domingo, 26 de junho de 2011

Heresia

Um suspense histórico que se desenrola na Inglaterra de 1583. Uma época em que as escolhas religiosas andavam junto com a política de governar. A Rainha Elizabeth da Inglaterra, protestante, é alvo de uma rede de conspirações para derrubá-la, motivo pelo qual todo o católico é considerado um inimigo, devendo ser eliminado. O Monge Italiano, Giordano Bruno, filósofo, cientista e estudioso de magia, suspeito de heresia, foge da inquisição, deixando para trás a ordem religiosa e a Itália. Em sua viagem pela Europa, a fim de salvar a própria vida, acaba sob a proteção do embaixador francês. Juntamente com seu amigo, Sir Fhilip Sidney, Bruno ruma em viagem para a renomada Universidade de Oxford, onde irá participar de um debate sobre as idéias de Copérnico. Mas não é apenas o debate que o leva até lá. Ele acaba sendo recrutado por Sir Francis Walsingham, ministro da rainha Elizabeth, com o objetivo de descobrir qualquer movimento católico. Porém, o que Bruno realmente almeja, é a oportunidade de procurar um livro muito antigo e proibido, que pode estar em Oxford. Em sua primeira noite na Universidade, um dos integrantes do corpo docente é brutalmente morto e sua atenção acaba sendo desviada de seus objetivos, uma vez que ele parece ser o único que acredita num assassinato. Bruno percorre a cidade em busca de respostas, se envolvendo numa rede de intrigas e traição. Outros homens são mortos, lembrando mártires católicos e confirmando suas suspeitas. Quem será o assassino, ou assassinos? Um grupo religioso perseguindo seus oponentes? Em meio a tudo isto, Bruno corre por sua própria vida e a de Sophia, filha do Diretor da Universidade, por quem nutre uma paixão.  



Sobre a autora
S. J. Parris é o pseudónimo de Stephanie Merritt. Nascida em 1974, colaborou como crítica e jornalista numa série de jornais e revistas, na rádio e na televisão. Atualmente escreve para o The Observer.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Enchanted Doll ou Boneca Encantada


A Artista Marina Bychkova, nasceu e viveu na Sibéria, na Rússia, até seus 14 anos de idade. Em 1997 sua família emigrou para Vancouver, no Canadá, onde vivi.

Sua necessidade de trabalhar com bonecos tornou-se evidente como uma chamada quando tinha seis anos de idade. Quando criança ainda percebeu estarrecida a  mediocridade e a apatia sem inspiração de bonecas produzidas em massa. Essa frustração profunda juntamente com sua sensibilidade natural, a inspiraram a criar seus   próprios bonecos, adaptando suas próprias ideias de beleza feminina.



No início, queria apenas brinquedos para brincar, mas em breve, o seu desejo de fazer bonecas evoluiu em sua própria paixão, e quando tinha dez anos, já não se preocupava com o que brincar e sim porque a concepção e a construção deles se tornou o jogo mais desafiador, intrigante e divertido de todos.

As primeiras bonecas foram vendidas para seus colegas de aula e somente aos 24 anos de idade decidiu se comprometer de maneira profissional com as bonecas. Sua formação de arte conceitual na Emily Carr Institute de arte e design, influenciou esta escolha, moldando a direção e as qualidades estilísticas do seu trabalho em sua forma atual. Inspirada em um curta, baseado em um conto do escritor americano Paul William Gallico (26 de Julho de 1897 – 15 de Julho de 1976), escolheu o nome dado a seu trabalho "Enchanted Doll".

Lindo o trabalho desta artista! Seus bonecos de porcelana articulada, têm uma expressão marcante e a imaginação flui solta na criação de roupas e acessórios. Com uma certa dose de sensualidade, as bonecas se destacam por uma riqueza de detalhes que ela mesma cria, inclusive roupas. Ainda bem que Marina se decidiu por fazer este trabalho profissionalmente, assim muito mais pessoas tiverem a oportunidade de conhecê-lo. Ela também personaliza a boneca até um certo grau sob encomenda. É um trabalho muito elaborado e mais direcionado para adultos.

Vejam que as poses das modelos (bonecas...rsrs) e fotos são de tanto bom gosto, que elas parecem querer falar com a lente do fotógrafo.











           
Se quiser acessar o site de Marina Bychkova clique AQUI 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dia dos Namorados

Para os enamorados irem se inspirando!


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia

Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite, surgiste na tarde, tal rosa tardia
Quando nós nos olhamos, tardamos no beijo, que a boca pedia
E na tarde ficamos unidos, ardendo, na luz que morria
Em nós dois, nessa tarde em que tanto tardaste, o sol amanhecia
Era tarde demais, para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela, de todas as noites, que me adormeceram
Dos noturnos silêncios, que à noite de aromas e, beijos se encheram
Foi a noite, em que os nossos dois corpos cansados, não adormeceram
E, da estrada mais linda da noite, uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites, que numa só noite, nos aconteceram
Era o dia da noite, de todas as noites, que nos precederam
Era a noite mais clara, daquelas que à noite se amando, se deram
E entre os braços da noite, de tanto se amarem, vivendo morreram

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e, acordado, recordo no canto
Essa tarde, em que tarde surgiste, dum triste e profundo recanto
Essa noite, em que cedo nasceste, despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo, para quem se quer tanto!

Poema de Ary dos Santos
 
Bj Jade.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pacto Secreto

Valentina e Sara são irmãs gêmeas. Belas, ricas e donas de uma fazenda onde criam cavalos. Valentina é mais ousada e corajosa e Sara mais meiga e romântica. Uma gosta de desafios, enquanto a outra é mais reservada. Às vezes, por puro divertimento, as duas gostam de trocar de lugar. Durante um passeio na fazenda, as duas trocam de cavalo e Sara acaba se machucando seriamente e ficando tetraplégica. Valentina se afligi com a culpa, pois a troca foi sugestão sua e desde então a tristeza parece não ter mais fim. Seu amado pai já se foi alguns anos antes e agora, ela, sua mãe e sua irmã parecem estar sendo postas à prova. Já se passaram três anos desde o acidente e aos poucos, Valentina retoma sua vida. Depois de alguma insistência das amigas, ela resolve sair à noite, o que poderá ser o início de uma vida nova. A princípio ela julga que o rapaz no bar,  lindo de morrer e que não tira os olhos dela, é apenas uma paquera. Porém ao se sentar ao lado dele, Valentina verá que ele esconde bem mais sob aquela bela aparência...

[...]- Posso chamá-la pelo seu nome, Valentina?
- Como sabe meu nome? – me assustei, pensando se era algum trote das minhas amigas...
- Não tem nada a ver com elas.
Arranquei minhas mãos das dele e o questionei intrigada:
- Quem é você então?
- Quem você pediu – disse ele, me encarando como se estivesse buscando ler minha mente...
- Eu trabalho para o que você chama de Diabo.[...]

Valentina tem muitas perguntas e poucas respostas, mas a vontade de restaurar a saúde de sua irmã é tudo o que ela mais deseja. Mas o que acontecerá se ela firmar o pacto? Será a solução de seus anseios ou uma armadilha da qual não poderá mais fugir?


Confira a história envolvente desta mulher corajosa em Pacto Secreto, primeiro livro de Eliane Quintella, uma brasileira que começou a escrever ainda criança para o Jornal do bairro em que morava. Em sua infância era conhecida entre seus colegas pelas redações que escrevia. Quem estudou com ela no ginásio lembra-se de suas redações. Naquela época, ela já tinha a certeza de que queria passar toda sua vida escrevendo. A vida seguiu. Eliane formou-se em Direito, trabalhou, fez mestrado, trabalhou, fez cursos, trabalhou e nunca deixou de escrever. Até que um dia viu-se em casa, com o punho quebrado, por um mês inteiro. Era sua grande chance. Escreveria um livro. E, foi assim que animada começou o projeto do seu primeiro livro: Pacto Secreto, que é um pedaço do seu sonho, pois ele é ainda maior e repleto de livros. 

Visite o Blog de Eliane Quintella em  http://pactosecreto.wordpress.com/
Jade - Quais foram seus maiores desafios na hora de escrever Pacto Secreto?
Eliane Quintella - A pesquisa para elaboração do livro é um grande desafio. É preciso que o escritor mergulhe integralmente no universo do seu livro. E como sou curiosa gosto de querer saber sempre mais. Portanto, foi um desafio, prazeroso quero salientar, fazer toda pesquisa para o livro. E como a cultura é ampla não podemos nos limitar apenas aos livros, temos que assistir filmes sobre o tema, revistas, etc.

Jade - Quais seriam suas dicas para quem vai escrever o primeiro livro?
Eliane Quintella - Solte sua imaginação e escreva um livro que gostaria de ler mais de uma vez. 

domingo, 22 de maio de 2011

O Jogo do Anjo

                                                              Imagem de Mariana Britto

Abertura do livro:
“Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço”.

Carlos Ruiz Zafón, autor também de A Sombra do Vento, nos leva de volta a Barcelona, desta vez para nos contar a história de David Martín, um jovem de 17 anos, cuja infância foi marcada pelo sumiço da mãe e a morte do pai, um homem transformado pela guerra das Filipinas. David trabalha como assistente em La Voz  de La Industria, um jornal decadente que definha num edifício cavernoso. Com a ajuda de seu benfeitor, Pedro Vidal, homem rico e mui generoso, David terá a oportunidade de escrever contos para serem publicados no jornal e a que intitula de Os Mistérios de Barcelona. Como o sucesso nunca vem sozinho, David percebe que a aceitação do público acaba por despertar a inveja de seus colegas de trabalho, que passam a tratá-lo com animosidade. Neste meio tempo, ele recebe um envelope de pergaminho branco, selado com a figura de um anjo, o primeiro dentre outros, e que trazia dentro um convite. As oportunidades vão surgindo e David se agarra a cada uma delas. Um casarão antigo, pelo qual sempre nutria um interesse, está vazio e ele passa a morar nele. Porém nem tudo vai bem, a mulher por quem é apaixonado se casa com seu melhor amigo e as cartas misteriosas, seladas com um anjo, continuam chegando, trazendo esperança e desgraça. Acreditando que está por morrer, David aceita a proposta de Andréas Corelli, um estrangeiro que se diz dono de uma editora de livros e que lhe faz a encomenda de um livro, cujo tema é no mínimo inusitado. Sua saúde é restaurada misteriosamente e à medida que trabalha no livro, David descobre alguns fatos estranhos envolvendo o antigo dono da casa onde mora, que o levam a desconfiar que está sendo envolvido em algo obscuro. Tentando entender o que se passa, David acaba mergulhando cada vez mais em complicações e fatos inexplicáveis, que o levam a um caminho sem volta.

Um livro que prende o leitor e encanta, com uma boa dose de mistério e um texto inteligente, escrito com a alma do autor. Gostei ainda mais deste livro do que a Sombra do Vento. Carlos Ruiz Zafón escreve de maneira poética e com algumas pinceladas de humor característico dele. Muitas vezes me peguei relendo algumas passagens e divido aqui algumas delas, para entenderem do que estou falando.


“A inveja é a religião dos medíocres. Ela os reconforta, responde às angústias que os devoram por dentro. Em última análise, apodrece suas almas, permitindo que justifiquem sua própria mesquinhez e cobiça, até o ponto de pensarem que são virtudes e que as portas do céu se abrirão para os infelizes como eles, que passam pela vida sem deixar outro rastro senão suas toscas tentativas de depreciar os demais, de excluir e, se possível, destruir quem, pelo mero fato de existir, coloca em evidência sua pobreza de espírito, de mente e de valores. Bem-aventurado aquele para quem os cretinos ladram, pois sua alma nunca lhes pertencerá”.


“Voltei a trabalhar no 7º dia. Esperei que desse meia-noite e sentei na escrivaninha, uma página limpa no tambor da Underwood e a cidade negra atrás das janelas. As palavras e imagens brotaram de minhas mãos como se estivessem esperando com raiva na prisão da alma. As páginas fluíam sem consciência nem medida, sem outra vontade senão a de enfeitiçar e envenenar os sentidos e o pensamento”.


“A chuva não chegou antes do anoitecer e quando começou a cair, desmoronou em cortinas de gotas furiosas que em apenas alguns minutos cegaram a noite e afogaram telhados e becos sob um manto negro que batia com força em paredes e vidros”.


Sobre o Autor
Carlos Ruiz Zafón é um dos autores mais lidos e reconhecidos mundialmente. Ele começou sua carreira literária em 1993 com O Príncipe da Névoa, que ganhou o Prêmio Edebé. Desde então, publicou quatro romances, sendo que os três primeiros foram dirigidos para um público mais jovem, e intitulam-se de El Palacio de la Medinoche, Las Luces de Semptiembre e Marina. Em 2001 ele publicou seu primeiro romance adulto, A Sombra do Vento, que logo se torna um fenômeno literário internacional. Com O Jogo do Anjo (2008) retorna ao universo do Cemitério dos Livros Esquecidos. Suas obras foram traduzidas para mais de quarenta línguas e já ganhou inúmeros prêmios e milhões de leitores em cinco continentes 
Visite o site dele AQUI

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Fotos em Movimento

Jamie Beck e suas impressionantes fotos que se movimentam.

Muito mais do que gifs são as fotos em movimento de Jamie Beck, batizadas como “cinemagraphs”. De muito bom gosto o trabalho desta  fotógrafa de Nova Iorque.




sábado, 14 de maio de 2011

O Vôo da Vespa

A Inglaterra está em guerra contra a Alemanha nazista, e os comandantes da Inglaterra não conseguem entender como seus aviões estão sendo abatidos de forma tão arrasadora. Eles precisam descobrir qual é o trunfo que os alemães escondem, antes que seja tarde demais e fiquem sem nenhum recurso. Neste meio tempo, longe da Inglaterra, em Sande uma ilha na Dinamarca, um grupo de espiões dinamarqueses intitulados Vigilantes Noturnos, observa em segredo o movimento dos nazistas em seu País. Alguns Dinamarqueses aceitam a ocupação de maneira neutra, devido a aparente tolerância dos alemães para com os cidadãos, mas outros se ressentem com o fato do País ter se rendido sem ao menos lutar. A espiã aliada Hermia Mount, uma mulher forte e de língua afiada, está na Inglaterra,  de onde comanda os Vigilantes Noturnos. Ela é noiva de um piloto Dinamarquês, mas devido a guerra, a muito tempo os dois não se vem, e ela é incumbida de tentar descobrir se existe alguma arma secreta nazista na Dinamarca, local estrategicamente favorável. As coisas  não saem como o esperado e algumas pessoas morrem em prol da causa. Hermia resolve ela mesma ir até a Dinamarca, no fundo sabe que também é movida pelo desejo de reencontrar seu noivo, mas muito mais que isto está em jogo. A União Soviética está sendo atacada pelos alemães e a Inglaterra precisa de um plano de ataque seguro, pois terão que usar quase todo seu efetivo aéreo para o combate. O cunhado de Hermia, Harald Olufsen, por uma jogada do destino esbarra com o radar alemão, que fica numa instalação militar próxima de sua casa e acaba se envolvendo neste jogo de espionagem de forma quase irresponsável, colocando sua própria vida em perigo para fazer algumas fotos do aparelho. Agora que está sendo procurado, sua única chance de escapar e chegar na Inglaterra com as fotos, é um avião Hornet Moth, entregue ao esquecimento e precisando reparos. Harald conta com a ajuda de Karen, filha do dono do avião e por quem nutre uma paixão secreta. Ela sabe pilotar o avião e os dois precisarão de muita coragem para seguir com o plano. 

Bom o livro, mas não me empolguei muito, gostei mais de Os Pilares da Terra, que se passa na Inglaterra da idade média.


 

Sobre o autor
Ken Follett, que é Considerado um dos mestres das tramas de suspense e espionagem,  nasceu na Inglaterra em 1949, estudou filosofia na University College, em Londres, e, após uma pós-graduação em jornalismo, começou a escrever no South Wales Echo, jornal de sua cidade natal, Cardiff. Três anos depois, quando trabalhava como repórter no London Evening News, lançou seu primeiro romance, The Big Needle, mas não obteve sucesso. Continuou escrevendo e somente ao lançar O buraco da agulha, em 1978, tornou-se conhecido e foi agraciado com o prêmio Edgar Award. A trama ganhou uma adaptação para o cinema, dirigida pelo conterrâneo Richard Marquand e estrelada por Kate Nelligan e Donald Sutherland.

sábado, 7 de maio de 2011

O Historiador



O Ano é 1972 e uma jovem de 16 anos, órfã de mãe, se dedica obedientemente aos estudos enquanto seu pai viaja pela Europa em missões diplomáticas. Durante uma dessas ausências a jovem encontra na biblioteca de casa, um livro muito antigo e um envelope cheio de papéis amarelados pelo tempo. Não podendo conter sua curiosidade, ela abre o primeiro documento da pilha, datado de 12 de dezembro de 1930, que se inicia... Meu caro e desventurado sucessor... Alguns dias se passam até que possa conversar com seu pai e, quando surge a oportunidade, ela aproveita o momento para insistir que desejava acompanhá-lo em sua próxima viagem. Eles viajam para uma cidade chamada Emona, onde consegue reunir coragem, pedindo ao pai para lhe contar sobre a história daquelas estranhas cartas e do curioso livro de capa de couro macio, que trazia dentro apenas uma xilogravura com a imagem de um dragão de asas abertas e uma comprida cauda enrolada. E assim Paul começa a contar para a filha, sobre uma noite de primavera em que se deparou com o livro sobre a mesa e de como procurou seu mentor e amigo, o professor Rossi, que a seguir sumiu misteriosamente, deixando-lhe aqueles papéis e uma história perturbadora. Rossi  lhe revela que recebeu um livro igual aquele a alguns anos, o que o levou a viajar pela Romênia e Bulgária, onde encontrou alguns documentos muito antigos sobre o século XV, que o levaram a crer que o príncipe Vlad Tepes, ainda vivia. À medida que Paul conta sobre o conteúdo das cartas para a filha, a história retrocede nesse passado recente, quando Paul motivado pelo desejo de encontrar o amigo e também descobrir mais sobre aquele livro, acaba por conhecer a ex-mulher, Helen, que o acompanha nesta louca jornada, viajando pela Bulgária e Romênia, entrando e saindo de bibliotecas e mosteiros, juntando fragmentos da história de Vlad Tepes, o “Empalador” da Valáquia, que originou o tão famoso  livro de Bram Stoker “Conde Drácula”.

Muito bom o livro, principalmente para quem aprecia um fundo histórico, mas devo alertar que o suspense e o terror são em doses homeopáticas, portanto não deve ser lido contando com isto. Devido à riqueza de detalhes, é fácil mergulhar na história, porém, em minha opinião o final deixou a desejar. É um livro extenso, são 541 páginas, e logo no final, que seria a parte em que a autora poderia ter investido mais, foi simplista.

Abaixo algumas fotos dos lugares percorridos pelos personagens, para ir entrando no clima...rsrs.



Sobre a autora
 A americana Elizabeth Kostova formou-se na Universidade de Yale e fez mestrado na Universidade de Michigan, onde ganhou o prêmio Hopwood de melhor romance em andamento. O Historiador é resultado de dez anos de pesquisa e de uma vida inteira de imaginação – desde a infância, quando seu pai lhe contava histórias sobre o Conde Drácula, Kostova sonhava escrever um livro como este.

domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa e a vida de Jesus na Arte

Sendo uma data tão importante e um marco na história da humanidade, claro que não poderia deixar passar em branco, portanto pesquisei como alguns artistas eternizaram a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, ou Jesus de Nazaré, nos proporcionando uma melhor visão do que foram aqueles dias e nos dando asas à imaginação. Para quem não sabe, Nazaré é o povoado de onde Jesus veio, pois naquela época era hábito dizer de onde a pessoa vinha, incorporando o nome do lugar ao próprio nome dela.

Uma Feliz Páscoa para todos!

Sandro Botticelli, Annunciation

Leonardo da Vinci, The Annunciation
 
William Bouguereau, Regina Angelorum
  
William August Bouguereau, Song of Angels

Paolo Veronese, The Adoration of the Magi
 
Henryck Hector Siemiradzki, Christ in the house of Martha e Mary

Leonardo da Vinci, A Santa Ceia

Michelangelo Caravaggio, The Betrayal of Christ

Antonio Ciseri, Ecce homo

William Bouguereau, Compassion

Herbert Gustave  Schmalz, Return from Calvary

William Bouguereau, Pietá


Antony Van Dick, The Lamentation of Christ


Michelangelo Caravaggio, The Incredulity of Saint Thomas

Frase do livro O Segredo do Reino, de Mika Waltari
"Nunca estarás tão sozinho que eu não possa estar contigo, se me chamares".

sábado, 16 de abril de 2011

O Senhor da Chuva

Já fazia algum tempo que eu havia lido “os Sete” e “Sétimo” e pensava em voltar a ler André Vianco. Seu estilo é marcante, nada de ficar dourando a pílula ou enfeitando demais. Ele escreve de forma mais crua e os acontecimentos vão se desenrolando rapidamente, com muita ação, incitando a leitura.

Os anjos estão à nossa volta, cuidando para que o mal não nos ameace. Thal é um anjo, um guerreiro. Seu corpo, cor do bronze e encoberto num leve luzir vivo, é fortalecido pelas gotas de chuva que vem do céu. A mulher de quem cuida, sua protegida, está bem e ele resolve ajudar outro humano, um homem que pretende deixar sua via no mal e voltar para sua terra natal. Porém tudo sai errado, o homem leva vários tiros e Thal está prestes a morrer nas garras de seus oponentes, demônios. Diante do inevitável, Thal faz o que não é permitido, quebrando uma regra milenar, ele entra no corpo do homem salvando a ambos. Esse ato impensado ocasionará numa guerra entre anjos e demônios, que será travada na cidade de Belo Verde, interior de São Paulo, onde muito estará em jogo. As almas dos habitantes de Belo Verde correm perigo, e apenas a vitória dos anjos poderá garantir o bem estar dos humanos, mas mais do que isto, os próprios anjos terão que garantir sua salvação. Um anjo morto nesta batalha, não apenas deixa de existir, ele passa a fazer parte da corrente do mal. Os anjos necessitam das orações dos mortais, que lhes conferem mais força e luz.

 

Sobre o livro

O primeiro grande romance que André Vianco considerou “de gente grande” e por ele é considerado seu primeiro livro para valer. Escrito entre 1997 e 1998 quando o autor trabalhava de madrugada no teleatendimento de uma empresa de assessoria a usuários de cartão de crédito. O Senhor da Chuva tem grande influência de um livro gospel que o autor lera há cerca de 12 anos antes de concebê-lo.

Sobre o autor

André Vianco é hoje o escritor brasileiro que mais conquista leitores de fantasia e terror. Seus livros, com tiragens iniciais na casa dos 15.000 exemplares são lidos de norte a sul do país, começando a pipocar também fora do Brasil. Vianco se dedica hoje, além de conceber novas histórias em forma de livro, em transportar suas narrativas para o cinema. Já roteirizou o livro A Casa, que está em pré-produção, tem um roteiro inédito (O Caso Laura) e já prepara um terceiro longa-metragem. Vianco também está envolvido na produção de histórias em quadrinhos, teatro e desenho animado. Quem quiser ler mais acesse AQUI o site de André Vianco.

Penso eu que realmente travamos uma luta contra o mal a cada dia de nossas vidas, portanto deixo aqui esta oração, que extraí do livro Tempo  dos Anjos, de Anne Rice...

Anjo de Deus, querido guardião,
A quem o amor de Deus para cá envia,
Fique sempre ao meu lado,
Para iluminar e guardar, para governar e guiar.

"O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons".
Martin Luther King

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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