Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

sábado, 3 de abril de 2010

A Cidade do Sol

Do mesmo autor de “O Caçador de Pipas”.
Esta é a história de duas mulheres, cujos destinos se cruzam, tendo como pano de fundo o Afeganistão, país onde o povo tanto já sofreu em meio às guerras. Cedo a pequena Mariam, filha de uma empregada que engravidou de seu patrão, descobre o sentido da palavra “Harami (bastarda)”. Seu pai, por ser um homem fraco, não assume a filha, que vive precariamente apenas com sua mãe numa “Kolba (pequena cabana). A menina que acaba por se desiludir com o pai, enfrenta ainda o suicídio da mãe, sendo empurrada pelas três esposas de seu pai, para um casamento indesejado aos 15 anos. Mais tarde, já casada a alguns anos, em meio à guerra, acaba conhecendo Laila, um espírito livre, uma menina sonhadora que foi criada numa família menos conservadora, mas que enfrenta dificuldades em se reestruturar, devido a morte de seus dois irmãos. Laila que estudava e sonhava em se casar com Tariq, seu vizinho, seu amigo, seu grande amor, se vê desamparada ao saber que a família de Tariq vai sair de Cabul e ir para o Paquistão. Sua mãe que não se conforma com a morte dos outros dois filhos, insiste em permanecer no Afeganistão, mas ao se dar conta que também poderá perder a única filha viva, decide sair do país em guerra. Infelizmente a família não chega a completar seu intento, pois a casa é atingida por um míssil, que mata os pais de Laila. A menina de 14 anos é amparada por Mariam e seu marido, Rashid, que acaba por desposa-la também. Estas duas mulheres descobrem da maneira mais dura, como é difícil ser mulher e Mariam perceberá que sua mãe, Nana Jan, tinha razão quando lhe dizia em vida “Assim como uma bússola precisa apontar para o norte assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente”. É um livro que conta uma história emocionante e que poderá levar o leitor, principalmente as mulheres, a chorar.

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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