Vai deixa de tristeza e deixa o sonho te levantar, acredite que é possível ainda hoje uma virada, acredite que tudo foi apenas um engano, mantenha a rota do seu barco da vida, não desista novamente, as pedras são apenas restos que a chuva trouxe... amar, viver, sonhar, acreditar, lutar e até o chorar, são fases que compõem o grande quadro chamado vida, onde a tela é a sua história, as tintas são as pessoas que passam por ela, mas, o pintor, o responsável pela obra é sempre você! (Autor desconhecido)

domingo, 20 de junho de 2010

A Mulher de Pilatos

A autora deste livro, Antoinette May, escreveu um romance histórico, que nos leva a época do Império Romano, vista pelos olhos de uma mulher, Cláudia Prócula, mulher de Pôncio Pilatos. Esta mulher é uma personagem da vida real e que inclusive foi brevemente citada na bíblia (Mateus 27:19). Para quem não sabe, aquela velha expressão “lavo minhas mãos como Pilatos”, deriva da história deste homem, Pôncio Pilatos, que desempenhou um papel-chave na crucificação do filho de Deus, Jesus Cristo. Pilatos acabou cedendo à pressão que sofreu na época, por parte da multidão turbulenta e dos sacerdotes do Templo de Jerusalém, que eram Judeus, e autorizou a crucificação de Jesus, um homem inocente. Num gesto de consciência pesada, ele lavou as mãos em público, simbolicamente limpando sua culpa. Mas voltemos ao livro... a trama tem início no segundo ano do reinado do imperador Tibério – também descrito como ano 16 da era Comum. Cláudia Prócula, parente de pessoas que se destacaram na história, como Calígula, é uma jovem acostumada com o convívio em família. Possuidora de um dom especial, a premonição, descobrirá cedo que esta qualidade muito especial, na verdade em nada mudará o seu destino e o das pessoas à sua volta. Nossa protagonista, uma menina ingênua, cheia de planos românticos, se apaixona pelo centurião Romano, Pôncio Pilatos, e recorre até mesmo aos Deuses Egípicios, religião com a qual se identifica mais, para alcançar o coração desse ambicioso jovem. Porém, aos poucos, seu mundo desmorona à medida que eventos muito tristes acometem sua família. Esta personagem de aura mística verá que devemos ter muito cuidado com o que desejamos, pois nem sempre nos trará a tão sonhada felicidade. Desiludida com o marido acaba se apaixonando pelo gladiador Holtan, com quem terá momentos inesquecíveis. Vítimas de conspirações e inveja, ela e seu marido serão enviados para a Judéia, mais como um isolamento, onde Pilatos passará a ser o procurador de Roma na cidade de Jerusalém. Cláudia acaba se tornando amiga de Maria Magdalena e Jesus, com quem já havia cruzado anos antes. Acometida de sonhos que a atormentam, Claudia finalmente compreenderá que estes têm ligação direta com os dois mais novos amigos e seu marido. Desesperada pelos tristes acontecimentos que estão por vir, Claúdia tentará interceder por Jesus. A historia deste livro é marcada por jogos de poder, intrigas, amor e traição, e prenderão a atenção do leitor do início ao fim; e por falar no fim.... vejo que cada vez mais pessoas, entre elas escritores, tentam recriar o que aconteceu a dois mil anos, não se preocupando com o que realmente importa, a essência de tudo, ou seja, que devemos ser pessoas melhores e menos egoístas e que não basta apenas fazer o certo e sim pelos motivos certos.

Um comentário:

  1. Eu li esse livro.
    Ele é muito bom mesmo. :)
    Fiquei até curiosa pra saber mais sobre Cláudia Prócula,só que não existem muitos registros sobre ela.
    É uma pena porque ela parece ter sido uma mulher muito interessante..

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Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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