Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

domingo, 7 de novembro de 2010

Sepulcro

Em Sepulcro, segundo livro de uma trilogia, teremos novamente duas histórias paralelas, que estão separadas por mais de um século. Em Outubro de 1891, a jovem Léonie Vernier e seu irmão Anatole saem apressadamente de Paris, a pretexto de passar um mês fora, aceitando o convite de uma tia, que mora na Herdade do Cade, próxima da cidadela medieval de Carcassonne. Leóne, uma jovem de 17 anos impulsiva e sem medo de viver uma aventura, adora seu irmão e nem desconfia dos reais motivos que os estão levando para a Herdade. Na partida, eles deixam em Paris a mãe Marguerite, que na juventude morou um período na Herdade, e que por algum motivo não revelado, não guarda boas recordações do lugar. Ao descerem do trem, nuvens marrons de arenito e poeira foram sopradas em seus rostos, agitadas pelo vento rodopiante que parecia vir de todas as direções. Em um café de Rennes-les-Bains, onde param para comer algo antes de seguir viagem, travam conversa com algumas pessoas do local, que deixarão, principalmente, Leóne, intrigada com a insinuação de má reputação da Herdade. Encantados com a tia que ainda não conheciam e o belo local, logo se habituam à rotina da propriedade. Leóne, que aprecia muito uma leitura, descobrirá na biblioteca um misterioso livro, que menciona a existência de cartas de tarô muito especiais e de um Sepulcro na propriedade, onde espíritos rondam os vivos.
Mais de cem anos depois, em Outubro de 2007, Meredith Martin, desembarca em Paris dirigindo-se logo após até o Hotel Herdade do Cade, para finalizar o que seria uma pesquisa sobre a vida do compositor Claude Debussy. Mas há mais por trás de sua viagem até aquele local. Ecos do passado, que dizem respeito às origens de sua família e que ela deseja descobrir. Durante a viagem, cruzará seu caminho com uma cartomante, que lhe apresenta o Tarô, algo no qual nunca acreditou, mas que atrairá sua atenção por uma série de coincidências, ou por uma razão. Fato é que a carta de La Justice, tem uma figura que muito se assemelha com Meredith e na leitura das cartas, aparece uma turvação dos acontecimentos, como se houvessem coisas deslizando entre o passado e o presente, o que se consolidará com os acontecimentos dos dias seguintes.

As vidas de Léonie e Meredith estão irremediavelmente ligadas, em meio a mistérios a serem desvendados. Outro livro de Kate Mosse que novamente prende a atenção do leitor do início ao fim, com cenas muito bem descritas, em meio a amores infelizes, perseguições, assassinatos e terror.

Agora é aguardar o terceiro livro, que com certeza, assim com os outros dois, não decepcionará o leitor.

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Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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