Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O Herege




Thomas de Hookton mais do que encontrar o Graal, desejava vingar a morte de seu pai, morto pelo próprio sobrinho, Guy Vexille, um homem frio que acredita no Graal e almeja encontralo a qualquer custo. Após reunir um grupo de homens, entre eles seus amigos Robbie Douglas, o escocês, Sir Guillaume d’Evecque e alguns arqueiros, Thomas ruma para a Gasconha, no sudoeste da França, onde tomará uma fortificação nos domínios do conde de Berat e próxima de Astarac, onde seus antepassados viveram. Ele pretende atrair seu primo Guy, que tão impiedosamente procura pelo Graal e acredita que Thomas saiba algo sobre o paradeiro da relíquia. Ao tomar Castillon d’Arbizon, nas masmorras do castelo Thomas encontra uma mulher condenada pela igreja à fogueira, sob a acusação de heresia. Naqueles tempos, ser uma mulher jovem e bela tinha suas complicações e neste caso Genevieve colhia sua maldição. Thomas se vê apaixonado, contudo ele não é o único homem atraído pelos encantos da misteriosa Genevieve e sua amizade com Robbie é colocada à prova. Sua missão é ameaçada pela superstição de homens sob seu comando e depois de ser excomungado pela igreja ele se vê obrigado a deixar Castillon d’Arbizon. O mundo parecia de cabeça para baixo, amigos agora agiam como inimigos, Thomas sentia o fracasso pesando sobre seus ombros e a excomunhão feria mais do que poderia imaginar. Agora suas chances de vingar o pai e de encontrar o graal pareciam cada vez menores, mas ele não podia, não queria desistir. Será que ele teria forças para seguir com sua busca? E será que ele saberia o que fazer com o Graal se de fato o encontrasse? O Abade Planchard lhe confessara que seria melhor se o Graal não fosse encontrado e se fosse, em sua opinião, deveria ser jogado no mais profundo dos mares, porque homens ambiciosos o usariam como um troféu em suas guerras. Homens matariam para poder possuí-lo e igrejas ficariam ricas. Seu verdadeiro significado seria deturbado pelos homens. 

O Erege
Bernard Cornwell
Editora Record


“O mal gera o mal, espalha-se como uma erva daninha, mas as boas ações são brotos frágeis que precisam de cuidados”.

sábado, 19 de julho de 2014

Manuscritos do Mar Morto

Caravaggio - A Captura de Cristo (retrata o beijo de Judas)

Aquela parecia apenas uma investigação como qualquer outra, tirando o fato de que Kennedy fora selecionada para o caso, apenas porque seu chefe a considerava a detetive mais dispensável da divisão. A vítima, Professor Stuart Barlow, havia sido encontrada morta aos pés de uma escadaria na faculdade, e alguém havia tirado conclusões precipitadas, encaminhando o caso como um mero acidente. A autópsia havia revelado alguns fatos incomuns e que não batiam com morte acidental, levando a detetive Heather Kennedy para um caso onde não haviam sequer examinado a cena do crime. Para ajudá-la haviam designado um novato chamado Chris Harper, que por enquanto não havia sido contaminado pela hostilidade de seus colegas. Ao se aprofundarem na investigação, Kennedy e Harper descobrem outras três mortes, onde as vítimas tem algo em comum com Stuart Barlow. Todos faziam parte de uma comunidade da internet para paleógrafos que se intitulam “Os Ravellers”, pessoas que trabalham com manuscritos velhos e incunábulos. Em meio a investigação, as coisas se complicam e Harper é assassinado. Kennedy se salva apenas pela interferência de um homem misterioso e ex-mercenário, Leo Tillman, cuja própria busca se cruza com a de Kennedy. Tillman teve a esposa e seus três filhos tirados de sua vida treze antes, e desde então seus dias se resumem a um objetivo; descobrir o paradeiro deles. Um nome é tudo de que dispõem; “Michael Brand”. O surgimento deste nome em meio a investigação de Kennedy o atrai até ela, bem a tempo de salva-la de assassinos frios e extremamente eficientes. Por trás da arma preferida deles, uma lâmina afiadíssima chamada sica, existe um significado emblemático que ultrapassa a simples função do objeto.  Kennedy, por questões de princípios, inicialmente se nega a colaborar com Tillman, mas então ela percebe que se não trabalharem juntos, aquela investigação poderá não chegar a lugar nenhum. Com a morte de Harper ela é praticamente excluída do caso, o que acredita que comprometerá a investigação, e Kennedy sente-se em dívida com ele. Aparentemente, os acadêmicos teriam sido assassinados por reestudarem antigos manuscritos, cerca de uma dezena de códices encontrados no começo da era cristã. Pessoas de aparência singular, cabelos escuros, pele pálida e com um estranho sangramento nas órbitas oculares, pareciam a própria morte, ceifando vidas com lâminas afiadíssimas ou métodos meticulosos. Tudo aquilo parecia uma loucura mas ela não poderia desistir, assim como Tillman, cuja paz somente será resgatada quando souber o destino de sua família.
Manuscritos do Mar Morto
Adam Blake
Editora Novo Conceito

Um triller empolgante. A trama aborda textos considerados apócrifos pela igreja católica. Se tratam de evangelhos atribuídos a João e Judas, onde a vida e morte de Judas teriam um significado bem variado do que conhecemos até hoje. Eu particularmente acho fascinante um bom romance que trata de mistérios. As pessoas acreditam no que estão dispostas a acreditar, ou no que lhes convém, portanto é até mesmo previsível que existam tantas correntes sobre o mistério de nossa existência.

Existem duas teorias sobre o nome de Judas Iscariotes, uma de que Iscariotes fazia menção ao lugar de onde veio, outra, de que ele era membro de um grupo específico e esse grupo recebeu o nome de sua arma favorita "Judas Sicário", o homem da adaga, a sica.

Abraço
Jade

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Em Busca do Sentido da Vida


Em Busca do Sentido da Vida
Augusto Cury
Editora Planeta


Nosso professor Júlio Verne, personagem central do livro "O Colecionador de Lágrimas", tem a continuidade de sua luta nas páginas de "Em Busca do Sentido da Vida". Determinado em transcender o que a história nos deixou de herança nos livros, Júlio Verne embarca de corpo e alma numa viagem no tempo, levando como bagagem todo o conhecimento que tem da segunda guerra mundial e da psicologia humana, na esperança de mudar o destino de milhares de pessoas, cujas vidas foram ceifadas pela loucura e intransigência de um homem falaz. Uma criatura que julgava não apenas fazer parte da humanidade, mas que se considerava o próprio messias que iria elevar a raça humana a um ideal absurdo de superioridade jamais alcançado. Cobaia de uma pesquisa cientifica audaz, Júlio Verne retorna ao passado, mas ao que parece, nem todo seu empenho e conhecimento o estão ajudando a atingir a meta esperada. Evitar um dos episódios mais vergonhosos da história humana e atestado do quanto podemos ser falíveis e insensíveis em nossa horas mais escuras. A segunda guerra mundial.  Porém em meio a tarefa hercúlea, Júlio Verne julga encontrar uma forma de focar sua viagem para um momento chave e que permitirá atingir seu objetivo. Ele se vê abalado em seus princípios, uma vez que o projeto científico é patrocinado por militares e estes julgam que a melhor solução é a eliminação de Hitler, o gatilho que levaria milhões de seres humanos à morte.  Júlio Verne acredita que somente a educação pode transformar o mundo, e que as armas eliminam sintomas mas não resolvem as causas, mas até que ponto ele estava certo? Poderia um professor de história realmente mudar algo nos rumos do mundo? Leiam e confiram.

Abraço

Jade

domingo, 20 de abril de 2014

Nicolas Delort


Belo e inspirador, este é o trabalho de Nicolas Delort. Parece que você será sugado para dentro daquele mundo preto e branco, de minuciosos traços bem dispostos. É como ver um sonho desenhado ali na sua frente, uma viagem no passado e na infância de algo esquecido. Um trabalho inspirador de uma pessoa muito talentosa. Em cada reta ou curva uma descoberta para os olhos mais atentos. Num primeiro olhar você absorve simplesmente a beleza do trabalho e depois, olhando mais detidamente, se perde dentro daquele labirinto de linhas que parecem não ter mais fim, numa perspectiva muito bem delineada.

O ilustrador Nicolas Delort mora em Paris e seu trabalho nos remete a pensar em seu famoso conterrâneo, pintor, desenhista e ilustrador Gustave Doré (1832 – 1883), que entre outros trabalhos fez a ilustração da famosa Divina Comédia, dando vida às visões de Dante Alighieri. No meu último post sobre o livro Inferno, acabei esbarrando no trabalho de Nicolas Delort e foi amor à primeira vista. Ele trabalha com nanquim e usa a técnica de Scratchboard, onde um painel é coberto com argila branca lisa (pode ser gesso) e revestida com uma fina camada de tinta nanquim (ou guache). O Artista por meio de raspagem da tinta, vai traçando o desenho que surge na cor do fundo/base. Normalmente se usa estilete para a raspagem, mas varia de artista para artista. Vejam lindos exemplos desta técnica por outra artista, CristinaPenescu.

Abraço
Jade

domingo, 13 de abril de 2014

Inferno

Ponte Vecchio, sobre ela o corredor Vasari

Inferno
Dan Brown
Editora Arqueiro

Langdon acorda desorientado num quarto de hospital. Sua cabeça lateja intensamente e as coisas não parecem fazer sentido. O pesadelo do qual acabara de fugir, porque não poderia se dizer outra coisa mais apropriada, parecia palpável de uma forma perturbadora. Naquele momento a dor em sua nuca era torturante, mas o que vira no pesadelo era muito pior. Uma mulher com o rosto coberto por um véu, parada na outra margem de um rio vermelho sangue, aos seus pés um mar de cadáveres sem fim. De seus lábios podia ouvir que lhe sussurrava algo como buscar e encontrar... mas o que? Ao se aproximar da outra margem, alguns daqueles corpos lhe pareceram ainda agonizantes, tornando a cena ainda mais horripilante. Quando conseguiu se fixar na realidade, pode sentir o cheiro pungente de álcool hospitalar. Não tinha a mínima noção do que havia lhe ocorrido ou de onde exatamente estava. Primeiro um homem e depois uma mulher entraram no quarto, e as notícias não eram nada boas. Ele fora vítima de uma tentativa de assassinato frustada, que resultara num ferimento à bala na cabeça, e sua mente sentia os efeitos danosos do ferimento. A própria Dra. Brooks não sabia esclarecer como Langdon acabara naquela situação e ele tão pouco se lembrava de algo recente. Sabia que deveria estar em Massachusetts, mas um vislumbre pela janela do quarto revelava que se encontrava muito longe de casa, em Florença na Itália. Para aumentar sua confusão, uma mulher toda vestida de preto invade o hospital à sua procura, atirando num dos médicos. Com a ajuda da Dra. Brooks, Langdon consegue escapar. Em suas roupas havia um bouço escondido, contendo um objeto que não se recordava de ter visto alguma vez. O tubo de titânio trazia o símbolo de “risco biológico”, o que bastaria para manter longe a curiosidade de qualquer ser humano, contudo o que motivava Langdon era a necessidade premente de descobrir o que estava acontecendo e porque alguém o queria morto. No interior do tubo havia um objeto ainda mais intrigante, de aparência antiga e macabra e que escondia um projetor com a imagem de um quadro de Boticcelli, “La Mappa dell’Inferno”, O Mapa do Inferno, obra inspirada na primeira parte do famoso poema de Dante Alighieri, A Divina Comédia. Uma análise mais detalhada na imagem do quadro, revela algumas modificações que, associadas ao que Langdon sonhou, os guiará numa jornada por Florença, Veneza e Istambul. São as pistas deixadas por uma mente brilhante e obsecada pelo crescimento populacional e o fim do mundo. Logo eles perceberão que muito mais está em jogo, e que o destino da humanidade pode depender do que eles estão prestes a desvendar. “Cerca Trova”, busca e encontrarás!


Langdon está de volta e seus passos nos guiam não apenas pela Bela Itália, mas como pelo próprio Inferno de Dante, um de seus filhos mais célebres. Enquanto monto este post, me flagrei pensando se Dan Brown não estaria fazendo uma analogia entre ele próprio e Virgílio (poeta italiano que faz as vezes de guia pelo inferno e o purgatório, do também poeta Dante na obra “A Divina Comédia, de Dante Alighieri”). De certa forma ambos servem de guias, o primeiro do próprio autor Dante, o segundo de nós leitores, que percorremos o triller empolgante e cheio de referências históricas criado pelo escritor Dan Brown. Muitos são os críticos de Dan Brown, mas acredito que toda leitura é válida. Não acredito que um bom leitor seja apenas aquele que desbrava as páginas de clássicos e obras de “bons escritores”, o que pode ser relativo, uma vez que nem sempre os clássicos são a primeira opção de um leitor iniciante e o conceito de “bom” é aceito pela maioria e não pela unanimidade. Normalmente começamos nosso gosto pela leitura ainda pequenos, com os livros infantis ou os divertidos gibis. Mas como na juventude os anos parecem séculos, passamos por um período de “abstinência”, até que percebemos alguém próximo de nós lendo, nos incutindo a curiosidade de saber o que se esconde por trás daquelas linhas intermináveis dos livros e que tanto atraem os mais velhos. Quando maiores e estudantes, nos deparamos com as bibliotecas, prateleiras cheias de vida, onde encontramos passe livre para descortinar ideias, sentimentos e outros mundos. Ao leitor assíduo, acredito que seja uma questão de tempo até se interessar pelos livros mais encorpados de ideias e de reconhecimento mais intelectualizado. Mas entendo que toda leitura é válida para a formação de leitores e pensadores.
Abaixo montei uma espécie de mapa fotográfico, contendo alguns pontos de referência na história do livro e  ilustrações de Gustave Doré, na Divina Comédia de Dante Alighieri.

Abraço
Jade


domingo, 23 de março de 2014

O Colecionador de Lágrimas


O Colecionador de Lágrimas
Augusto Cury
Editora Planeta

"Adolf Hitler, um austríaco tosco, rude, inculto, usou técnicas sofisticadíssimas de manipulação da emoção para se agigantar no inconsciente coletivo de uma sociedade à qual não pertencia, a Alemanha. É provável que fiquemos perplexos ao passarmos pela infância e formação da personalidade do adulto que se tornou um dos maiores monstros, se não o maior sociopata da história, mas ficaremos igualmente impressionados com a complexidade da sua mente e com o magnetismo social fomentado por ele e seus asseclas. O Führer era um populista, seduzia e enganava a sociedade sem nenhum sentimento de culpa, com ideias impraticáveis para se agigantar em seu psiquismo”.

Augusto Cury


Júlio Verne, professor de história, homem culto e formador de ideias, passa a desconfiar de sua própria sanidade mental. Suas noites são assombradas por pesadelos, que o aguardam a cada fechar de olhos. Ele acorda, mas o que sente é forte demais; a dor física e mental o consomem. Seu coração dispara e o sentimento de impotência para ajudar aquelas pessoas é seu maior carrasco. Sua esposa, a tão amada Khaterine, teme por sua saúde. Ele já não parece a mesma pessoa. Fatos estranhos se seguem aos pesadelos, como se um túnel do tempo o estivesse levando até os anos que antecederam a segunda guerra mundial, e de lá, em contrapartida, trouxesse fanáticos nazistas que o perseguem na vida real. Mas o que é real? A universidade já não vê suas aulas de história, agora tão concorridas, com bons olhos. Os pesadelos lhe dão uma nova perspectiva, ele volta a ser aquele mestre instigante, que sabe que o tamanho das perguntas determina a dimensão das respostas. Sempre tivera predileção por debates, discussões, saraus, mas os anos se passaram e acabara caindo na mesmice de outros professores. Mas agora ele tinha uma nova motivação, ele precisava contribuir de alguma forma para que sociopatas como Hitler, jamais tivessem vez novamente no palco da vida e no coração da humanidade.

Augusto Cury associa romance, história, psicologia e filosofia em mais uma obra que nos faz pensar e repensar sobre nossos valores e porque somos como somos. A julgar pelo número de exemplares de seus livros vendidos aqui no Brasil, podemos manter as esperanças de que ainda existem muitas pessoas pensantes neste nosso país das desigualdades. Mais do que um simples entretenimento, os livros de Augusto Cury vão além, marcadamente ele defende uma educação que forme pensadores e não repetidores de ideias. Pena que nosso governo não pense assim, aliás não chega nem perto, pois notadamente a educação de nosso país decai a cada ano. É revoltante ver crianças desejosas de conhecimento, terem que percorrer quilômetros a pé em estradas de chão, cruzando matas e até mesmo rios, em situação de precariedade, para chegar até uma escola muitas vezes ainda mais precária, onde terão acesso ao ensino básico, apenas pela boa vontade de alguma boa alma.  De outro lado temos aquelas que não sofrem tanto para chegar até a escola, contudo a falta de investimento na infraestrutura escolar é desestimulante. Mas porque investir em conhecimento, se os ignorantes são mais bem manipuláveis? Me desculpem o desabafo, mas é a realidade que vivemos. Para quem leu ou lerá este livro, devem perceber muitas semelhanças em certas práticas adotados por Adolf Hitler e os políticos da atualidade, o que com certeza não deve ser mera coincidência. Se para ele deu certo, porque não se valerem de tais métodos? É assustador pensar que as circunstâncias certas, somadas a uma mente extremamente manipuladora, puderam refletir na vida de milhares de pessoas de forma tão desastrosa. Diante de uma sociedade a cada dia mais fria e individualista, cada vez nos distanciamos mais e num cenário assim é preocupante a possibilidade do surgimento de oportunistas manipuladores de ideias.

Abaixo seguem alguns trechos ou frases que não pude deixar de destacar do livro:


“- A tecnologia está pulsando ao nosso redor. Mas o mesmo sistema lógico-matemático que nos fez exímios construtores de produtos sequestrou nossa emoção, prostituiu nossa sensibilidade, asfixiou a maneira como encaramos e interpretamos o sofrimento humano”.

“O preconceito nasce quando não nos colocamos no lugar dos outros! Eis o câncer da humanidade”.

“Todo político é um empregado da sociedade, pago com dinheiro do contribuinte. Ter sucesso é sua obrigação e não objeto de exaltação. O político que não se posiciona como servo da sociedade, mas que se serve dela, não é digno do cargo que ocupa”.

“O pensamento, que é o instrumento básico do homo sapiens para dialogar, ouvir, escrever, debater, conhecer, é de natureza virtual. Portanto, jamais incorpora a realidade do objeto pensado. Por exemplo, tudo que pensamos sobre os outros, por mais criterioso que seja, não incorpora a realidade deles, mas é um sistema virtual que tenta defini-los, caracterizá-los, conceitualizá-los. Nem mesmo o pensamento sobre nós mesmos substancializa a realidade das nossas emoções, dos nossos conflitos, da nossa complexidade”.

“A violência não é produzida apenas pelos vilões, mas também pelos que se calam sobre ela por medo, conveniência ou indiferença”.

“A dor da humilhação é mais penetrante que a física: esta se alivia com o tempo, aquela se torna inesquecível”.


“Quem não tem nenhum tipo de medo é irresponsável. Coragem não é ausência do medo, é o controle dele”.

Abraço 
Jade

domingo, 26 de janeiro de 2014

Tróia


Tróia
Cláudio Moreno
Editora L&PM


Tróia (um reino distante que dominava o Helesponto, lá onde termina a Europa e começa a Ásia)





A sorte de Tróia foi selada no dia em que o mortal Peleu casou com a Divina Tétis, Deusa do Oceano. Dizia uma profecia que o filho de Tétis superaria seu pai e por este motivo nenhum dos deuses queria se arriscar numa relação com ela, sendo o casamento desigual arquitetado pelo próprio Zeus. Todos os Deuses estavam ali reunidos para a festa, e dessa união nasceria o mais famoso guerreiro “Aquiles”. O anfitrião era o sábio centauro Quíron, que no futuro se tornaria tutor e grande amigo de Aquiles. Todos se divertiam nos festejos, até mesmo Ares, senhor da guerra, contudo uma pessoa havia ficado de fora e seu ressentimento aumentava cada vez mais a medida que era desprezada pelos demais Deuses. Éris, Deusa da discórdia, despeitada por ter sido ignorada usou de toda sua sutileza para lançar a discórdia naquele dia. Escolheu uma das maças de ouro que Hércules havia buscado a mando do rei Euristeu e nela gravou a pequena e fatal frase “à mais bela”, lançando-a a seguir próxima de Zeus. Foi o suficiente para semear veneno em todos os corações femininos. Fosse qual fosse a escolhida, as demais sentiram-se infelizes. O clima divertido da festa se transformou num tenso momento e a própria Hera, esposa de Zeus, mal conseguia disfarçar sua perturbação. Além dela outras duas se destacaram na busca do troféu, Afrodite e Atena e diante de um trio tão poderoso, nenhuma outra teve coragem de pleitear tal título. Zeus vendo que estava numa saia justa e não querendo se indispor com nenhuma das três, selou o destino de Tróia ao deixar a escolha para o jovem e belo troiano Páris, que vivia como pastor, ignorando que era filho do rei Príamo. Um mensageiro do Olimpo foi enviado até Páris para lhe dar conhecimento dessa incumbência. Entre as três Deusas, escolheu Afrodite, que havia lhe oferecido em troca o amor da mulher mais bela do mundo, Helena, rainha de Esparta. Neste ínterim, como era necessário para que profecias e destinos se concretizassem, Páris, julgado morto no reino, acaba sendo reconhecido como filho por seu pai, rei de Tróia, e na primeira oportunidade, Páris viaja até Esparta para obter o prêmio prometido por Afrodite. Gozando da hospitalidade de Menelau, marido de Helena, ele fica hospedado em sua casa, e aproveitando-se da inesperada e necessária ausência de seu oponente, rapta Helena, que já estava apaixonada por ele, dando oportunidade aos dois de darem vazão ao desejo que os consumia a dias. Afrodite está ao lado deles, porém as preteridas Hera e Atena, viam a oportunidade de lançar todo seu ódio sobre Páris. Ao saber que sua mulher fora levada embora, Menelau se vale de uma promessa feita a muito tempo, quando de sua escolha como futuro marido de Helena, em que várias pretendentes dela juraram solenemente que ajudariam aquele que fosse o escolhido a defender-se de qualquer rival que viesse a ameaçar seu matrimônio, devendo estar prontos a qualquer tempo para correr em seu auxílio. Assim os Gregos que antes brigavam entre si, se unem com este objetivo, alguns atraídos pelo juramento e outros pelo legendário tesouro de Tróia. Mais de mil navios rumaram para Tróia, selando assim o seu destino. Outros Deuses tomam partido nesta guerra, mas a queda de Tróia era inevitável.

O Romance de uma guerra
Quem já não ouviu falar da famosa Ilíada de Homero?
Vamos recapitular algumas informações para nos situar no contexto que originou a história de nosso Romance. Homero – poeta épico da Grécia antiga, a quem se atribui a autoria da Ilíada e Odisseia. Eu digo “se atribuiu”, porque não existe concordância entre os historiadores se de fato ele foi uma pessoa que existiu historicamente, ou se foi um personagem criado pelos gregos, como a personificação coletiva da memória grega. Mas enfim, o que ninguém poderá negar é que os gregos eram inventivos, criativos e de um senso artístico incomuns, tanto que influenciaram outros povos e até hoje a civilização moderna se vê influenciada por eles, mesmo os que ignoram tal fato. A Ilíada cobre alguns dias do último ano da Guerra de Tróia, e a guerra completa em si é baseada nos textos de poetas e na pesquisa de historiadores, contudo não existe uma unanimidade sobre todos os acontecimentos, afinal se trata de Mitologia Grega. Por este motivo existem variáveis na história de escritor para escritor. Digamos que entre todos os escritos, existe uma base, onde Helena, a mais bela mulher de Esparta é levada para Tróia pelo Príncipe Páris, desencadeando a ira do povo grego que se une contra Tróia, numa guerra que durou dez anos e culminou no incêndio da cidade e destruição dela. Através de um estratagema de Ulisses, herói grego, Rei de Ítaca, considerado astuto, foi criado o famoso “Cavalo de Tróia”, ardil usado pelos gregos para finalmente entrar na cidade de Tróia e dar fim aqueles dez longos anos de guerra.

Espero que apreciem. Desde meu primeiro contato com a história de outras civilizações, a mil e quinhentos anos atrás.... rsrs, eu me senti atraída destacadamente pelos Egípcios, Gregos e Romanos, devido a riqueza artística de cada um deles, além de todos os mitos, que hoje vejo claramente como o que são, contos... quimeras.

Abraço
Jade

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Novo Testamento - post nº 05 sobre a Bíblia



No mês dezembro de 2013 encerrei minha leitura da Bíblia, ou melhor, em verdade é uma leitura que sempre retomarei, pois são tantas as vezes que sinto vontade de reler certos trechos, para rememorar, que jamais terminarei de ler de verdade. Mas a leitura completa concluí. Decidi deixar este post para a data de hoje, que julguei mais oportuna, tendo em vista a mensagem de Jesus que ficou muito clara para mim e que espero e desejo que muitos compartilhem. É algo simples e ao mesmo tempo tão complexo para nós seres humanos e nosso corriqueiro egoísmo e falta de perseverança, que para muitos parecerá impossível, para muitos outros difícil e para um grupo muito seleto e restrito, possível. Eu falo de "amar ao próximo como a tí mesmo", porque você não desejaria ser perseguido, mal tratado ou ignorado, portanto não é justo que deseje o mesmo para o teu semelhante. 


Desejo a todos um Ano Novo com muita saúde, paz e principalmente amor, porque ele está acima de todas as coisas e somente com ele até o mais árduo dos trabalhos se torna mais suave.

Abraço
Jade


Romanos 13,8-10

O Amor Fraterno
A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor com que deveis amar-vos uns aos outros. Porque quem ama o próximo, cumpriu a Lei. Pois não cometerás adultério, não matarás, não roubarás, não cobiçarás e qualquer outro preceito se resume nesta palavra: Amarás o próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo, pois o amor é o cumprimento da Lei.


1Coríntios 13,1-13
Acima de tudo o amor
Se eu falar a língua de homens e anjos, mas não tiver amor, sou como bronze que soa ou tímpano que retine. E se eu possuir o dom da profecia, conhecer todos os mistérios e toda a ciência e tiver tanta fé que chegue a transportar montanhas, mas não tiver amor, nada sou. E se eu repartir todos os meus bens entre os pobres e entregar meu corpo ao fogo, mas não tiver amor, nada disso me aproveita.

O amor é paciente,o amor é benigno, não é invejoso; o amor não é orgulhoso, não se envaidece, não é descortês, não é interesseiro, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça mas regozija-se com a verdade, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O Amor jamais acaba; as profecias terão fim; as linguas emudecerão; a ciência terminará. Pois o nosso conhecimento é parcial como parcial é a nossa profecia. Mas quando chegar a perfeição, desaparecerá o que era parcial. Quando era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança; mas quando me tronei homem, abandonei as coisas de criança. No presente vemos por um espelho e obscuramente; então veremos face a face. No presente conheço só em parte, então conhecerei como sou conhecido.

No presente permanecem estas três coisas: fé, esperança e amor; mas a maior delas é o amor.

Novo Testamento


O Novo Testamento (NT)
é o nome dado à coletânea de vinte e sete livros inspirados da nova aliança entre Deus e os homens, estabelecida por Jesus Cristo (Mt 26,28). A expressão “Novo Testamento” foi usada inicialmente por São Paulo (2Cor 3,6.14) para caracterizar as disposições novas e definitivas inauguradas por Cristo, que regem as relações entre Deus e seu povo. A partir do II século passou a designar o conjunto dos escritos neotestamentários. 


Já no final do I século os livros no NT gozavam na igreja de autoridade igual à das Sagradas Escrituras do AT (2Pd 3,15-16). Isso não se compreende sem a autoridade de Jesus Cristo e de seus ensinamentos, expressos pela pregação apostólica. Nos primeiros decênios da igreja os ditos e fatos relacionados com Jesus foram conservados e transmitidos oralmente pelos apóstolos. Guiados pelo Espirito Santo, na pregação eles testemunhavam sua fé em Jesus Cristo como Messias, Salvador, Ressuscitado, Filho de Deus e Juíz dos vivos e dos mortos. Preocupavam-se também em transmitir com fidelidade o que Jesus tinha dito e feito, procurando entender o sentido de tudo para a vida da continuidade. As necessidades da catequese levaram a organizar esquemas, conjuntos de parábolas, de milagres e de palavras de Jesus, que mais tarde seriam incluídos nos evangelhos. De grande importância eram também as reuniões litúrgicas. Nelas reinterpretavam-se textos das Escrituras à luz da fé pascal da comunidade nascente, recordava-se a última ceia, a paixão, a morte e a ressurreição do Senhor. Dentro da Igreja, portanto, não só eram conservados, mas inclusive reelaborados os materiais dos futuros evangelhos.

Esta elaboração era conduzida pelo Espírito Santo e condicionada pelos fatos vividos pela igreja, como no-lo recordam os Atos dos Apóstolos: a criação dos diáconos, a perseguição da igreja e o martírio de S. Estêvão, a pregação do Evangelho da Samaria, o batismo do pagão Cornélio, a pregação do Evangelho entre os pagãos por obra de Paulo e Barnabé, o concílio dos Apóstolos que abriu as portas da igreja aos pagãos e regulamentou a convivência destes com os judeu-cristãos. 

Os Primeiros escritos a surgir foram as epístolas de S. Paulo, a partir do ano 50. Neles Paulo procura dar uma resposta aos problemas peculiares de cada comunidade, que ele orienta, instrui e exorta. Quando morrem os primeiros apóstolos, as testemunhas oculares da vida, morte e ressurreição do Senhor, surge a necessidade de escrever os ensinamentos deles recebidos, ensinados e vividos no seio das comunidades. Assim começa a redação dos evangelhos e demais escritos do NT. Pelo final do I século a coletânea dos vinte e sete livros está completa e pode ser assim dividida: livros históricos: os quatro evangelhos e os Atos dos Apóstolos; livros didáticos: as catorze epístolas de S. Paulo e as sete epístolas "católicas"; um livro profético: o Apocalipse. (texto extraído da Bíblia Sagrada, 50ª Edição, Editora Vozes)


Evangelho segundo São Mateus
Mateus 6, 31-34

Por isso não vos preocupeis, dizendo: O que vamos vestir? O que vamos beber? Com que nos vamos vestir? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas de acréscimo. Não vos preocupeis com o dia de amanhã. O dia de amanhã terá suas próprias dificuldades. A cada dia basta o seu peso.


Mateus 13, 24-30
A parábola do joio

Jesus lhes propôs outra parábola: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou uma erva daninha, chamada joio, entre o trigo e foi embora. Quando o trigo germinou e fez a espiga, apareceu também o joio. Então os escravos do proprietário foram dizer-lhe: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois o joio?' Ele respondeu: 'Foi um inimigo que fez isso. Os escravos lhe perguntaram: 'Queres que vamos arrancá-lo?' Ele respondeu: 'Não, para que não aconteça que, ao arrancar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai que os dois cresçam juntos até a colheita. No tempo da colheita direi aos que cortam o trigo: colhei primeiro o joio e atai-o em feixes para queimar; depois recolhei o trigo no meu celeiro.

Explicação da parábola do joio. Então Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos se aproximaram dele e pediram: “Explica-nos a parábola do joio no campo”. Ele respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem(Jesus). O Campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Malígno. O inimigo, que o semeia, é o diabo. A colheita são os anjos. Como se recolhe o joio para ser queimado ao fogo, assim acontecerá no fim do mundo. O Filho do homem enviará os seus anjos e eles recolherão do Reino todos os escândalos e todos os promotores da iniquidade, e os jogarão na fornalha de fogo, onde haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino do Pai. Quem tiver ouvidos que ouça.


Mateus 28, 16-20
A missão dos apóstolos

Os onze discípulos foram para a Galiléia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. Logo que o viram prostraram-se; alguns, porém, duvidaram. Então Jesus se aproximou e lhes disse. "Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide pois, batizando-os em nome do meu Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo quanto vos mandei. Eis que estou convosco, todos os dias, até o fim do mundo".

Evangelho segundo São Lucas
Lucas 10, 22

Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, e quem é o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.


Lucas 11, 9-13
Pedir com confiança

Digo-vos, pois: Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos abrirão. Pois quem pede, recebe; quem procura, acha; e a quem bate, se abre. Que pai dentre vós dará uma pedra a seu filho que pedir um pão? Ou lhe dará uma cobra se ele pedir um peixe? Ou se pedir um ovo lhe dará um escorpião? Se, pois, vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu saberá dar o Espírito Santo aos que pedirem!

Lucas 12, 1-3
Coragem nas perseguições.

Enquanto isso, a multidão se foi ajuntando aos milhares, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar para os discípulos: "Tomais cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem escondido que não venha a ser conhecido. Por isso, tudo que dizeis na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que falais ao pé do ouvido nos quartos, será proclamado de cima dos telhados.


Evangelho segundo São João
João 1, 1-5
Prólogo

No princípio era a Palavra e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. No princípio ela estava com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dela e sem ela nada se fez do que foi feito. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos seres humanos. A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a compreenderam.


João 12, 44-50
A palavra julgadora de Deus

Então Jesus falou em voz alta: “Quem crê em mim, não crê em mim mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim como luz do mundo, para que quem crê em mim não fique na escuridão. Se alguém escuta as minhas palavras e não as guarda, eu não o condeno, porque não vim para condenar o mundo, mas para o salvar. Quem me rejeita e não recebe minhas palavras, já tem quem o condene: a palavra que falei é que o condenará no último dia. Porque eu não falei por mim mesmo. O próprio Pai, que me enviou, é que me ordenou o que devo dizer e falar. Eu sei que seu mandamento é a vida eterna. Assim, pois, as coisas que falo, eu falo conforme me disse o Pai”.

João 14, 1-4
Jesus é o caminho para o Pai.

Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, eu vos teria dito, pois eu vou preparar-vos um lugar. Quando tiver ido e tiver preparado um lugar para vós, voltarei novamente e vos levarei comigo para que, onde eu estiver, estejais também vós. E vós conheceis o caminho para onde vou”.


Atos dos Apóstolos
Romanos 2, 1-4
A Culpa dos Judeus

Por isso, meu amigo, quem quer que sejas, não tens desculpa, tu que julgas. Quando julgas os outros, a ti mesmo te condenas, pois praticas as mesmas coisas, tu que julgas. Ora sabemos que o julgamento de Deus contra todos que cometem tais coisas é conforme a verdade. E tu meu amigo que julgas os que praticam estas coisas mas também as cometes, pensas que escaparás ao julgamento de Deus?


Romanos 6, 12-14

O pecado já não reine em vosso corpo mortal, fazendo-vos obedecer aos seus desejos. Nem ofereçais vossos membros ao pecado como instrumento do mal. Oferecei-vos a Deus como mortos que voltam para a vida e dai vossos membros a Deus como instrumentos de justiça. O pecado não vos dominará, porque agora não estais sob o regime da Lei e sim sob o regime da graça.


Romanos 14,1-19
O respeito pelo irmão

Acolhei com bondade o fraco na fé, sem discutir-lhe suas opiniões. Um acredita que pode comer de tudo. Outro, que é fraco, só come legumes. Quem come de tudo não despreze quem não come. Quem não come não julgue aquele que come, porque Deus o acolhe do mesmo modo. Quem és tu, para julgar o servo alheio? É para seu patrão que ele cai ou fica em pé. Mas ele ficará em pé, pois poderoso é o Senhor para sustentá-lo. Um distingue um dia do outro, enquanto outro considera iguais todos os dias. Cada qual proceda de acordo com sua convicção. Quem distingue o dia, age assim para o Senhor. Quem come de tudo, age assim para o Senhor, porque dá graças a Deus. E quem não come, abstém-se para o Senhor, e igualmente dá graças a Deus. Com efeito nenhum de vós vive para si mesmo, como nenhum de vós morre para si mesmo. Se vivemos, é para o Senhor que vivemos e se morremos, é para o Senhor que morremos. Quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. Cristo morreu e voltou à vida para ser o Senhor tanto dos mortos como dos vivos. Por que julgas então o teu irmão? Ou, por que desprezas o teu irmão? Todos temos que comparecer diante do tribunal de Deus. Porque está escrito: Juro pela minha vida, diz o Senhor, que diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua renderá homenagem a Deus. Assim, pois, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Deixemos, pois, de nos julgar uns aos outros. Cuidai, ao contrário, de não pôr um tropeço diante do irmão ou de lhe dar escândalo. Eu sei e confio no Senhor Jesus que não há nada impuro em si mesmo. Alguma coisa só é impura para quem a considera assim. Ora, se por uma questão de comida entristece teu irmão, já não vives segundo a caridade. Por tua comida não causes a perda daquele por quem Cristo morreu. Não seja, pois, obejto de maledicência o que é bom para vós, porque o reino de Deus não é comida nem bebida, senão justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Quem serve assim a Cristo agrada a Deus e goza da estima das pessoas. Portanto, apliquemo-nos ao que contribui para a paz e mútua edificação.

Epístolas aos Coríntios
1Coríntios 3,16-21

Não sabeis que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é Santo, e esse templo sois vós. Vós sois de Cristo - Ninguém se iluda. Se alguém de vós acredita ser sábio aos olhos deste mundo, faça-se louco para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. Pois está escrito: Ele apanha os sábios em sua própria astúcia. E ainda: O Senhor conhece o plano dos sábios e sabe que são vãos. Assim ninguém ponha seu orgulho em pessoas humanas, pois tudo é vosso. Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso; mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

2Coríntios 4,18

Por isso não olhamos para as coisas visíveis mas para as invisíveis. As coisas visíveis são temporais; as invisíveis, eternas.

Epístola aos Hebreus
Hebreus 4,12

Porque a palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que uma espada de dois gumes. Penetra até dividir a alma e o espírito, as juntas e a medula. É capaz de julgar os pensamentos e as intenções do coração. E não há coisa criada que fique oculta à sua presença. Ao contrário, todas estão nuas e manifestas aos olhos daquele a quem devemos prestar contas.

O Andarilho



“Thomaz sabia pouca coisa sobre a heresia cátara. Ele conhecia o seu arco e sabia escolher uma flecha de freixo tenro ou vidoeiro ou carpa, e sabia emplumar a vara com penas de ganço e colocar nela uma ponta de aço. Ele sabia tudo isso, mas não sabia como fazer com que aquela flecha penetrasse em escudo, malha ou carne. Isso era instinto, algo que ele treinara desde a infância; treinara até que os dedos que seguravam a corda sangrassem; treinara até não pensar mais quando puxava a corda até junto à orelha; treinara até que, como todos os arqueiros, ficara de peito largo e com músculos enormes nos braços. Ele não precisava saber como usar um arco, aquilo era instintivo, tal como respirar, andar ou lutar”.


O Andarilho - Vol. 2 A Busca do Graal 
Bernard Cornwell
Editora Record


Thomas de Hookton, exímio arqueiro inglês, deixa as fileiras do exército para seguir o que lhe parecia inevitável, a busca do Santo Graal. Apesar da vida de sua misteriosa família parecer tão inexplicavelmente interligada ao objeto mais cobiçado da cristandade, Thomas na verdade não tinha tal ambição, porém com a promessa feita ao pai antes de morrer, e todos os últimos acontecimentos, não havia como separar sua jornada dessa busca. O Graal parecia que o chamava, zombava dele e mudava os rumos de sua vida. Em viagem até a cidade de Durham, onde esperava encontrar um velho monge beneditino, que talvez tivesse alguma informação que o ajudasse, seu caminho se cruza com o de Taillebourg, um frade dominicano francês e também inquisidor, que em seus sonhos mais insanos, acreditava que gozasse da graça divina para cometer atos abomináveis nas secções de tortura a que submetia os “hereges”. Desde que não fizesse a pessoa sangrar o demais era permitido, e isto envolvia o esmagando de ossos e a aplicação de ferros em brasa. “Thomas de Hookton ouviu os sinos, graves e sonoros, não o som de sinos pendurados em alguma igreja de aldeia, mas sinos de uma força trovejante. Durham, pensou, e sentiu um grande cansaço, porque a viagem tinha sido muito longa”. Em Durham Tomaz acaba se aliando aos defensores da cidade contra uma investida Escocesa e em meio a este acontecimento sua mulher Eleanor e seu amigo, o padre Hobbe, são mortos. Alguns nobres escoceses são feitos prisioneiros, entre eles Robbie Douglas, que acaba se unindo a Thomas no objetivo de vingar a morte de seus entes queridos, cujas vidas foram tiradas por de Taillebourg ou a mando deste. Assim Thomas de Hookton segue em frente, dividido entre o que deseja fazer e o pesado fardo na busca do Santo Graal.

Calix meus inebrians: "Meu cálice me embriaga", o lema secreto da família Vexille ao contrário do que expunham em seu timbre “Pie repone te” Confie no piedoso.

No segundo volume da série “A Busca do Graal”, Thomas passará por maus momentos e suas perdas serão grandes, porém ele precisa continuar em frente. Em verdade o que seu coração realmente deseja, é seguir o exército inglês com seu longo arco negro, mas os acontecimentos mais do que o impulsionam na busca do Graal. Assim como ele, porém por motivos distorcidos, de Taillebourg está obstinado na procura da relíquia e verá em Thomaz a chance de alcançar seu objetivo. De pano de fundo a “Guerra dos Cem Anos”, onde os piores instintos foram demonstrados por homens, que se aproveitavam da guerra para cometer atrocidades com seus semelhantes. A história é envolvente e a leitura nos leva a viajar pela Europa neste período tão negro da história, a Idade Média. Onde o conhecimento mais do que nunca era usado como arma contra as pessoas ignorantes, que na maioria das vezes não sabiam ler, que dirá ter suas próprias opiniões. Thomas reencontra seu primo Guy Vexille, mas as circunstâncias não permitem a abordagem necessária e mais uma vez ele vê seu primo sumir no meio da batalha, deixando para trás dessa vez a proposta de seu unir com ele na busca do Graal e com isto reerguer o nome dos Vexille da lama onde foi lançado.

Abraço 
Jade

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Arqueiro

Thomas é um jovem cujo pai, um homem misterioso e beirando até mesmo a insanidade, veio a se tornar padre. Eles vivem numa aldeia obscura e esquecida, onde se escondia um tesouro. Alguns duvidavam da veracidade daquela relíquia, que bem poderia ser uma como tantas outras criada na falsidade e ganância humanas. Mas seja como for, lá estava ela. Uma pesada lança de madeira, medindo duas vezes a altura de um homem, com uma lâmina de prata muito antiga. Guiada pelas mãos de São Jorge, fora a última visão do dragão antes de deixar este mundo.

Era o ano de 1342 e a Inglaterra vivia dias de guerra com a França. A lança repousava presa ao teto da pequena igreja, naquele lugar distante onde as pessoas viviam despreocupadamente. Contudo os dias de tranquilidade haviam terminado para a aldeia de Hookton. A páscoa chegava e com ela um ataque surpresa trazendo a morte. Thomas vê seu pai morrer em seus braços, prometendo que irá trazer de volta a lança. Em sua última conversa com o filho, o padre Ralph revela alguns detalhes do seu misterioso passado e de como a relíquia veio parar em suas mãos até chegar ali. Conforme as últimas palavras do padre Ralph, aquele cuja espada havia lhe tirado a vida era seu sobrinho e primo de Thomas. Naquele momento Thomas só conseguia pensar numa coisa, três falcões amarelos num campo azul. Seriam as armas de seu primo, um homem que se intitulava o Arlequim? Ele não saberia dizer. Seu pai deixara mais perguntas do que respostas. Assim, aos 18 anos Thomas inicia sua jornada, unindo-se aos arqueiros do exército inglês em campanha contra a frança. Em meio a batalhas e aventuras, ele se vê na busca não apenas de vingança e da lança, mas do Santo Graal. Thomas reluta em admitir que o mistério sobre sua família e a procura por objetos sagrados, governam sua vida, mas ao que tudo indica, seria seu destino travar uma batalha que iria muito além das causas terrenas.


O Arqueiro - Vol. 1 A Busca do Graal 
Bernard Cornwell
Editora Record


 
Um romance histórico, que retrata o período inicial da Guerra dos Cem Anos e portanto recheado de batalhas. Infelizmente em guerra afloram os piores instintos, e as mulheres normalmente são as maiores prejudicadas. Antes de iniciar o livro o autor faz uma citação que retrata bem o momento na história:


“...muitas batalhas mortais foram travadas, pessoas assassinadas, igrejas roubadas, almas destruídas, jovens e virgens defloradas, esposas e viúvas respeitadas desonradas; cidades, mansões e prédios incendiados, e assaltos, crueldades e emboscadas cometidos nas estradas. A justiça falhou por causa dessas coisas. A fé cristã feneceu e o comércio pereceu, e tantas maldades e coisas horrendas seguiram-se a essas guerras, que não podem ser mencionadas, contadas ou anotadas.”

- João II, Rei da França, 1360


Abraço
Jade

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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