Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

domingo, 6 de março de 2011

Aniversário do Blog e Michelangelo


Hoje é o 1º aniversário do blog!

E como não poderia passar em branco, resolvi fazer um post sobre alguém muito especial, que também nasceu em 06 de março, estou falando nada mais nada menos do que Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni (conhecido apenas como Michelangelo), que nasceu em Caprese, perto de Arezzo, em 1475 e morreu em Roma em 1564, aos 89 anos, o que é espantoso para aquela época.

Oriundo da Toscana, terra que amo mesmo à distância e com a qual sempre esbarro por aí, Michelangelo passou grande parte da vida em Roma, trabalhando para os papas. Seu extraordinário poder de criação e a diversidade de sua arte genial trouxeram-lhe a fama de “divino”.

Viveu trabalhando contínua e arduamente na sujeira, em meio a tintas, formões, lascas de pedra e fôrmas para bronze. Foi recompensado com a eternidade, pois seu gênio iluminará o homem enquanto essa criatura existir e apreciar a beleza.

Fico imaginando esse homem trabalhando na oficina, as mãos ressequidas e trincadas pelos materiais e ferramentas usados, a roupa toda manchada e puída, os cabelos desalinhados, mas seu semblante, ah!...deveria resplandecer quando concluía cada trabalho, cada obra de arte já concebida em sua mente abençoada por tal dom.
Muitos não sabem, mas ele também escreveu poemas, cerca de 300, dos quais 50 foram selecionados e divulgados no livro “Cinqüenta Poemas”, primeira edição em 2007.

Em seus últimos trabalhos, como o Juízo Final, o corpo do ser humano tornou-se uma ferramenta para expressar a extensa gama das emoções dessa criatura. As figuras contorcidas revelam um lado muito  pessoal da arte de Michelangelo: em quase todos os seus trabalhos, os homens são exibidos lutando e, de acordo com muitos críticos, são caracterizados  por um senso de frustração agonizante. Aqui, temos uma verdadeira enciclopédia de movimentos e gestos humanos, com expressões que vão do terror à beatitude, do sofrimento à alegria e ao êxtase. Michelangelo podia manipular o corpo humano porque possuía uma compreensão enciclopédica de sua anatomia em movimento. Fazia inúmeros desenhos do modelo e, tendo dissecado cadáveres por muito tempo, sabia exatamente a posição de cada músculo, cada tendão, cada veia. Surpreendentemente, jamais repetiu qualquer gesto, demonstrando que cada detalhe de sua obra foi impresso em sua espantosa memória visual.

A despeito de suas gigantescas realizações como pintor e arquiteto, Michelangelo sempre achou que sua vocação era a de escultor. Sem dúvida, todos os grandes trabalhos de pintura e arquitetura, tanto no teto da Capela Sistina, como na construção da Basílica de São Pedro, foram executados sob protesto, uma vez que o afastavam de seu amado mármore. Escultores da Antiguidade clássica e mestres da Renascença, como Donatello e Mesaccio, foram a fonte de inspiração de Michelangelo, que criou um estilo inigualável. Ao talhar o mármore, trabalhando da frente do bloco para a parte posterior, acreditava estar liberando uma figura presa dentro da pedra. Essa “figura” era o conceito, que preexistia na mente do artista.

"Em cada bloco de mármore vejo uma estátua; vejo-a tão claramente como se estivesse na minha frente, moldada e perfeita na pose e no efeito. Tenho apenas de desbastar as paredes brutas que aprisionam a adorável aparição para revelá-la a outros olhos como os meus já a vêem."

"Observei o anjo gravado no mármore, até que eu o libertasse."

 Tinha uma concepção escultural do desenho e da pintura, e achava que um quadro deveria ser julgado pelos resultados que viesse a obter em termos tridimensionais.

“Afirmo que a pintura fica melhor à medida que se aproxima do relevo, e o relevo fica pior à medida que se aproxima da pintura”.

Uma prova de resistência
Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina em pé, e não deitado no andaime. E recusou o auxílio de outros pintores, convocados pelo papa para trabalharem com ele. Fez questão de pintar tudo sozinho. Num poema satírico dedicado, segundo Giorgio Vasari, a Giovanni da Pistoia, o artista se queixava de que o trabalho o estava deixando corcunda e deformado. Também a visão de Michelangelo foi muito prejudicada pelos quatro anos de esforço e por tantas gotas de tinta que lhe caiam nos olhos. O estranho esquema foi inspirado pelas palavras do hino latino Dies Irae, bem como pelo Inferno de Dante, poema que sabia de cor. Tão logo o afresco foi inaugurado, surgiram inúmeras controvérsias quanto ao estilo e uma revolta generalizada contra a nudez das figuras, que foram consideradas obscenas para esse contexto religioso. Finalmente, decidiu-se vestir as figuras com panos ou roupas e a tarefa foi executada, após a morte de Michelangelo, por uma pequena equipe de pintores, ironicamente apelidados de “os veste-traseiros”.

"A perfeição é feita de pequenos detalhes - não é apenas um detalhe."

A Arquitetura de Michelangelo também foi calçada sobre o modelo da escultura. Nos primeiros trabalhos, tais como a fachada da Igreja de São Lourenço e as Sepulturas da Capela Médici, a escultura serviu de base para o projeto arquitetônico.

Entre suas obras mais conhecidas, temos a pintura do Gênesis e o Juízo Final (teto, de 1508 a 1512 e a parede do altar, de 1536 a 1541 Capela Sistina); as esculturas Pietá, de 1497 a 1500 Basílica de São Pedro, David e Moisés.


Informações coletadas do livro "Os grandes Artistas" - Michelangelo, Da Vinci e Botticelli, da Editora Nova Cultural.
 
Davi


Detalhe Davi
  
Moisés

Detalhe da Pietá


Detalhe da Pietá


Detalhe da Pietá
 

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Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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