Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ode a um Rouxinol




Meu peito dói; um sono insano sobre mim
Pesa, como se eu me tivesse intoxicado
De ópio ou veneno que eu sorvesse até o fim,
Há um só minuto, e após no Letes me abismado:
Não é porque eu aspire ao dom de tua sorte,
É do excesso de ser que aspiro em tua paz –
Quando, Dríade leve-alada em meio à flora,
Do harmonioso recorte
Das verdes árvores e sombras estivais,
Lanças ao ar a tua dádiva sonora.
II
Ah! um gole de vinho refrescado longamente
Na solidão do solo muito além do chão,
Sabendo a flor, a seiva verde e a relva quente,
Dança e Provença e sol queimando na canção!
Ah! uma taça de luz do Sul, plena e solar,
Da fonte de Hipocrene enrubescida e pura,
Com bolhas de rubis à beira rebordada
Nos lábios a brilhar,
Para eu saciar a sede até chegar ao nada
E contigo fugir para a floresta escura.
III
Fugir e dissolver-me, enfim, para esquecer
O que das folhas não aprenderás jamais:
A febre, o desengano e a pena de viver
Aqui, onde os mortais lamentam os mortais;
Onde o tremor move os cabelos já sem cor
E o jovem pálido e espectral se vê finar,
Onde pensar é já uma antevisão sombria
Da olhipesada dor,
Onde o Belo não pode erguer a luz do olhar
E o Amor estremecer por ele mais que um dia.
IV
Adeus! Adeus! Eu sigo em breve a tua via,
Não em carro de Baco e guarda de leopardos,
Antes, nas asas invisíveis da Poesia,
Vencendo a hesitação da mente e os seus retardos;
Já estou contigo! suave é a noite linda,
Logo a Rainha-Lua sobe ao trono e luz
Com a legião de suas Fadas estelares,
Mas aqui não há luz,
Salvo a que o céu por entre as brisas brinda
Em meio à sombra verde e ao musgo dos lugares.
V
Não posso ver as flores a meus pés se abrindo,
Nem o suave olor que desce das ramagens,
Mas no escuro odoroso eu sinto defluindo
Cada aroma que incensa as árvores selvagens,
A impregnar a grama e o bosque verde-gaio,
O alvo espinheiro e a madressilva dos pastores,
Violetas a viver sua breve estação;
E a princesa de maio,
A rosa-almíscar orvalhada de licores
Ao múrmuro zumbir das moscas do verão.
VI
Às escuras escuto; em mais de um dia adverso
Me enamorei, de meio-amor, da Morte calma,
Pedi-lhe docemente em meditado verso
Que dissolvesse no ar meu corpo e minha alma.
Agora, mais que nunca, é válido morrer,
Cessar, à meia-noite, sem nenhum ruído,
Enquanto exalas pelo ar tua alma plena
No êxtase do ser!
Teu som, enfim, se apagaria em meu ouvido
Para o teu réquiem transmudado em relva amena.
VII
Tu não nasceste para a morte, ave imortal!
Não te pisaram pés de ávidas gerações;
A voz que ouço cantar neste momento é igual
À que outrora encantou príncipes e aldeões:
Talvez a mesma voz com que foi consolado
O coração de Rute, quando, em meio ao pranto,
Ela colhia em terra alheia o alheio trigo;
Quem sabe o mesmo canto
Que abriu janelas encantandas ao perigo
Dos mares maus, em longes solos, desolado.
VIII
Desolado! a palavra soa como um dobre,
Tangendo-me de ti de volta à solidão!
Adeus! A fantasia é véu que não encobre
Tanto como se diz, duende da ilusão.
Adeus! Adeus! Teu salmo agora tristemente
Vai-se perder no campo, e além, no rio silente,
Nas faldas da montanha, até ser sepultado
Sob o vale deserto:
Foi só uma visão ou um sonho acordado?
A música se foi – durmo ou estou desperto?

* Poema composto por John Keats em 1819, quando tinha 23 anos. 
Tradução de Augusto de Campos


Para quem curte filme romântico bucólico, vale a pena conferir o Brilho de Uma Paixão. É uma passagem da vida do poeta inglês John Keats, quando ele se apaixona por uma jovem chamada Fanny Brawne. A fotografia do filme é muito bonita, confiram pelas imagens abaixo.

 
 
 
 

Se a poesia não surgir tão naturalmente como as folhas de uma árvore, é melhor que não surja mesmo.

John Keats

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fotos andando por aí...


Algo que gosto muito de fazer é fotografar, tanto que crio slides com minhas fotos para dividir com vocês. Espero que gostem. Em alguns dias substituirei o slide na coluna lateral direita por este, com fotos mais recentes.


Abraço
Jade.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Café e Cultura em Gramado

Livraria e Bistrot Sucelus

Desde 15 de abril 2011, Gramado conta com uma nova livraria Sucelus na Av. Borges de Medeiros, nº 2727. Um local bonito e agradável, onde cultura e gastronomia interagem, encantando a clientela e tornando a leitura um ato ainda mais prazeroso. Um espaço de 400 metros quadrados, no Largo da Borges, também chamado de segunda rua coberta pelos Gramadenses e Próximo do cinema. Você pode aproveitar para tomar um café ou uma bebida, acompanhado ou não de doces e comidinhas convidativas. Horário de funcionamento das 10 às 20hs, ou até mais tarde, conforme o movimento.

Foi neste local encantador, que encontrei o livro “Por que amamos Ler?”.
Enquanto saboreava um delicioso café cortado e o clima do lugar, observava as estantes de livros a minha volta. Eram como um imã para minha alma e quase distraidamente encontrei este pequeno, mas muito interessante livro de Brian Bristol.
Este é o texto da contracapa:

Coletâneas são livros especiais. Elas surgiram na Renascença, a partir dos diários que os escritores utilizavam para fazer anotações e colocar suas frases mais inspiradas.
Após herdar de sua avó inúmeras caixas com cadernos de anotações, coleção de frases, cópias de poemas e recortes que tinham vital importância para ela, o autor, ainda na infância, teve despertado o prazer pela leitura. E começou a colecionar citações específicas sobre livros por volta dos 16 anos, inspirado na famosa frase de Cícero “um quarto sem livros é como um corpo sem alma”. Como o meu quarto tinha livros nas prateleiras, debaixo da cama, espalhados pelo chão, no beiral das janelas, praticamente em todo o espaço disponível, eu me convenci de que talvez a minha ideia de decoração não era tão ruim assim. Embora meus “recortes” não me transformassem em um grande escritor, a proximidade espiritual com outros homens das letras alimentou meu ego, quem sabe a minha alma, e continuei colecionando citações ao longo da vida.

O resultado dessa paixão pessoal é o livro que está agora em suas mãos, que inclui textos escritos pelos maiores pensadores de todos os tempos. É simplesmente um compêndio de comentários sobre livros feitos por quem é ou foi um apaixonado pela leitura. Serve para nos lembrar do modo com que os livros nos humanizam, nos aproximam, faz aflorar o que temos de melhor; faz nos lembrar que livros causam impacto e que a leitura é importante. Que os leitores são importantes.


Super bacana este livro. São várias frases de escritores ou apenas pensadores, que num momento de inpiração criaram textos para ficar na memória. Irei dividindo algumas no blog, segue uma para começar:


"Os livros são os portadores da civilização. Sem os livros, a história se cala, a literatura emburrece, o pensamento e a pesquisa se interrompem. Eles são as máquinas da mudança, as janelas do mundo, os faróis em meio ao mar do tempo."
Bárbara Tuchman
Segue algumas fotos da livraria Sucelus para vocês sentirem o clima do lugar.

                                                                                                                                              


Divina Rosa
Maison provençal, móveis e decorações
Av. Borges de Medeiros, 2016 Gramado – RS
Mais um local encantador nesta cidade que tanto me atrai. Nem preciso dizer que vou muito a Gramado!...rsrsrs.
Não sei quanto a vocês, mas gosto muito de Gramado, uma cidade com charme e elegância, onde as pessoas são muito educadas e prestativas. Andando pelas ruas você se sente em outro lugar. É como se tivesse atravessado o Atlântico e visitado alguma cidade da Europa. As ruas são limpas e os motoristas se comportam com educação e gentileza, dando a preferência na maioria das vezes ao pedestre.


São muitas e muitas as lojas de que gosto, mas como não poderia falar sobre todas, escolhi esta, na qual encontrei um quadro com uma frase bastante interessante:

Somos todos anjos
com uma asa só
e só podemos voar
quando abraçamos uns aos
outros
                                                                                    
Nesta simpática loja, podem ser comprados vários itens de decoração no estilo provençal.  Para quem não sabe, esse estilo clássico e romântico nasceu no século 18 na Provence, região do sul da França cercada de campos, montanhas e paisagens iluminadas pelo sol. Para mim é um colírio para os olhos. Vale a pena conferir!

sábado, 6 de agosto de 2011

Os Pilares da Terra, filme


O filme baseado no livro “Os Pilares da Terra, de Ken Follett”, produzido em 2010, chegou ao Brasil em julho de 2011. A história trata-se de um épico que se passa na Inglaterra do século XII. O livro, em dois volumes, é muito bom. Já faz algum tempo que li, e na época ainda não tinha o blog, então estou postando a Sinopse oficial do site da Editora Rocco, e não um resumo meu. Sabe como é, a memória poderia falhar em meio a tantas leituras depois...rsrs.
Espero que gostem.
Bj
Jade 

Sinopse oficial do livro   

Na década de 70, quando Kenneth Follett ainda era um repórter do London Evening News, ele visitou uma catedral na cidadezinha de Peterborough, para passar o tempo enquanto o trem não chegava. A visita foi o início de uma obsessão que levou quinze anos para se transformar no livro que muitos consideram o melhor do autor de A chave de Rebecca e O buraco da agulha. Os pilares da terra é uma obra diferente das outras deste autor que é um dos preferidos de leitores de todo o mundo. Ao invés de manipular uma trama recheada de espiões e agentes secretos, como é seu costume, Ken Follett mergulha, aqui, na Inglaterra do século XII e na construção minuciosa de uma catedral gótica.


Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, Os pilares da terra traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, jogos intrincados de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural.


A figura que melhor expressa os ideais que inspiraram Ken Follett a escrever este livro é Philip, prior de Kingsbridge, um homem que luta contra tudo e todos para construir um templo grandioso a Deus. Mas a galeria de personagens que gravitam em torno da catedral inclui Aliena, a bela herdeira banida de suas terras, Jack, seu amante, Tom, o construtor, William o cavaleiro boçal, e Waleran, o bispo capaz de tudo para pavimentar seu caminho até o lugar do Papa, em Roma. Como painel de fundo, uma Inglaterra sacudida por lutas entre os sucessores prováveis ao trono que Henrique I deixou sem descendentes.


Épico que consegue captar simultaneamente o que acontece nos castelos, feiras, florestas e igrejas, Os pilares da terra é a recriação magistral de uma época que nossa imaginação não quer esquecer.

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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