Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Gustave Caillebotte


A arte pode ser encontrada em diversas formas e nos locais mais inusitados, como numa sombrinha por exemplo. Estava passeando e à procura de uma sombrinha, quando encontrei uma linda, sem igual. A estampa nada mais é que um quadro de Gustave Caillebotte. Assim que tive a oportunidade de sentar na frente do computador, busquei na internet os trabalhos deste pintor e me deleitei com outros lindos quadros do artista. Isto já tem alguns meses, mas tinha deixado para postar aqui mais adiante mesmo.

Ao conferir sua biografia na Wikpedia, fiquei encantada ao ler que além de pintor, entre outras coisas, Caillebotte era patrono das artes e amigo de outros pintores como Degas, Claude Monet e Auguste Renoir. Imaginem os quatro fazendo um happy hour juntos, que grupo!

Gustave Caillebotte nasceu em 19 de Agosto de 1848, filho de uma família parisiense de classe alta. Seu pai, Martial Caillebotte (1799-1874), era herdeiro da indústria têxtil de propriedade da família. Além disso, era também juiz no Tribunal de Comércio de Seine. Martial Caillebotte ficou viúvo duas vezes antes de casar-se com a mãe do pintor, Céleste Daufresne (1819-1878), que teve mais dois filhos após Gustave: René (1851-1876) e Martial (1853-1910).
Caillebotte nasceu na casa de sua família, na rue du Faubourg-Saint-Denis em Paris, e viveu naquela rua até 1866 quando seu pai construiu uma casa na rue de Miromesnil, também em Paris. Os Caillebottes começaram a passar muitos de seus verões em Yerres, uma cidade nas margens do rio Yerres, a aproximadamente 19 quilômetros ao sul de Paris, em 1860, quando Martial Caillebotte comprou uma extensa propriedade naquele lugar. Foi provavelmente por volta de 1866 quando Caillebotte começou a desenhar e pintar. Muitas das pinturas de Caillebotte exibem os membros de sua família na vida doméstica; Young Man at His Window, 1875, mostra René na casa da rue de MiromesnilThe Orange Trees, 1878, exibe Martial Jr. e sua prima Zoë no jardim da propriedade da família em Yerres, e Portraits in the Country, 1875, mostra a mãe de Caillebotte junto com sua tia, primos, e um amigo da família.

Caillebotte formou-se em advocacia em 1868 e uma obteve licença para praticar direito em 1870. Pouco tempo depois, ele foi convocado para lutar na Guerra Franco-Prussiana e serviu a Guarde Nationale Mobile de la Seine. Após a guerra, Caillebotte começou a visitar o estúdio do pintor Leon Bonnat, onde ele iniciou seus estudos de arte. Em 1873, Caillebotte entrou na École dês Beaux-Arts, mas aparentemente não a frequentou por muito tempo. Por volta dessa época, Caillebotte encontrou e se tornou amigo de vários artistas que não eram da academia francesa, incluindo Edgar Degas e Giuseppe De Nitttis, e compareceu (mas não participou da) primeira exibição Impressionista de 1874.
A abastada pensão que Caillebotte recebia, somada à herança que ele recebeu após a morte de seu pai em 1874 e de sua mãe em 1878 permitiram a ele pintar sem a pressão de vender seus trabalhos. Isso também permitiu a ele ajudar a financiar exibições impressionistas e a dar suporte a companheiros artistas e amigos (incluindo Claude Monet, Auguste Renoir, e Camille Pisarro, dentre outros), ao comprar seus trabalhos e, pelo menos no caso de Monet, pagar o aluguel de seus estúdios. Além disso, Caillebotte usou sua fortuna para financiar vários hobbies pelos quais ele era apaixonado, incluindo colecionar selos (sua coleção encontra-se atualmente no Museu Britânico, cultivo de orquídeas, construção de iates, e até mesmo design de modelos (as mulheres nas pinturas Madame Boissière Knitting, 1877, e Portrait of Madame Caillebotte, 1877, poderiam estar trabalhando em modelos criados por Caillebotte).
O estilo de Caillebotte pertence à escola do Realismo. Como fizeram seus predecessores Jean-Francois Miller e Gustave Courbet assim como seu contemporâneo Degas, Caillebotte tinha como objetivo pintar a realidade como ela existia e como e a via, tentando reduzir ao máximo a teatricidade inerente à pintura. Ele também compartilhava do comprometimento com a verossimilhança ótica dos Impressionistas. Caillebotte pintou muitas cenas domésticas, familiares, interiores, e figuras na paisagem de Yerres, mas ele é mais conhecido por suas pinturas da cidade de Paris, como The Floor Scrapers, 1875, Le pont de l'Europe, 1876, e Paris Street, Rainy Day, 1877. Estas pinturas são um tanto controversas por mostrarem cenas banais e mundanas, e por sua perspectiva profunda. O piso inclinado comum a essas pinturas é bastante característico dos trabalhos de Caillebotte, o que pode ter sido fortemente influenciado por telas japonesas e a nova tecnologia da fotografia. Técnicas como cropping e zoom são facilmente encontradas nas obras de Caillebotte, o que pode ter sido o resultado de seu interesse por fotografia. Um considerável número dos trabalhos de Caillebotte também emprega um ponto de vista muito alto, incluindo muitos de suas pinturas de varandas, como Vue des toits, effet de neige, 1878, e Boulevard vu d'en haut, 1880.
A carreira de pintor de Caillebotte diminuiu seu ritmo drasticamente na década de 1880, quando ele parou de produzir telas de tamanho grande e de exibir seus trabalhos. Ele adquiriu uma propriedade em Petit Gennevilliers, na margem do canal perto de Argenteuil, em 1881, e se mudou pra lá permanentemente em 1888. Ele devotou seu tempo à jardinagem e a construir iates de corrida, e passou muito tempo junto a seu irmão Martial, e seu amigo Renoir, que frequentemente visitava Petit Gennevilliers. Muitas fontes afirmam que antes de sua morte, ele teve um caso com uma mulher muito mais jovem, Emilie Schlauch, mas isso não pode ser confirmado ou negado com base nas evidências históricas existentes. Caillebotte morreu enquanto trabalhava em seu jardim em Petit Gennevilliers em 1894 de congestão pulmonária, e foi enterrado no Cemitério de Père Lachaise em Paris.
Por muitos anos, a reputação de Caillebotte como um pintor foi superada pela sua reputação como financiador das artes. Setenta anos após sua morte, no entanto, historiadores de arte começam a reavaliar suas contribuições artísticas. (fonte Wikpedia).

A imagem que encapa o Post é o quadro que tenho na sombrinha mencionada, abaixo seguem mais alguns dos lindos trabalhos de Caillebotte.
Gustave Caillebotte

Boulevard vu d'en haut
Young Man Playing the Piano

Les raboteurs de parquet

Boulevard des Italiens
Portraits in the Country


The Orange Trees

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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