professor particular. Entre os estudos e brincadeiras, Lucano e Rúbria se tornam grandes amigos, e a medida que crescem, essa amizade evolui, se tornando um amor puro e sincero. Infelizmente Rúbria é portadora de uma doença letal e com sua morte, Lucano passa a acreditar que Deus, conhecido como o Deus Desconhecido, não se importa de fato com os seres humanos. Em sua cólera pela perda daquele amor tão belo, Lucano decide que trabalhará como médico de forma arrebatada, buscando salvar todas as pessoas possíveis de tal destino tão cruel, o sofrimento e a morte. Em sua revolta ele pensa, para que nasce um homem? Para sofrer e acabar morrendo?  E movido por este sentimento, ele nunca mais se permite estar na presença do amor, pois outra perda seria demasiado pesarosa para seu coração. Conforme prometido por Diodoro, Lucano segue para Alexandria, a fim de estudar medicina. Em seu coração tudo já está resolvido, servirá aos homens e mulheres pobres, escravos ou livres que não tenham condições de pagar um bom médico. Sua família aguarda ansiosamente seu retorno para casa, agora em Roma, mas ele, apesar de jovem, belo e rico não deseja um cargo de honra e sim salvar quantas pessoas puder da morte, pois acreditava que este era seu dever. Por ordem de Diodoro, a assembleia Pública o nomeia médico de Roma, mas não está em seus planos aceitar tal cargo. Terminados seus estudos, ele empreende viagem de retorno para casa, mas no meio do caminho, recebe carta que lhe traz más notícias. Diodoro Cirino, homem íntegro e fiel a uma Roma que já não existia mais, corrompida pela vilania e imoralidade, que esbravejava com paixão contra a legião de infames e a turba ociosa e ávida que desejavam apenas devorar os frutos dos celeiros e os tesouros de Roma, havia falecido. Lucano permanece ainda algum tempo em Roma, mas parte de encontro ao que acredita ser seu destino. Muitas pessoas terão suas dores do corpo e da alma amenizados sob os cuidados de Lucano, mas ele próprio não se permite um momento de trégua. Viaja muito, mantendo pequenas residências em cada porto, onde permanecia algum tempo tratando dos doentes, mas não se sentia parte de nenhum lugar. Os anos passam e em suas idas e vindas, Lucano acaba por aceitar novamente Deus em seu coração, sentindo-se em paz finalmente. Nesse momento, ao receber novas notícias de Jesus Cristo, ele sabe, ele sente que ali está o filho de Deus e necessita ver com seus próprios olhos os lugares por onde o Messias andou, as pessoas com quem conviveu antes de ser crucificado. É com base nos relatos de pessoas como os discípulos, apóstolos e a própria mãe de Jesus Cristo, que Lucano inicia seu evangelho.

Uma história comovente e inspiradora, muito bem escrita, com uma riqueza de detalhes que nos faz viajar no tempo, como se lá estivéssemos na companhia de Lucano e de sua luta pessoal. Gostei muito do livro e de saber sobre a Vida de São Lucas, contudo, devido ao grande detalhamento por parte da autora, em alguns momentos a leitura se torna cansativa, mas vale muito a pena.

Taylor Caldwell

Nascida em Manchester, Inglaterra, Taylor Caldwell migrou ainda criança para os Estados Unidos, onde viveu por toda a sua vida. Entre seus maiores sucessos literários, muitos deles inspirados em personagens bíblicos, estão 'Só Ele ouve', 'Os servos de Deus' e 'O grande amigo de Deus'. A escritora morreu em 1985, aos 85 anos.

sábado, 24 de setembro de 2011

Mariana Britto


Mariana Britto nasceu em 05 de julho de 1987 e mora na cidade de Campinas, em São Paulo. Confiram mais do trabalho desta bela e talentosa autodidata em http://skategirl.deviantart.com
Segue o e-mail da artista para quem quiser contratar seu trabalho: marianaskategirl@hotmail.com  
Foi difícil escolher apenas algumas imagens, quando eu me dei por conta já tinha selecionado várias e ainda assim tinha muito mais... Adoro!!

 







 

sábado, 17 de setembro de 2011

O Retorno do Jovem Príncipe

O clássico "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, vai ganhar uma continuação pelas mãos de outro autor. O selo Fontanar, da editora Objetiva, comprou recentemente os direitos da edição ilustrada de "O Retorno do Jovem Príncipe", escrita pelo argentino Alejandro Guillermo Roemmers.

Inspirado no clássico de Saint-Exupéry, é uma fábula sobre a volta à Terra do Pequeno Príncipe, já adolescente. O livro foi realizado com aval da Fundação Antoine de Saint-Exupéry, na França. Além do Brasil, Itália, Portugal e Alemanha também compraram os direitos de publicação da obra da obra.

O livro O Retorno do Jovem Príncipe é uma obra de ficção que fala da visita de um célebre príncipe à Terra em sua adolescência. Com visão humanista e espiritual sobre o mundo, seus habitantes e os valores básicos que os sustentam, o poeta argentino A. G. Roemmers faz um tributo sutil ao personagem que há décadas encanta gerações. 

Best-seller na Argentina, o lançamento está sendo também publicado em mais de 15 países. Ao viajar sozinho no vazio da Patagônia, um homem maduro encontra um adolescente desacordado e o socorre. Quando o rapaz acorda, o homem percebe que não se trata de um jovem qualquer, mas de um famoso príncipe que cresceu e resolveu revisitar o planeta Terra. Os dois viajantes embarcam num diálogo denso que aborda as grandes questões existenciais. Assim, a viagem de carro se transforma em uma autêntica trajetória espiritual, que abrange a transição da inocência à maturidade, do cotidiano ao transcendente e da tristeza à alegria.

Roemmers retoma no livro discussões éticas sobre a experiência humana e aborda temas ainda cruciais à humanidade, como guerras, crises econômicas, fome e consumismo. "Durante o percurso da viagem fictícia, o Jovem Príncipe pergunta se há muitos caminhos no planeta Terra e se não ocorre aos homens procurar no céu a orientação. Sempre há problemas e os caminhos para superá-los", afirma o autor, também influenciado pelo personagem em sua infância.

sábado, 10 de setembro de 2011

Os Italianos

Antes de falar sobre este livro, gostaria de fazer um mergulho no passado. Lembro bem que desde meu primeiro contato com as aulas de história, sobre outras civilizações, me encantei especialmente com os Romanos, Gregos e Egípcios, e sei que sou uma em meio a muitas outras pessoas que já passaram por esta experiência. Nem todos são imunes aos mitos, mistérios e beleza desenvolvidos por estas civilizações, que tanto influenciaram e influenciam nossas vidas até hoje, desde a maquiagem até a arquitetura ou na legislação. Quando era criança, e já faz tempo (risos), muito pequena mesmo, já demonstrava aptidão para o desenho e ao longo dos anos, sempre me senti atraída por tudo que envolvesse a arte. Este é um traço marcante de minha personalidade. Conseqüentemente, um dos lugares no mundo que mais gostaria de visitar, é a Itália. Berço de tantos artistas e mestres que são fonte de inspiração e cujo legado não pode deixar de ser reconhecido, mesmo pelos menos sensíveis as artes.

Em minhas viagens pela internet, encontrei o livro “Os Italianos” de João Fábio Bertonha. Ele faz uma retrospectiva geral, que vai desde época muito anterior ao Império Romano, quando a península itálica foi povoada por uma grande variedade de tribos e reinos que se sucederam continuamente. Sua narrativa segue até os dias atuais, onde um Primeiro-Ministro, Silvio Berlusconi, empresário e político, entra e sai dos noticiários mundiais, diversas vezes acusado de corrupção. O Autor consegue demonstrar através de uma análise social, econômica e cultural, a complexidade deste povo que habita a península itálica, e que apenas em 1860-1918, depois de muitas divergências amenizadas, conseguiu efetivar um processo de unificação, que foi designado de Risorgimento. Este povo belo e carismático, resultante de milênios de atividade humana, teve seus autos e baixos ao longo dos anos e foi bastante afetado por todas as camadas de história que o rodeiam. A meu ver, o Império Romano foi uma influência marcante no modo como os italianos se viam e si vêem, a ponto de dificultar seu relacionamento com os demais países europeus. Imaginem alguém que já teve um império, aceitar uma posição menor na história global?

Trechos do livro:
“Nada, provavelmente, é mais difícil do que tentar atribuir uma “índole” ou uma característica especial e exclusiva a um povo.[...]”

“É injusto e arbitrário tentar estabelecer padrões de comportamento dentro dos quais os membros de uma dada nacionalidade devem se comportar ou ser vistos. Qualquer brasileiro que não sabe jogar futebol ou que não gosta de Carnaval e que já foi olhado com espanto e admiração justamente por isso fora do Brasil sabe a que estou me referindo.[...]”


Mas enfim, o livro é muito bom e instrutivo e realmente ampliou a forma como vejo hoje a Itália e seu povo, e como diria Santo Agostinho “Tolle et lege! Tolle et lege!” (Pegue e leia! Pegue e leia!)

Aproveito a deixa para apresentar o trabalho de um fotógrafo italiano, Davide Bisheri, que simpaticamente respondeu a um e-mail meu sobre suas fotos. Confira abaixo. Eu curti!








sábado, 3 de setembro de 2011

A Guardiã da Meia-Noite

 
Imagem de Ana Fagarazzi
Alemanha, início da Segunda Guerra Mundial – Os alemães estão cada vez mais organizados e focados em um único objetivo, expurgar todos aqueles considerados impuros e indesejáveis, o que inclui os vampiros, para realizar o sonho de uma raça ariana perfeita. Ritler tem planos para invadir a Polônia e a França, a fim de expandir o território e as forças alemãs. Tudo que estiver em seu caminho deve ser subjulgado e não sendo possível, destruído. Sua ambição é maior do que qualquer coisa, e por espantoso que pareça, a maior parte da população alemã o apóia na sua total falta de respeito pela vida, ou pela morte. Um grupo menos provável, formado por vampiros, resolve que precisa fazer algo a respeito. Até mesmo eles estão revoltados diante de tão grande absurdo. Eles são vampiros, milenares que sobreviveram aos séculos e que apesar de se alimentarem dos seres humanos, não se consideram  assassinos cruéis como Ritler, afinal eles são apenas caçadores e como tais, precisam caçar e se alimentar. A guerra dificulta muito as coisas para eles e diminui seu alimento. O Tribunal Britânico dos Vampiros se reúne para decidir como agir. Eles decidem que devem se infltrar entre os alemães para descobrir o maior número de informações, a fim de alertar os países europeus sob a mira do Terceiro Reich. Brigit, Mors, Meaghan, Swefred e Cleland se dividem, cada em sua missão, mas todos seus esforços parecem dar em nada. Brigit acaba assumindo um compromisso quase impossível para um vampiro, mas por questão de honra, se empenha para que dê tudo certo. Além das grandes dificuldades e perigos que a cercam, sua angústia é ampliada pelas saudades de seu grande e único amor, Eamon. Ele não era um milenar e por decisão do Tribunal não partiu em missão com os outros vampiros. Brigit ao ser transformada em vampira, era uma grande promessa por toda a impetuosidade e força que demonstrava ainda humana, contudo faltava algo que encontrou apenas muito tempo depois, com Eamon. Eles se completavam e amavam de uma forma como todos gostariam que fosse um grande amor.

A história se desenrola boa parte do tempo durante uma viagem de trem, onde Brigit transporta uma carga muito preciosa a ser entregue na Inglaterra. Enquanto isto os anos vão mudando aleatoriamente entre os capítulos, indo e vindo do passado, exigindo bastante atenção do leitor para não se perder, mas isto deu um movimento e ritmo diferentes à história, o que achei bastante interessante. Uma leitura fácil e empolgante. Quando cheguei quase na metade, fiquei mais interessada e não consegui mais largar o livro até terminar.

Este é o romance de estréia de Sarah Jane Stratford, repleto de fatos históricos, nos levando de volta a uma época em que o horror causado por seres humanos, conseguiu superar até mesmo a ficção.

Sobre a autora

Sarah Jane Stratford nasceu no Garden State e passou seus anos de formação na cidade de Los Angeles, onde desenvolveu um grande amor pelo teatro. Mestre em História Medieval, formada pela University of York, na Inglaterra, atualmente vive em Nova York e este é seu primeiro romance. Além de escrever o próximo livro da série Milenar, também está trabalhando em peças de teatro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Retrato de Dorian Gray - sem cortes


Vejam que interessante, o livro “O Retrato de Dorian Gray”, de Oscar Wilde, foi publicado pela primeira vez com certos trechos omitidos pelo seu teor, e a 120 anos esta versão censurada vem sendo publicada. Mais uma prova da difundida hipocrisia da sociedade da época, que preferia esconder certos fatos a encará-los de frente. Agora a Harvard University Press, está pela primeira vez publicando o original do autor sem cortes, em uma edição capa dura, ilustrada e com notas informativas que explicam referências e contextos culturais. Não sei quanto a vocês, mas mal posso esperar para ter o meu!
A capa do livro é o quadro “Narciso”, de Michelangelo Merisi da Caravaggio, mais conhecido apenas como Caravaggio. Narciso é um personagem da mitologia grega, um herói conhecido pela sua beleza e orgulho. O narcisismo tem o seu nome derivado de Narciso, e ambos derivam da palavra Grega narke, "entorpecido" de onde também vem a palavra narcótico. Assim, para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era emocionalmente entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza. Bastante apropriado para ser a capa de Dorian Gray, que se encaixa justamente neste perfil.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ode a um Rouxinol




Meu peito dói; um sono insano sobre mim
Pesa, como se eu me tivesse intoxicado
De ópio ou veneno que eu sorvesse até o fim,
Há um só minuto, e após no Letes me abismado:
Não é porque eu aspire ao dom de tua sorte,
É do excesso de ser que aspiro em tua paz –
Quando, Dríade leve-alada em meio à flora,
Do harmonioso recorte
Das verdes árvores e sombras estivais,
Lanças ao ar a tua dádiva sonora.
II
Ah! um gole de vinho refrescado longamente
Na solidão do solo muito além do chão,
Sabendo a flor, a seiva verde e a relva quente,
Dança e Provença e sol queimando na canção!
Ah! uma taça de luz do Sul, plena e solar,
Da fonte de Hipocrene enrubescida e pura,
Com bolhas de rubis à beira rebordada
Nos lábios a brilhar,
Para eu saciar a sede até chegar ao nada
E contigo fugir para a floresta escura.
III
Fugir e dissolver-me, enfim, para esquecer
O que das folhas não aprenderás jamais:
A febre, o desengano e a pena de viver
Aqui, onde os mortais lamentam os mortais;
Onde o tremor move os cabelos já sem cor
E o jovem pálido e espectral se vê finar,
Onde pensar é já uma antevisão sombria
Da olhipesada dor,
Onde o Belo não pode erguer a luz do olhar
E o Amor estremecer por ele mais que um dia.
IV
Adeus! Adeus! Eu sigo em breve a tua via,
Não em carro de Baco e guarda de leopardos,
Antes, nas asas invisíveis da Poesia,
Vencendo a hesitação da mente e os seus retardos;
Já estou contigo! suave é a noite linda,
Logo a Rainha-Lua sobe ao trono e luz
Com a legião de suas Fadas estelares,
Mas aqui não há luz,
Salvo a que o céu por entre as brisas brinda
Em meio à sombra verde e ao musgo dos lugares.
V
Não posso ver as flores a meus pés se abrindo,
Nem o suave olor que desce das ramagens,
Mas no escuro odoroso eu sinto defluindo
Cada aroma que incensa as árvores selvagens,
A impregnar a grama e o bosque verde-gaio,
O alvo espinheiro e a madressilva dos pastores,
Violetas a viver sua breve estação;
E a princesa de maio,
A rosa-almíscar orvalhada de licores
Ao múrmuro zumbir das moscas do verão.
VI
Às escuras escuto; em mais de um dia adverso
Me enamorei, de meio-amor, da Morte calma,
Pedi-lhe docemente em meditado verso
Que dissolvesse no ar meu corpo e minha alma.
Agora, mais que nunca, é válido morrer,
Cessar, à meia-noite, sem nenhum ruído,
Enquanto exalas pelo ar tua alma plena
No êxtase do ser!
Teu som, enfim, se apagaria em meu ouvido
Para o teu réquiem transmudado em relva amena.
VII
Tu não nasceste para a morte, ave imortal!
Não te pisaram pés de ávidas gerações;
A voz que ouço cantar neste momento é igual
À que outrora encantou príncipes e aldeões:
Talvez a mesma voz com que foi consolado
O coração de Rute, quando, em meio ao pranto,
Ela colhia em terra alheia o alheio trigo;
Quem sabe o mesmo canto
Que abriu janelas encantandas ao perigo
Dos mares maus, em longes solos, desolado.
VIII
Desolado! a palavra soa como um dobre,
Tangendo-me de ti de volta à solidão!
Adeus! A fantasia é véu que não encobre
Tanto como se diz, duende da ilusão.
Adeus! Adeus! Teu salmo agora tristemente
Vai-se perder no campo, e além, no rio silente,
Nas faldas da montanha, até ser sepultado
Sob o vale deserto:
Foi só uma visão ou um sonho acordado?
A música se foi – durmo ou estou desperto?

* Poema composto por John Keats em 1819, quando tinha 23 anos. 
Tradução de Augusto de Campos


Para quem curte filme romântico bucólico, vale a pena conferir o Brilho de Uma Paixão. É uma passagem da vida do poeta inglês John Keats, quando ele se apaixona por uma jovem chamada Fanny Brawne. A fotografia do filme é muito bonita, confiram pelas imagens abaixo.

 
 
 
 

Se a poesia não surgir tão naturalmente como as folhas de uma árvore, é melhor que não surja mesmo.

John Keats

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fotos andando por aí...


Algo que gosto muito de fazer é fotografar, tanto que crio slides com minhas fotos para dividir com vocês. Espero que gostem. Em alguns dias substituirei o slide na coluna lateral direita por este, com fotos mais recentes.


Abraço
Jade.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Café e Cultura em Gramado

Livraria e Bistrot Sucelus

Desde 15 de abril 2011, Gramado conta com uma nova livraria Sucelus na Av. Borges de Medeiros, nº 2727. Um local bonito e agradável, onde cultura e gastronomia interagem, encantando a clientela e tornando a leitura um ato ainda mais prazeroso. Um espaço de 400 metros quadrados, no Largo da Borges, também chamado de segunda rua coberta pelos Gramadenses e Próximo do cinema. Você pode aproveitar para tomar um café ou uma bebida, acompanhado ou não de doces e comidinhas convidativas. Horário de funcionamento das 10 às 20hs, ou até mais tarde, conforme o movimento.

Foi neste local encantador, que encontrei o livro “Por que amamos Ler?”.
Enquanto saboreava um delicioso café cortado e o clima do lugar, observava as estantes de livros a minha volta. Eram como um imã para minha alma e quase distraidamente encontrei este pequeno, mas muito interessante livro de Brian Bristol.
Este é o texto da contracapa:

Coletâneas são livros especiais. Elas surgiram na Renascença, a partir dos diários que os escritores utilizavam para fazer anotações e colocar suas frases mais inspiradas.
Após herdar de sua avó inúmeras caixas com cadernos de anotações, coleção de frases, cópias de poemas e recortes que tinham vital importância para ela, o autor, ainda na infância, teve despertado o prazer pela leitura. E começou a colecionar citações específicas sobre livros por volta dos 16 anos, inspirado na famosa frase de Cícero “um quarto sem livros é como um corpo sem alma”. Como o meu quarto tinha livros nas prateleiras, debaixo da cama, espalhados pelo chão, no beiral das janelas, praticamente em todo o espaço disponível, eu me convenci de que talvez a minha ideia de decoração não era tão ruim assim. Embora meus “recortes” não me transformassem em um grande escritor, a proximidade espiritual com outros homens das letras alimentou meu ego, quem sabe a minha alma, e continuei colecionando citações ao longo da vida.

O resultado dessa paixão pessoal é o livro que está agora em suas mãos, que inclui textos escritos pelos maiores pensadores de todos os tempos. É simplesmente um compêndio de comentários sobre livros feitos por quem é ou foi um apaixonado pela leitura. Serve para nos lembrar do modo com que os livros nos humanizam, nos aproximam, faz aflorar o que temos de melhor; faz nos lembrar que livros causam impacto e que a leitura é importante. Que os leitores são importantes.


Super bacana este livro. São várias frases de escritores ou apenas pensadores, que num momento de inpiração criaram textos para ficar na memória. Irei dividindo algumas no blog, segue uma para começar:


"Os livros são os portadores da civilização. Sem os livros, a história se cala, a literatura emburrece, o pensamento e a pesquisa se interrompem. Eles são as máquinas da mudança, as janelas do mundo, os faróis em meio ao mar do tempo."
Bárbara Tuchman
Segue algumas fotos da livraria Sucelus para vocês sentirem o clima do lugar.

                                                                                                                                              


Divina Rosa
Maison provençal, móveis e decorações
Av. Borges de Medeiros, 2016 Gramado – RS
Mais um local encantador nesta cidade que tanto me atrai. Nem preciso dizer que vou muito a Gramado!...rsrsrs.
Não sei quanto a vocês, mas gosto muito de Gramado, uma cidade com charme e elegância, onde as pessoas são muito educadas e prestativas. Andando pelas ruas você se sente em outro lugar. É como se tivesse atravessado o Atlântico e visitado alguma cidade da Europa. As ruas são limpas e os motoristas se comportam com educação e gentileza, dando a preferência na maioria das vezes ao pedestre.


São muitas e muitas as lojas de que gosto, mas como não poderia falar sobre todas, escolhi esta, na qual encontrei um quadro com uma frase bastante interessante:

Somos todos anjos
com uma asa só
e só podemos voar
quando abraçamos uns aos
outros
                                                                                    
Nesta simpática loja, podem ser comprados vários itens de decoração no estilo provençal.  Para quem não sabe, esse estilo clássico e romântico nasceu no século 18 na Provence, região do sul da França cercada de campos, montanhas e paisagens iluminadas pelo sol. Para mim é um colírio para os olhos. Vale a pena conferir!

sábado, 6 de agosto de 2011

Os Pilares da Terra, filme


O filme baseado no livro “Os Pilares da Terra, de Ken Follett”, produzido em 2010, chegou ao Brasil em julho de 2011. A história trata-se de um épico que se passa na Inglaterra do século XII. O livro, em dois volumes, é muito bom. Já faz algum tempo que li, e na época ainda não tinha o blog, então estou postando a Sinopse oficial do site da Editora Rocco, e não um resumo meu. Sabe como é, a memória poderia falhar em meio a tantas leituras depois...rsrs.
Espero que gostem.
Bj
Jade 

Sinopse oficial do livro   

Na década de 70, quando Kenneth Follett ainda era um repórter do London Evening News, ele visitou uma catedral na cidadezinha de Peterborough, para passar o tempo enquanto o trem não chegava. A visita foi o início de uma obsessão que levou quinze anos para se transformar no livro que muitos consideram o melhor do autor de A chave de Rebecca e O buraco da agulha. Os pilares da terra é uma obra diferente das outras deste autor que é um dos preferidos de leitores de todo o mundo. Ao invés de manipular uma trama recheada de espiões e agentes secretos, como é seu costume, Ken Follett mergulha, aqui, na Inglaterra do século XII e na construção minuciosa de uma catedral gótica.


Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, Os pilares da terra traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, jogos intrincados de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural.


A figura que melhor expressa os ideais que inspiraram Ken Follett a escrever este livro é Philip, prior de Kingsbridge, um homem que luta contra tudo e todos para construir um templo grandioso a Deus. Mas a galeria de personagens que gravitam em torno da catedral inclui Aliena, a bela herdeira banida de suas terras, Jack, seu amante, Tom, o construtor, William o cavaleiro boçal, e Waleran, o bispo capaz de tudo para pavimentar seu caminho até o lugar do Papa, em Roma. Como painel de fundo, uma Inglaterra sacudida por lutas entre os sucessores prováveis ao trono que Henrique I deixou sem descendentes.


Épico que consegue captar simultaneamente o que acontece nos castelos, feiras, florestas e igrejas, Os pilares da terra é a recriação magistral de uma época que nossa imaginação não quer esquecer.

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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