Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

domingo, 20 de outubro de 2013

O Palácio da Meia-Noite


O Palácio da Meia-Noite
Carlos Ruiz Zafón
Editora Suma de Letras
Era pouco depois da meia-noite, quando o tenente Peake remava pelo rio Hooghly em meio a neblina. Aquela hora Calcutá era um infinito sudário de faróis e fogueiras, que se estendiam até onde a vista alcançava. Ele estava sem fôlego, mas precisava resistir ao cansaço para  salvar aqueles dois pequenos bebês de um triste fim, como o que acometera seus pais. Mas Peak não imaginaria que seu perseguidor era bem mais do que um simples assassino obstinado e o quanto sua história estava entrelaçada a daqueles pequeninos. Naquela noite tempestuosa, Aryami Bosé teria seus dois netos sob o mesmo teto, mas forças malignas não permitiriam que algo assim se repetisse. Era preciso tomar uma decisão, e como consequência, no dia seguinte, o Orfanato St. Patrick's recebeu mais um menino para ficar sob seus cuidados. O orfanato de Calcutá cuidava de suas crianças até completarem os 16 anos, idade em que já eram consideradas adultos e portanto deveriam cuidar se suas próprias vidas. Ali Ben fez grandes amigos e eles juntos fundaram  a Chowbar Society. Um clube estrito cuja sede social, um casarão mal-assombrado segundo diziam, chamavam orgulhosamente de Palácio da Meia-Noite. Nos sete anos de existência do Clube, nunca haviam aceito um novo membro. Não pelo menos  até aquele dia que antecedia os 16 anos de cada um deles. Naquela noite quente de maio de 1932, os amigos gozavam da companhia uns dos outros pela última vez no St. Patrick's, quando uma misteriosa senhora veio acompanhada de uma jovem para falar com Mr. Carter, administrador do orfanato. Aquela seria a noite que mudaria para sempre a vida deles, o que já era esperado, porém não da forma como tudo transcorreu. Eles conheceram Sheere, que se tornou membro da Chowbar Society, e através dela a já idosa Aryami Bosé, que revelaria segredos que os uniriam e separariam de uma forma jamais pensada por qualquer um deles. Uma maldição que persegue a família de Ben, sem nem ao menos ele saber da existência desta família. Aquela será a noite mais longa de suas vidas e a amizade que os une será posta à prova de fogo. O mal pode se apresentar sob várias formas, mas o que os aguarda supera tudo o que se conhece, e mais do que nunca o pacto de ajuda e apoio incondicional da Chowbar Society se fará necessário.

 Carlos Ruiz Zafón, sempre nos surpreendendo. Uma trama de mistério com um vilão de uma estirpe que ainda não tinha visto. Este foi um dos primeiros livros do escritor. O sucesso de de “A Sombra do Vento”, “O Jogo do Anjo” e “O Prisioneiro do Céu” foi tão grande que felizmente a Suma de Letras resolveu nos trazer para o Brasil os primeiros livros de Záfon, “O Príncipe da Névoa (1993)”, “O Palácio da Meia-Noite(1994)”,  “Luzes de Setembro(1995)” e  “ Marina(1999)”. Ainda me falta ler Luzes de Setembro, que já está à venda nas livrarias. Por sinal estarei comprando o meu esta semana! Então vai a dica, um ótimo escritor, ao menos do meu ponto de vista.


Confiram as resenhas dos outros livros dele clicando nas capas.

                  
Abraço
 Jade

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Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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