Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

sábado, 10 de setembro de 2011

Os Italianos

Antes de falar sobre este livro, gostaria de fazer um mergulho no passado. Lembro bem que desde meu primeiro contato com as aulas de história, sobre outras civilizações, me encantei especialmente com os Romanos, Gregos e Egípcios, e sei que sou uma em meio a muitas outras pessoas que já passaram por esta experiência. Nem todos são imunes aos mitos, mistérios e beleza desenvolvidos por estas civilizações, que tanto influenciaram e influenciam nossas vidas até hoje, desde a maquiagem até a arquitetura ou na legislação. Quando era criança, e já faz tempo (risos), muito pequena mesmo, já demonstrava aptidão para o desenho e ao longo dos anos, sempre me senti atraída por tudo que envolvesse a arte. Este é um traço marcante de minha personalidade. Conseqüentemente, um dos lugares no mundo que mais gostaria de visitar, é a Itália. Berço de tantos artistas e mestres que são fonte de inspiração e cujo legado não pode deixar de ser reconhecido, mesmo pelos menos sensíveis as artes.

Em minhas viagens pela internet, encontrei o livro “Os Italianos” de João Fábio Bertonha. Ele faz uma retrospectiva geral, que vai desde época muito anterior ao Império Romano, quando a península itálica foi povoada por uma grande variedade de tribos e reinos que se sucederam continuamente. Sua narrativa segue até os dias atuais, onde um Primeiro-Ministro, Silvio Berlusconi, empresário e político, entra e sai dos noticiários mundiais, diversas vezes acusado de corrupção. O Autor consegue demonstrar através de uma análise social, econômica e cultural, a complexidade deste povo que habita a península itálica, e que apenas em 1860-1918, depois de muitas divergências amenizadas, conseguiu efetivar um processo de unificação, que foi designado de Risorgimento. Este povo belo e carismático, resultante de milênios de atividade humana, teve seus autos e baixos ao longo dos anos e foi bastante afetado por todas as camadas de história que o rodeiam. A meu ver, o Império Romano foi uma influência marcante no modo como os italianos se viam e si vêem, a ponto de dificultar seu relacionamento com os demais países europeus. Imaginem alguém que já teve um império, aceitar uma posição menor na história global?

Trechos do livro:
“Nada, provavelmente, é mais difícil do que tentar atribuir uma “índole” ou uma característica especial e exclusiva a um povo.[...]”

“É injusto e arbitrário tentar estabelecer padrões de comportamento dentro dos quais os membros de uma dada nacionalidade devem se comportar ou ser vistos. Qualquer brasileiro que não sabe jogar futebol ou que não gosta de Carnaval e que já foi olhado com espanto e admiração justamente por isso fora do Brasil sabe a que estou me referindo.[...]”


Mas enfim, o livro é muito bom e instrutivo e realmente ampliou a forma como vejo hoje a Itália e seu povo, e como diria Santo Agostinho “Tolle et lege! Tolle et lege!” (Pegue e leia! Pegue e leia!)

Aproveito a deixa para apresentar o trabalho de um fotógrafo italiano, Davide Bisheri, que simpaticamente respondeu a um e-mail meu sobre suas fotos. Confira abaixo. Eu curti!








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Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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