Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

domingo, 26 de janeiro de 2014

Tróia


Tróia
Cláudio Moreno
Editora L&PM


Tróia (um reino distante que dominava o Helesponto, lá onde termina a Europa e começa a Ásia)





A sorte de Tróia foi selada no dia em que o mortal Peleu casou com a Divina Tétis, Deusa do Oceano. Dizia uma profecia que o filho de Tétis superaria seu pai e por este motivo nenhum dos deuses queria se arriscar numa relação com ela, sendo o casamento desigual arquitetado pelo próprio Zeus. Todos os Deuses estavam ali reunidos para a festa, e dessa união nasceria o mais famoso guerreiro “Aquiles”. O anfitrião era o sábio centauro Quíron, que no futuro se tornaria tutor e grande amigo de Aquiles. Todos se divertiam nos festejos, até mesmo Ares, senhor da guerra, contudo uma pessoa havia ficado de fora e seu ressentimento aumentava cada vez mais a medida que era desprezada pelos demais Deuses. Éris, Deusa da discórdia, despeitada por ter sido ignorada usou de toda sua sutileza para lançar a discórdia naquele dia. Escolheu uma das maças de ouro que Hércules havia buscado a mando do rei Euristeu e nela gravou a pequena e fatal frase “à mais bela”, lançando-a a seguir próxima de Zeus. Foi o suficiente para semear veneno em todos os corações femininos. Fosse qual fosse a escolhida, as demais sentiram-se infelizes. O clima divertido da festa se transformou num tenso momento e a própria Hera, esposa de Zeus, mal conseguia disfarçar sua perturbação. Além dela outras duas se destacaram na busca do troféu, Afrodite e Atena e diante de um trio tão poderoso, nenhuma outra teve coragem de pleitear tal título. Zeus vendo que estava numa saia justa e não querendo se indispor com nenhuma das três, selou o destino de Tróia ao deixar a escolha para o jovem e belo troiano Páris, que vivia como pastor, ignorando que era filho do rei Príamo. Um mensageiro do Olimpo foi enviado até Páris para lhe dar conhecimento dessa incumbência. Entre as três Deusas, escolheu Afrodite, que havia lhe oferecido em troca o amor da mulher mais bela do mundo, Helena, rainha de Esparta. Neste ínterim, como era necessário para que profecias e destinos se concretizassem, Páris, julgado morto no reino, acaba sendo reconhecido como filho por seu pai, rei de Tróia, e na primeira oportunidade, Páris viaja até Esparta para obter o prêmio prometido por Afrodite. Gozando da hospitalidade de Menelau, marido de Helena, ele fica hospedado em sua casa, e aproveitando-se da inesperada e necessária ausência de seu oponente, rapta Helena, que já estava apaixonada por ele, dando oportunidade aos dois de darem vazão ao desejo que os consumia a dias. Afrodite está ao lado deles, porém as preteridas Hera e Atena, viam a oportunidade de lançar todo seu ódio sobre Páris. Ao saber que sua mulher fora levada embora, Menelau se vale de uma promessa feita a muito tempo, quando de sua escolha como futuro marido de Helena, em que várias pretendentes dela juraram solenemente que ajudariam aquele que fosse o escolhido a defender-se de qualquer rival que viesse a ameaçar seu matrimônio, devendo estar prontos a qualquer tempo para correr em seu auxílio. Assim os Gregos que antes brigavam entre si, se unem com este objetivo, alguns atraídos pelo juramento e outros pelo legendário tesouro de Tróia. Mais de mil navios rumaram para Tróia, selando assim o seu destino. Outros Deuses tomam partido nesta guerra, mas a queda de Tróia era inevitável.

O Romance de uma guerra
Quem já não ouviu falar da famosa Ilíada de Homero?
Vamos recapitular algumas informações para nos situar no contexto que originou a história de nosso Romance. Homero – poeta épico da Grécia antiga, a quem se atribui a autoria da Ilíada e Odisseia. Eu digo “se atribuiu”, porque não existe concordância entre os historiadores se de fato ele foi uma pessoa que existiu historicamente, ou se foi um personagem criado pelos gregos, como a personificação coletiva da memória grega. Mas enfim, o que ninguém poderá negar é que os gregos eram inventivos, criativos e de um senso artístico incomuns, tanto que influenciaram outros povos e até hoje a civilização moderna se vê influenciada por eles, mesmo os que ignoram tal fato. A Ilíada cobre alguns dias do último ano da Guerra de Tróia, e a guerra completa em si é baseada nos textos de poetas e na pesquisa de historiadores, contudo não existe uma unanimidade sobre todos os acontecimentos, afinal se trata de Mitologia Grega. Por este motivo existem variáveis na história de escritor para escritor. Digamos que entre todos os escritos, existe uma base, onde Helena, a mais bela mulher de Esparta é levada para Tróia pelo Príncipe Páris, desencadeando a ira do povo grego que se une contra Tróia, numa guerra que durou dez anos e culminou no incêndio da cidade e destruição dela. Através de um estratagema de Ulisses, herói grego, Rei de Ítaca, considerado astuto, foi criado o famoso “Cavalo de Tróia”, ardil usado pelos gregos para finalmente entrar na cidade de Tróia e dar fim aqueles dez longos anos de guerra.

Espero que apreciem. Desde meu primeiro contato com a história de outras civilizações, a mil e quinhentos anos atrás.... rsrs, eu me senti atraída destacadamente pelos Egípcios, Gregos e Romanos, devido a riqueza artística de cada um deles, além de todos os mitos, que hoje vejo claramente como o que são, contos... quimeras.

Abraço
Jade

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Novo Testamento - post nº 05 sobre a Bíblia



No mês dezembro de 2013 encerrei minha leitura da Bíblia, ou melhor, em verdade é uma leitura que sempre retomarei, pois são tantas as vezes que sinto vontade de reler certos trechos, para rememorar, que jamais terminarei de ler de verdade. Mas a leitura completa concluí. Decidi deixar este post para a data de hoje, que julguei mais oportuna, tendo em vista a mensagem de Jesus que ficou muito clara para mim e que espero e desejo que muitos compartilhem. É algo simples e ao mesmo tempo tão complexo para nós seres humanos e nosso corriqueiro egoísmo e falta de perseverança, que para muitos parecerá impossível, para muitos outros difícil e para um grupo muito seleto e restrito, possível. Eu falo de "amar ao próximo como a tí mesmo", porque você não desejaria ser perseguido, mal tratado ou ignorado, portanto não é justo que deseje o mesmo para o teu semelhante. 


Desejo a todos um Ano Novo com muita saúde, paz e principalmente amor, porque ele está acima de todas as coisas e somente com ele até o mais árduo dos trabalhos se torna mais suave.

Abraço
Jade


Romanos 13,8-10

O Amor Fraterno
A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor com que deveis amar-vos uns aos outros. Porque quem ama o próximo, cumpriu a Lei. Pois não cometerás adultério, não matarás, não roubarás, não cobiçarás e qualquer outro preceito se resume nesta palavra: Amarás o próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo, pois o amor é o cumprimento da Lei.


1Coríntios 13,1-13
Acima de tudo o amor
Se eu falar a língua de homens e anjos, mas não tiver amor, sou como bronze que soa ou tímpano que retine. E se eu possuir o dom da profecia, conhecer todos os mistérios e toda a ciência e tiver tanta fé que chegue a transportar montanhas, mas não tiver amor, nada sou. E se eu repartir todos os meus bens entre os pobres e entregar meu corpo ao fogo, mas não tiver amor, nada disso me aproveita.

O amor é paciente,o amor é benigno, não é invejoso; o amor não é orgulhoso, não se envaidece, não é descortês, não é interesseiro, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O Amor jamais acaba; as profecias terão fim; as linguas emudecerão; a ciência terminará. Pois o nosso conhecimento é parcial como parcial é a nossa profecia. Mas quando chegar a perfeição, desaparecerá o que era parcial. Quando era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança; mas quando me tronei homem, abandonei as coisas de criança. No presente vemos por um espelho e obscuramente; então veremos face a face. No presente conheço só em parte, então conhecerei como sou conhecido.

No presente permanecem estas três coisas: fé, esperança e amor; mas a maior delas é o amor.

Novo Testamento


O Novo Testamento (NT)
é o nome dado à coletânea de vinte e sete livros inspirados da nova aliança entre Deus e os homens, estabelecida por Jesus Cristo (Mt 26,28). A expressão “Novo Testamento” foi usada inicialmente por São Paulo (2Cor 3,6.14) para caracterizar as disposições novas e definitivas inauguradas por Cristo, que regem as relações entre Deus e seu povo. A partir do II século passou a designar o conjunto dos escritos neotestamentários. 


Já no final do I século os livros no NT gozavam na igreja de autoridade igual à das Sagradas Escrituras do AT (2Pd 3,15-16). Isso não se compreende sem a autoridade de Jesus Cristo e de seus ensinamentos, expressos pela pregação apostólica. Nos primeiros decênios da igreja os ditos e fatos relacionados com Jesus foram conservados e transmitidos oralmente pelos apóstolos. Guiados pelo Espirito Santo, na pregação eles testemunhavam sua fé em Jesus Cristo como Messias, Salvador, Ressuscitado, Filho de Deus e Juíz dos vivos e dos mortos. Preocupavam-se também em transmitir com fidelidade o que Jesus tinha dito e feito, procurando entender o sentido de tudo para a vida da continuidade. As necessidades da catequese levaram a organizar esquemas, conjuntos de parábolas, de milagres e de palavras de Jesus, que mais tarde seriam incluídos nos evangelhos. De grande importância eram também as reuniões litúrgicas. Nelas reinterpretavam-se textos das Escrituras à luz da fé pascal da comunidade nascente, recordava-se a última ceia, a paixão, a morte e a ressurreição do Senhor. Dentro da Igreja, portanto, não só eram conservados, mas inclusive reelaborados os materiais dos futuros evangelhos.

Esta elaboração era conduzida pelo Espírito Santo e condicionada pelos fatos vividos pela igreja, como no-lo recordam os Atos dos Apóstolos: a criação dos diáconos, a perseguição da igreja e o martírio de S. Estêvão, a pregação do Evangelho da Samaria, o batismo do pagão Cornélio, a pregação do Evangelho entre os pagãos por obra de Paulo e Barnabé, o concílio dos Apóstolos que abriu as portas da igreja aos pagãos e regulamentou a convivência destes com os judeu-cristãos. 

Os Primeiros escritos a surgir foram as epístolas de S. Paulo, a partir do ano 50. Neles Paulo procura dar uma resposta aos problemas peculiares de cada comunidade, que ele orienta, instrui e exorta. Quando morrem os primeiros apóstolos, as testemunhas oculares da vida, morte e ressurreição do Senhor, surge a necessidade de escrever os ensinamentos deles recebidos, ensinados e vividos no seio das comunidades. Assim começa a redação dos evangelhos e demais escritos do NT. Pelo final do I século a coletânea dos vinte e sete livros está completa e pode ser assim dividida: livros históricos: os quatro evangelhos e os Atos dos Apóstolos; livros didáticos: as catorze epístolas de S. Paulo e as sete epístolas "católicas"; um livro profético: o Apocalipse. (texto extraído da Bíblia Sagrada, 50ª Edição, Editora Vozes)


Evangelho segundo São Mateus
Mateus 6, 31-34

Por isso não vos preocupeis, dizendo: O que vamos vestir? O que vamos beber? Com que nos vamos vestir? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo. Não vos preocupeis com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá suas próprias dificuldades. A cada dia basta o seu peso.


Mateus 13, 24-30
A parábola do joio

Jesus lhes propôs outra parábola: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou uma erva daninha, chamada joio, entre o trigo e foi embora. Quando o trigo germinou e fez a espiga, apareceu também o joio. Então os escravos do proprietário foram dizer-lhe: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois o joio?' Ele respondeu: 'Foi um inimigo que fez isso. Os escravos lhe perguntaram: 'Queres que vamos arrancá-lo?' Ele respondeu: 'Não, para que não aconteça que, ao arrancar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai que os dois cresçam juntos até a colheita. No tempo da colheita direi aos que cortam o trigo: colhei primeiro o joio e atai-o em feixes para queimar; depois recolhei o trigo no meu celeiro.

Explicação da parábola do joio. Então Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos se aproximaram dele e pediram: “Explica-nos a parábola do joio no campo”. Ele respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem(Jesus). O Campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Malígno. O inimigo, que o semeia, é o diabo. A colheita são os anjos. Como se recolhe o joio para ser queimado ao fogo, assim acontecerá no fim do mundo. O Filho do homem enviará os seus anjos e eles recolherão do Reino todos os escândalos e todos os promotores da iniquidade, e os jogarão na fornalha de fogo, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino do Pai. Quem tiver ouvidos que ouça.


Mateus 28, 16-20
A missão dos apóstolos

Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Logo que o viram prostraram-se; alguns, porém, duvidaram. Então Jesus se aproximou e lhes disse. "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide pois, batizando-os em nome do meu Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei. Eis que estou convosco, todos os dias, até o fim do mundo".

Evangelho segundo São Lucas
Lucas 10, 22

Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, e quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.


Lucas 11, 9-13
Pedir com confiança

Digo-vos, pois: Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos abrirão. Pois quem pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, se abre. Que pai dentre vós dará uma pedra a seu filho que pedir um pão? Ou lhe dará uma cobra se ele pedir um peixe? Ou se pedir um ovo lhe dará um escorpião? Se, pois, vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu saberá dar o Espírito Santo aos que pedirem!

Lucas 12, 1-3
Coragem nas perseguições.

Enquanto isso, a multidão se foi ajuntando aos milhares, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar para os discípulos: "Tomais cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem escondido que não venha a ser conhecido. Por isso, tudo que dizeis na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que falais ao pé do ouvido nos quartos, será proclamado de cima dos telhados.


Evangelho segundo São João
João 1, 1-5
Prólogo

No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. No princípio ela estava com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dela e sem ela nada se fez do que foi feito. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos seres humanos. A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam.


João 12, 44-50
A palavra julgadora de Deus

Então Jesus falou em voz alta: “Quem crê em mim, não crê em mim mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim como luz do mundo, para que quem crê em mim não fique na escuridão. Se alguém escuta as minhas palavras e não as guarda, eu não o condeno, porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar. Quem me rejeita e não recebe minhas palavras, já tem quem o condene: a palavra que falei é que o condenará no último dia. Porque eu não falei por mim mesmo. O próprio Pai, que me enviou, é que me ordenou o que devo dizer e falar. Eu sei que seu mandamento é a vida eterna. Assim, pois, as coisas que falo, eu falo conforme me disse o Pai”.

João 14, 1-4
Jesus é o caminho para o Pai.

Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois eu vou preparar-vos um lugar. Quando tiver ido e tiver preparado um lugar para vós, voltarei novamente e vos levarei comigo para que, onde eu estiver, estejais também vós. E vós conheceis o caminho para onde vou”.


Atos dos Apóstolos
Romanos 2, 1-4
A Culpa dos Judeus

Por isso, meu amigo, quem quer que sejas, não tens desculpa, tu que julgas. Quando julgas os outros, a ti mesmo te condenas, pois praticas as mesmas coisas, tu que julgas. Ora sabemos que o julgamento de Deus contra todos que cometem tais coisas é conforme a verdade. E tu meu amigo que julgas os que praticam estas coisas mas também as cometes, pensas que escaparás ao julgamento de Deus?


Romanos 6, 12-14

O pecado já não reine em vosso corpo mortal, fazendo-vos obedecer aos seus desejos. Nem ofereçais vossos membros ao pecado como instrumento do mal. Oferecei-vos a Deus como mortos que voltam para a vida e dai vossos membros a Deus como instrumentos de justiça. O pecado não vos dominará, porque agora não estais sob o regime da Lei e sim sob o regime da graça.


Romanos 14,1-19
O respeito pelo irmão

Acolhei com bondade o fraco na fé, sem discutir-lhe suas opiniões. Um acredita que pode comer de tudo. Outro, que é fraco, só come legumes. Quem come de tudo não despreze quem não come. Quem não come não julgue aquele que come, porque Deus o acolhe do mesmo modo. Quem és tu, para julgar o servo alheio? É para seu patrão que ele cai ou fica em pé. Mas ele ficará em pé, pois poderoso é o Senhor para sustentá-lo. Um distingue um dia do outro, enquanto outro considera iguais todos os dias. Cada qual proceda de acordo com sua convicção. Quem distingue o dia, age assim para o Senhor. Quem come de tudo, age assim para o Senhor, porque dá graças a Deus. E quem não come, abstém-se para o Senhor, e igualmente dá graças a Deus. Com efeito nenhum de vós vive para si mesmo, como nenhum de vós morre para si mesmo. Se vivemos, é para o Senhor que vivemos e se morremos, é para o Senhor que morremos. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Cristo morreu e voltou à vida para ser o Senhor tanto dos mortos como dos vivos. Por que julgas então o teu irmão? Ou, por que desprezas o teu irmão? Todos temos que comparecer diante do tribunal de Deus. Porque está escrito: Juro pela minha vida, diz o Senhor, que diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua renderá homenagem a Deus. Assim, pois, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros. Cuidai, ao contrário, de não pôr um tropeço diante do irmão ou de lhe dar escândalo. Eu sei e confio no Senhor Jesus que não há nada impuro em si mesmo. Alguma coisa só é impura para quem a considera assim. Ora, se por uma questão de comida entristece teu irmão, já não vives segundo a caridade. Por tua comida não causes a perda daquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, obejto de maledicência o que é bom para vós, porque o reino de Deus não é comida nem bebida, senão justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Quem serve assim a Cristo agrada a Deus e goza da estima das pessoas. Portanto, apliquemo-nos ao que contribui para a paz e mútua edificação.

Epístolas aos Coríntios
1Coríntios 3,16-21

Não sabeis que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é Santo, e esse templo sois vós. Vós sois de Cristo - Ninguém se iluda. Se alguém de vós acredita ser sábio aos olhos deste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. Pois está escrito: Ele apanha os sábios em sua própria astúcia. E ainda: O Senhor conhece o plano dos sábios e sabe que são vãos. Assim ninguém ponha seu orgulho em pessoas humanas, pois tudo é vosso. Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso; mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

2Coríntios 4,18

Por isso não olhamos para as coisas visíveis mas para as invisíveis. As coisas visíveis são temporais; as invisíveis, eternas.

Epístola aos Hebreus
Hebreus 4,12

Porque a palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que uma espada de dois gumes. Penetra até dividir a alma e o espírito, as juntas e a medula. É capaz de julgar os pensamentos e as intenções do coração. E não há coisa criada que fique oculta à sua presença. Ao contrário, todas estão nuas e manifestas aos olhos daquele a quem devemos prestar contas.

O Andarilho



“Thomaz sabia pouca coisa sobre a heresia cátara. Ele conhecia o seu arco e sabia escolher uma flecha de freixo tenro ou vidoeiro ou carpa, e sabia emplumar a vara com penas de ganço e colocar nela uma ponta de aço. Ele sabia tudo isso, mas não sabia como fazer com que aquela flecha penetrasse em escudo, malha ou carne. Isso era instinto, algo que ele treinara desde a infância; treinara até que os dedos que seguravam a corda sangrassem; treinara até não pensar mais quando puxava a corda até junto à orelha; treinara até que, como todos os arqueiros, ficara de peito largo e com músculos enormes nos braços. Ele não precisava saber como usar um arco, aquilo era instintivo, tal como respirar, andar ou lutar”.


O Andarilho - Vol. 2 A Busca do Graal 
Bernard Cornwell
Editora Record


Thomas de Hookton, exímio arqueiro inglês, deixa as fileiras do exército para seguir o que lhe parecia inevitável, a busca do Santo Graal. Apesar da vida de sua misteriosa família parecer tão inexplicavelmente interligada ao objeto mais cobiçado da cristandade, Thomas na verdade não tinha tal ambição, porém com a promessa feita ao pai antes de morrer, e todos os últimos acontecimentos, não havia como separar sua jornada dessa busca. O Graal parecia que o chamava, zombava dele e mudava os rumos de sua vida. Em viagem até a cidade de Durham, onde esperava encontrar um velho monge beneditino, que talvez tivesse alguma informação que o ajudasse, seu caminho se cruza com o de Taillebourg, um frade dominicano francês e também inquisidor, que em seus sonhos mais insanos, acreditava que gozasse da graça divina para cometer atos abomináveis nas secções de tortura a que submetia os “hereges”. Desde que não fizesse a pessoa sangrar o demais era permitido, e isto envolvia o esmagando de ossos e a aplicação de ferros em brasa. “Thomas de Hookton ouviu os sinos, graves e sonoros, não o som de sinos pendurados em alguma igreja de aldeia, mas sinos de uma força trovejante. Durham, pensou, e sentiu um grande cansaço, porque a viagem tinha sido muito longa”. Em Durham Tomaz acaba se aliando aos defensores da cidade contra uma investida Escocesa e em meio a este acontecimento sua mulher Eleanor e seu amigo, o padre Hobbe, são mortos. Alguns nobres escoceses são feitos prisioneiros, entre eles Robbie Douglas, que acaba se unindo a Thomas no objetivo de vingar a morte de seus entes queridos, cujas vidas foram tiradas por de Taillebourg ou a mando deste. Assim Thomas de Hookton segue em frente, dividido entre o que deseja fazer e o pesado fardo na busca do Santo Graal.

Calix meus inebrians: "Meu cálice me embriaga", o lema secreto da família Vexille ao contrário do que expunham em seu timbre “Pie repone te” Confie no piedoso.

No segundo volume da série “A Busca do Graal”, Thomas passará por maus momentos e suas perdas serão grandes, porém ele precisa continuar em frente. Em verdade o que seu coração realmente deseja, é seguir o exército inglês com seu longo arco negro, mas os acontecimentos mais do que o impulsionam na busca do Graal. Assim como ele, porém por motivos distorcidos, de Taillebourg está obstinado na procura da relíquia e verá em Thomaz a chance de alcançar seu objetivo. De pano de fundo a “Guerra dos Cem Anos”, onde os piores instintos foram demonstrados por homens, que se aproveitavam da guerra para cometer atrocidades com seus semelhantes. A história é envolvente e a leitura nos leva a viajar pela Europa neste período tão negro da história, a Idade Média. Onde o conhecimento mais do que nunca era usado como arma contra as pessoas ignorantes, que na maioria das vezes não sabiam ler, que dirá ter suas próprias opiniões. Thomas reencontra seu primo Guy Vexille, mas as circunstâncias não permitem a abordagem necessária e mais uma vez ele vê seu primo sumir no meio da batalha, deixando para trás dessa vez a proposta de seu unir com ele na busca do Graal e com isto reerguer o nome dos Vexille da lama onde foi lançado.

Abraço 
Jade

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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