Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

sábado, 19 de março de 2011

Ingres

Lembram do já comentado livro “O Retrato de Doriam Gray”, de Oscar Wilde?

Quem leu o post deve lembrar que escrevi “Um livro interessante e envolvente, que exerce um certo fascínio, desde que o li me pego pensado e falando nele,  quase sem querer”.

E como prova disso, acabei descobrindo o autor da pintura que é capa do livro e resolvi dividir com vocês aqui no blog. Pelo que pesquisei, o pintor Ingres foi considerado um mestre dos retratos, portanto nada mais justo que personificar Dorian Gray na capa do livro, com seu auto-retrato, apesar de que Dorian seria loiro.
  


Jean-Auguste-Dominique Ingres, conhecido apenas como Ingres, nasceu em 29 de agosto de 1780, na poeirenta cidade de Montauban, situada no sudoeste da Franca, a uns 65 km de Toulouse. Seu pai era um artista menor: escultor, decorador em gesso e pintor de miniaturas.
O pai de Ingres passou muitas de suas habilidades ao filho, ensinando-o a desenhar, a pintar, e também a tocar violino. Em 1791 a família se mudou para Toulouse a fim de que o pequeno Ingres pudesse frequentar a Academia. Aos 14 anos ele podia ser visto tocando violino no Teatro Municipal, sendo muito aplaudido e até pago para se apresentar.
Em agosto de 1797, com 17 anos, Ingres transferiu-se para Paris, armado com uma carta de forte recomendação de Joseph-Guillaume Rocques, um de seus professores em Toulouse.
 
"A Grande Odalisca"
Seu trabalho foi marcado pela pintura idealizada. Os nus femininos apresentavam mulheres em posições lânguidas e muitas vezes impossíveis, ele distorcia o corpo buscando dramatizar mais a cena pintada. Uma de suas obras mais famosas, A Grande Odalisca, exibida em 1819, tem costas anormalmente longas e quadris imensos. Para alcançar esse efeito, ele suprimia a modelagem da figura, para que a impressão de profundidade não interferisse com seu desenho bidimensional. Pelas mesmas razões, a superfície do quadro tinha de ser tão lisa quanto possível e sem marcas óbvias de pincel – a tinta deveria ficar tão fina e bem espalhada “como a casca de uma cebola”, acreditava ele. Para Ingres, o processo de desenhar e rascunhar era uma espécie de busca da perfeição, de uma forma ideal e platônica. Buscou inspiração no trabalho de Rafael Sanzio, tanto que chegou a lhe tomar emprestada a graciosa cabeça de uma pintura da Virgem no quadro Madonna Della Seggiola, para sua célebre A Grande Odalisca.
 
Perfis Gregos
Ingress acreditava que a “forma interior” de uma figura podia ser expressa só com um contorno. Por isso, ele preferia desenhar as pessoas de perfil, usando uma sinuosa linha contínua. Essa influência da antiga arte grega é um ponto em comum entre os desenhos de Ingres e os de Pablo Picasso.

Enquanto era tido por seus contemporâneos como sumo pontífice do neoclassicismo, acatando suas regras e preceitos em cada pormenor, a contradição central da assaz contraditória  arte de Ingres é que ele era um pintor inteiramente individualista. No fim, foram seus trejeitos pessoais, sua abordagem clássica de temáticas românticas, suas obsessões e maneirismos que o tornaram proeminente, muito mais que sua adesão ao credo acadêmico. Suas maiores obras, como observou o poeta Baudelaire, “são o produto de uma natureza profundamente sensual”.

"Rogério Libertando Angélica"
Os primeiros trabalhos realmente importantes de Ingres foram retratos, tanto que em 1803 recebeu a encomenda de um retrato do jovem Napoleão, na época primeiro cônsul da França. Aliás Ingres foi sempre patrocinado por sucessivos mandatários da França. O retrato do influente proprietário do Journal dês Débats, aos 66 anos, é considerado uma das obras-primas de Ingres. Há quem afirme que o artista conseguiu captar nesse retrato a própria alma da burguesia francesa da época.


"A Condessa d'Haussonville"
 "Monsieur Bertin"
Principais datas:
1780 Nasce em 29 de agosto, em Montauban.
1797 vai para Paris; trabalha no estúdio de Jacques-Louis David.
1801 ganha o Prêmio de Roma.
1806 tranfere-se para Roma.
1808 pinta A Banhista de Valpinçon.
1813 se casa pela primeira vez.
1814 pinta A Grande Odalisca.
1814/1815 cai o Império de Napoleão; Ingres perde a clientela francesa.
1824 depois de um período  de ostracismo, é aclamado no Salão de Paris.
1834 torna-se diretor da Academia de França em Roma.
1841 volta a Paris.
1849 morre sua primeira esposa.
1852 casa pela segunda vez.
1863 termina O Banho Turco.
1867 morre em Paris no dia 14 de janeiro.

Informações coletadas do livro "Os grandes Artistas" - Neoclassicismo David, Ingres e Lorran, da Editora Nova Cultural.

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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