domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa e a vida de Jesus na Arte

Sendo uma data tão importante e um marco na história da humanidade, claro que não poderia deixar passar em branco, portanto pesquisei como alguns artistas eternizaram a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, ou Jesus de Nazaré, nos proporcionando uma melhor visão do que foram aqueles dias e nos dando asas à imaginação. Para quem não sabe, Nazaré é o povoado de onde Jesus veio, pois naquela época era hábito dizer de onde a pessoa vinha, incorporando o nome do lugar ao próprio nome dela.

Uma Feliz Páscoa para todos!

Sandro Botticelli, Annunciation

Leonardo da Vinci, The Annunciation
 
William Bouguereau, Regina Angelorum
  
William August Bouguereau, Song of Angels

Paolo Veronese, The Adoration of the Magi
 
Henryck Hector Siemiradzki, Christ in the house of Martha e Mary

Leonardo da Vinci, A Santa Ceia

Michelangelo Caravaggio, The Betrayal of Christ

Antonio Ciseri, Ecce homo

William Bouguereau, Compassion

Herbert Gustave  Schmalz, Return from Calvary

William Bouguereau, Pietá


Antony Van Dick, The Lamentation of Christ


Michelangelo Caravaggio, The Incredulity of Saint Thomas

Frase do livro O Segredo do Reino, de Mika Waltari
"Nunca estarás tão sozinho que eu não possa estar contigo, se me chamares".

sábado, 16 de abril de 2011

O Senhor da Chuva

Já fazia algum tempo que eu havia lido “os Sete” e “Sétimo” e pensava em voltar a ler André Vianco. Seu estilo é marcante, nada de ficar dourando a pílula ou enfeitando demais. Ele escreve de forma mais crua e os acontecimentos vão se desenrolando rapidamente, com muita ação, incitando a leitura.

Os anjos estão à nossa volta, cuidando para que o mal não nos ameace. Thal é um anjo, um guerreiro. Seu corpo, cor do bronze e encoberto num leve luzir vivo, é fortalecido pelas gotas de chuva que vem do céu. A mulher de quem cuida, sua protegida, está bem e ele resolve ajudar outro humano, um homem que pretende deixar sua via no mal e voltar para sua terra natal. Porém tudo sai errado, o homem leva vários tiros e Thal está prestes a morrer nas garras de seus oponentes, demônios. Diante do inevitável, Thal faz o que não é permitido, quebrando uma regra milenar, ele entra no corpo do homem salvando a ambos. Esse ato impensado ocasionará numa guerra entre anjos e demônios, que será travada na cidade de Belo Verde, interior de São Paulo, onde muito estará em jogo. As almas dos habitantes de Belo Verde correm perigo, e apenas a vitória dos anjos poderá garantir o bem estar dos humanos, mas mais do que isto, os próprios anjos terão que garantir sua salvação. Um anjo morto nesta batalha, não apenas deixa de existir, ele passa a fazer parte da corrente do mal. Os anjos necessitam das orações dos mortais, que lhes conferem mais força e luz.

 

Sobre o livro

O primeiro grande romance que André Vianco considerou “de gente grande” e por ele é considerado seu primeiro livro para valer. Escrito entre 1997 e 1998 quando o autor trabalhava de madrugada no teleatendimento de uma empresa de assessoria a usuários de cartão de crédito. O Senhor da Chuva tem grande influência de um livro gospel que o autor lera há cerca de 12 anos antes de concebê-lo.

Sobre o autor

André Vianco é hoje o escritor brasileiro que mais conquista leitores de fantasia e terror. Seus livros, com tiragens iniciais na casa dos 15.000 exemplares são lidos de norte a sul do país, começando a pipocar também fora do Brasil. Vianco se dedica hoje, além de conceber novas histórias em forma de livro, em transportar suas narrativas para o cinema. Já roteirizou o livro A Casa, que está em pré-produção, tem um roteiro inédito (O Caso Laura) e já prepara um terceiro longa-metragem. Vianco também está envolvido na produção de histórias em quadrinhos, teatro e desenho animado. Quem quiser ler mais acesse AQUI o site de André Vianco.

Penso eu que realmente travamos uma luta contra o mal a cada dia de nossas vidas, portanto deixo aqui esta oração, que extraí do livro Tempo  dos Anjos, de Anne Rice...

Anjo de Deus, querido guardião,
A quem o amor de Deus para cá envia,
Fique sempre ao meu lado,
Para iluminar e guardar, para governar e guiar.

"O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons".
Martin Luther King

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Beijo



Hoje é o dia Mundial do Beijo!

Momento mágico de descoberta
De um mundo novo que se abre com os lábios
E de onde poderemos colher o amor.

E como não poderia faltar...Bjs para todos
Jade

domingo, 3 de abril de 2011

Noite Eterna

Bianca Olivier é uma jovem de 16 anos tímida e que a contragosto foi matriculada na escola secular Noite Eterna. Uma construção antiga reformada e ampliada aos longos dos anos, mas que apesar disso mantém seu aspecto sombrio. Seus pais irão lecionar e viver no local, mas mesmo assim ela sabe que isto não irá ajuda-la. Sua primeira impressão da Noite Eterna não é nada boa e às vésperas do início do ano letivo, cansada de argumentar que ali não é seu lugar, sem contudo ser ouvida pelos pais, resolve fugir. No  fundo ela sabe que não iria muito longe e acabaria voltando, mas valia a pena tentar. Era  muito cedo e sua cabeça vivia ainda as impressões deixadas pelo sonho da noite passada, ficando difícil em algum momento separar o sonho da realidade. Do lado de fora da escola, ao se embrenhar na floresta, o ambiente parece ainda mais assustador. Seu coração bate forte e resolve correr  para sair logo dali. No caminho ela avista um homem e ele começa a correr atrás dela, até que a alcança e os dois caem no chão. Seu nome é Lucas Ross, e pensava que ela estava  fugindo de algo, então resolve correr também para ajuda-la. Desfeito o mal entendido inicial, os dois se apresentam e Bianca se encanta por Lucas e seus profundos olhos verdes. Quem ela julgou ser um homem, é na verdade um jovem, talvez pouco mais velho que ela. Bianca resolve voltar e fica esperançosa de que afinal as coisas não serão assim tão ruins, pois agora conhece outro aluno, que assim como ela, não faz parte do grupo seleto de alunos escolhidos para estudar na Noite Eterna. Este ano a escola havia resolvido abrir algumas vagas para alunos, digamos, pouco convencionais, sendo Lucas um deles. À medida que os dias passam, Bianca se obriga a se relacionar com outros alunos, mas seu verdadeiro interesse é por Lucas, a quem não consegue tirar da cabeça. Parecia que havia rolado uma química entre os dois na floresta, mas nos dias que se seguem, ele age de forma distante. O baile de outono se aproxima e Bianca é convidada por outro aluno, Balthazar, um cara bonitão e legal. Querendo esquecer Lucas, que afinal não parece tão interessado quanto ela, Bianca aceita o convite, mas durante o baile Balthazar percebe que ela está interessada em outra pessoa. Lucas aparece e os dois saem para conversar. Longe da festa, sentados em um pavilhão um pouco retirado, os dois se aquecem abraçados. Os dois se beijam, com força e suavemente, depressa e devagar, de mil jeitos, a sensação é muito boa. Em meio ao momento, uma verdade será revelada, mudando tudo dali para frente. Ambos guardam segredos, mas apenas uma verdade prevalece, eles se amam.

Um bom livro, de leitura leve e fácil, ótimo para quem quer passar o tempo, mas ainda prefiro obras mais densas e profundas no estilo, Anne Rice, Kate Mosses, Ken Follett... entre outros.

Sobre a autora
Claudia Gray é o pseudômino da escritora Amy Vicent, que trabalha como advogada, jornalista e, até, disc jockey... haja fôlego!

Toda sua vida se interessou por antiguidades, filmes clássicos e História, assuntos que a ajudaram a compor o mundo de Noite Eterna, que é o primeiro volume da série Evernight, depois vem Caçadora de Estrelas, Névoa do Tempo e Pós-Vida.

sábado, 2 de abril de 2011

Sir Lawrence Alma-Tadema

Sir Lawrence Alma-Tadema nasceu como Laurens Tadema em 08 de janeiro de 1836, na pequena aldeia de Dronrijp, que se encontra aproximadamente a 3 milhas a oeste de Leeuwarden, na Holanda. Ele foi um dos mais proeminentes pintores e desenhistas do neoclassicismo europeu no século XIX. Ao longo de sua vida, Alma-Tadema também adquiriu cidadania na Bélgica bem como no Reino Unido. Era internacionalmente conhecido e popular, tanto que era rara a sala de visitas vitoriana da classe média que não contasse com uma cópia de suas obras. Apesar do sucesso enquanto vivo, logo após sua morte foi esquecido.


Seu nome mudou de Laurens para Lawrence, mais inglês, mas não se sabe quando ou porque foi acrescentado Tadema. Seus pais queriam que seguisse a carreira de advogado e o matricularam no liceu de Leeuwarden. Apesar de ser um bom estudante, sua vocação era a arte e buscando atender seu desejo e o dos pais, passou a estudar ambos os cursos, o que provavelmente tenha sido o motivo de um declínio tão significativo na sua saúde que os médicos predisseram mesmo que morreria em pouco tempo. Diante de tal notícia a mãe resolveu deixa-lo fazer o que queria no tempo que ainda lhe restava. Felizmente os médicos estavam errados e Sir Lawrence se recuperou fazendo o que mais gostava, pintar.

Em 1879, foi eleito membro efetivo da Royal Academy of Arts, situada no coração de Londres, e em 1899 elevado à categoria de Cavaleiro pela Rainha Vitória da Inglaterra.

Postei aqui uma seleção das pinturas que mais gostei, entre as que vi na internet, quem quiser ver mais do trabalho dele pode clicar AQUI.



 





sábado, 26 de março de 2011

Tempo de Anjos

Toby O’Dare um menino que sonhava entrar para um seminário, muito cedo se vê impelido para a responsabilidade de cuidar da própria família, os dois irmãos mais novos e a mãe alcoólatra. Apaixonado pela música, nela ele vislumbra a possibilidade de atravessar essa fase tão difícil, mas tudo irá se complicar de maneira desastrosa e ele, sentindo-se culpado, some do bairro e cidade onde nasceu, indo morar em Nova York. Angustiado e sem poder acreditar que a vida algum dia voltaria a lhe oferecer uma partícula sequer de alegria, ele toca seu alaúde nas ruas para ganhar a vida. Em uma de suas apresentações, um homem aparece e lhe oferece um trabalho no seu restaurante. Toby que sempre acompanhara avidamente todos os romances policiais e noticiários policiais, envolvido na sua amizade pelo dono do restaurante, acaba se tornando um matador de aluguel. Ele que já vivia seus conflitos internos, chama seu contratante de o “Homem Certo”, numa vã esperança de que esteja trabalhando do lado certo e matando os caras maus. Um dia, logo depois de cumprir com mais uma missão, ele é visitado por um Serafim, que se identifica pelo nome de Malchiah e lhe oferece um serviço especial, em que Toby poderia usar todas suas habilidades a serviço do bem e das pessoas que rezam por intervenção divina. Depois de hesitar em dúvida, Toby acaba aceitando tal oferta e vê nela a oportunidade de se redimir de todo mal que praticou. Transportado para a Inglaterra do século XIII, sob o disfarce de um frade dominicano, Toby tentará ajudar uma família judia acusada de assassinar a própria filha, mergulhando de coração aberto na história dessas pessoas, que já parecem fazer parte de sua própria vida.

Uma história envolvente e inteligente e a exemplo das demais, pincelada de informações históricas e culturais. Ainda que prefira os livros das crônicas vampirescas, gostei do Tempo dos Anjos e aguardo ansiosa os próximos livros.

Minha querida autora, Anne Rice, deixou de lado os vampiros e está escrevendo sobre anjos. Em uma entrevista concedida à Revista Época, ela fala que parou de escrever sobre vampiros  porque tinha acabado. “Escrevi 12 livros sobre vampiros e não consigo mais pensar em nada para escrever sobre eles. Tudo está feito. Eu me diverti muito, e os romances foram uma jornada espiritual longa e complicada, mas acabou. Já escrevi o bastante sobre Lestat e seus colegas”.

O que me cativou nos seus livros, além do tema sobre vampiros, é a forma envolvente com que nos apresenta os personagens. Cada um deles é enriquecido sobre vários aspectos morais e comportamentais. Quem já leu um pouco sobre a vida de Anne Rice, já deve ter percebido como eu, que muito do que ela põe nas histórias e nos personagens, dizem muito respeito a ela própria e sua vida, portanto é como se estivéssemos de certa forma acompanhando, como um espectador à distância, os conflitos vividos internamente por Anne. Na entrevista citada anteriormente ela confirma  esse meu sentimento:

[...]Nós, escritores, precisamos fazer com que nosso trabalho seja um reflexo de nossas obsessões. Do contrário, nosso trabalho não será bom.

O Templo dos Anjos  é o primeiro livro da trilogia “As Canções dos Serafins”.
REVISTA ÉPOCA - Quando a senhora decidiu escrever uma trilogia sobre eles?
Anne – A trama de Tempo dos anjos e da trilogia, que se chama As canções do serafim, surgiu há vários anos. Eu queria explorar essa ideia de um humano recrutado por anjos para trabalhar por eles e cumprir uma missão na Terra. Tenho brincado com essa possibilidade há algum tempo

Anne Rice
QUEM É
Escritora americana, nasceu em 1941 em Nova Orleans. Atualmente vive na Califórnia
O QUE FEZ
Depois de ganhar fama escrevendo sobre vampiros, adotou temas religiosos
O QUE PUBLICOU
É autora de mais de 30 livros, entre eles Entrevista com o vampiro (1976), adaptado para o cinema em 1994

sábado, 19 de março de 2011

Ingres

Lembram do já comentado livro “O Retrato de Doriam Gray”, de Oscar Wilde?

Quem leu o post deve lembrar que escrevi “Um livro interessante e envolvente, que exerce um certo fascínio, desde que o li me pego pensado e falando nele,  quase sem querer”.

E como prova disso, acabei descobrindo o autor da pintura que é capa do livro e resolvi dividir com vocês aqui no blog. Pelo que pesquisei, o pintor Ingres foi considerado um mestre dos retratos, portanto nada mais justo que personificar Dorian Gray na capa do livro, com seu auto-retrato, apesar de que Dorian seria loiro.
  


Jean-Auguste-Dominique Ingres, conhecido apenas como Ingres, nasceu em 29 de agosto de 1780, na poeirenta cidade de Montauban, situada no sudoeste da Franca, a uns 65 km de Toulouse. Seu pai era um artista menor: escultor, decorador em gesso e pintor de miniaturas.
O pai de Ingres passou muitas de suas habilidades ao filho, ensinando-o a desenhar, a pintar, e também a tocar violino. Em 1791 a família se mudou para Toulouse a fim de que o pequeno Ingres pudesse frequentar a Academia. Aos 14 anos ele podia ser visto tocando violino no Teatro Municipal, sendo muito aplaudido e até pago para se apresentar.
Em agosto de 1797, com 17 anos, Ingres transferiu-se para Paris, armado com uma carta de forte recomendação de Joseph-Guillaume Rocques, um de seus professores em Toulouse.
 
"A Grande Odalisca"
Seu trabalho foi marcado pela pintura idealizada. Os nus femininos apresentavam mulheres em posições lânguidas e muitas vezes impossíveis, ele distorcia o corpo buscando dramatizar mais a cena pintada. Uma de suas obras mais famosas, A Grande Odalisca, exibida em 1819, tem costas anormalmente longas e quadris imensos. Para alcançar esse efeito, ele suprimia a modelagem da figura, para que a impressão de profundidade não interferisse com seu desenho bidimensional. Pelas mesmas razões, a superfície do quadro tinha de ser tão lisa quanto possível e sem marcas óbvias de pincel – a tinta deveria ficar tão fina e bem espalhada “como a casca de uma cebola”, acreditava ele. Para Ingres, o processo de desenhar e rascunhar era uma espécie de busca da perfeição, de uma forma ideal e platônica. Buscou inspiração no trabalho de Rafael Sanzio, tanto que chegou a lhe tomar emprestada a graciosa cabeça de uma pintura da Virgem no quadro Madonna Della Seggiola, para sua célebre A Grande Odalisca.
 
Perfis Gregos
Ingress acreditava que a “forma interior” de uma figura podia ser expressa só com um contorno. Por isso, ele preferia desenhar as pessoas de perfil, usando uma sinuosa linha contínua. Essa influência da antiga arte grega é um ponto em comum entre os desenhos de Ingres e os de Pablo Picasso.

Enquanto era tido por seus contemporâneos como sumo pontífice do neoclassicismo, acatando suas regras e preceitos em cada pormenor, a contradição central da assaz contraditória  arte de Ingres é que ele era um pintor inteiramente individualista. No fim, foram seus trejeitos pessoais, sua abordagem clássica de temáticas românticas, suas obsessões e maneirismos que o tornaram proeminente, muito mais que sua adesão ao credo acadêmico. Suas maiores obras, como observou o poeta Baudelaire, “são o produto de uma natureza profundamente sensual”.

"Rogério Libertando Angélica"
Os primeiros trabalhos realmente importantes de Ingres foram retratos, tanto que em 1803 recebeu a encomenda de um retrato do jovem Napoleão, na época primeiro cônsul da França. Aliás Ingres foi sempre patrocinado por sucessivos mandatários da França. O retrato do influente proprietário do Journal dês Débats, aos 66 anos, é considerado uma das obras-primas de Ingres. Há quem afirme que o artista conseguiu captar nesse retrato a própria alma da burguesia francesa da época.


"A Condessa d'Haussonville"
 "Monsieur Bertin"
Principais datas:
1780 Nasce em 29 de agosto, em Montauban.
1797 vai para Paris; trabalha no estúdio de Jacques-Louis David.
1801 ganha o Prêmio de Roma.
1806 tranfere-se para Roma.
1808 pinta A Banhista de Valpinçon.
1813 se casa pela primeira vez.
1814 pinta A Grande Odalisca.
1814/1815 cai o Império de Napoleão; Ingres perde a clientela francesa.
1824 depois de um período  de ostracismo, é aclamado no Salão de Paris.
1834 torna-se diretor da Academia de França em Roma.
1841 volta a Paris.
1849 morre sua primeira esposa.
1852 casa pela segunda vez.
1863 termina O Banho Turco.
1867 morre em Paris no dia 14 de janeiro.

Informações coletadas do livro "Os grandes Artistas" - Neoclassicismo David, Ingres e Lorran, da Editora Nova Cultural.

sábado, 12 de março de 2011

Vinte Mil Léguas Submarinas

Corria o ano de 1966 e inesperadamente o mundo foi abalado por acontecimento fantástico, fenômeno inexplicável. Vários navios e embarcações haviam cruzado caminho no mar com uma coisa enorme e não identificada. Era longo, fusiforme e às vezes fosforescente, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia. Muitas especulações foram lançadas à público, mas não elucidavam do que se tratava. Em início de 1867, quando o assunto parecia encerrado, novos fatos preocuparam os continentes. Navio com vários passageiros à bordo, vindos do Canadá, havia colidido com algo inexplicável, quase afundando. A partir de um segundo incidente, todo sinistro ocorrido no mar e de causa desconhecida, era atribuído ao monstro. Visando garantir a segurança marítima, o governo dos Estados Unidos decidiu lançar o navio Abraão Lincoln em perseguição do monstro, que supunham ser um enorme narval (um cetáceo de grande porte com um dente incisivo que se projeta como um chifre).

O Sr. Aronnax, professor adjunto no Museu de História Natural, de Paris, foi convidado a fazer parte deste empreendimento, aceitando o convite e levando com sigo seu fiel assistente e criado, Conselho. À bordo do navio, toda a tripulação estava desejosa de encontrar e dar cabo do narval que vinha trazendo perigo aos mares. Todos observavam as águas com extremo interesse, mas decorridos alguns meses e não havendo nenhum sinal do temido narval, os homens aos poucos iam perdendo o ânimo. Diante do descontentamento dos tripulantes, o capitão Farragut decidiu que procurariam ainda por três dias e findo esse prazo, caso o monstro não aparecesse, voltariam à terra firme.  Nos dias que se seguiram, em meio ao silêncio geral, ouviu-se um grito do marinheiro Ned Land, que avistara o narval, dando o alarme. O navio saiu em perseguição que durou dias, e quando finalmente conseguiram se aproximar, um choque medonho fez com que três homens caíssem ao mar, Aronnax, Conselho e Ned Land, que se viram lançados à própria sorte e sobre o temido monstro, que com extremo espanto tratava-se não de um animal, mas sim de obra de engenharia humana. Recolhidos ao seu interior, viram que se tratava de um submarino jamais pensado e que seu Capitão e criador, Nemo, assim como sua tripulação, viviam de maneira isolada sem nunca descer à terra, tirando tudo de que necessitavam dos mares. Por obra do acaso, eles três também haviam sido destinados ao confinamento, pois o Capitão Nemo jamais deixaria saírem do Náutilo.

Acredito que a maioria das pessoas já tenha no mínimo ouvido falar desta obra literária, que até hoje gera muita polêmica e encantamento, visto que Júlio Verne concebeu com sua imaginação, tecnologia e natureza que ainda eram desconhecidas naquela época. Podemos dizer que o autor foi um visionário ao escrever sobre as aventuras do Capitão Nemo no seu submarino Náutilo.
Eu mesma o li por esses motivos, mas a narrativa muitas vezes se torna cansativa, pois menciona termos náuticos e nomes de espécimes marinhos demais, dificultando o entrosamento com a história.



Sobre o Autor
Júlio Verne nasceu em Nantes, França, em 1828. Dramaturgo, em 1850, sua primeira peça foi levada ao teatro, pelas mãos de Alexandre Dumas. Ajudado por outros amigos, conseguiu um emprego no Teatro Lírico, depois publicando o conto “Uma viagem em balão” na revista infantil “Le Musée des Familles”. 'Cinco semanas num balão', romance inspirado nesse conto, foi lançado em 1863, sendo bem recebido pelo público. Foi autor de cerca de cem livros e um dos escritores mais influentes de sua época. São dele, entre outros: 'Aventuras do capitão Hatteras', 'Viagem ao centro da Terra', 'Da Terra à Lua', 'Os filhos do capitão Grant', 'Vinte mil léguas submarinas', 'À roda da Lua', 'A volta ao mundo em oitenta dias' - um dos maiores sucessos editoriais do século XIX - , 'O doutor Ox', 'Miguel Strogoff'. Faleceu em 1905.

O romancista francês Júlio Verne conseguiu 'profetizar' muitos avanços científicos - o submarino, a televisão, viagens espaciais. Embora a obra de Verne se dirigisse basicamente a um público juvenil e popular, a crítica moderna realça a enigmática beleza de muitos de seus romances. Curiosamente, Verne nunca saiu da França, embora seus relatos narrassem, com exatidão, as mais distantes regiões do planeta. Ele uniu ao vigor narrativo sua convicção no progresso da humanidade. 'Vinte mil léguas submarinas' (1870), um dos seus mais conhecidos romances, pertence ao ciclo das 'Voyages' e conta as incríveis aventuras do capitão Nemo a bordo do submarino Náutilo.
 (texto extraído do site da livraria Cultura www.livrariacultura.com.br)

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher

Tão discreta e gentil se me afigura
ao saudar, quando passa, a minha amada,
que a língua não consegue dizer nada
e a fitá-la, o olhar não se aventura.

Ela se vai, sentindo-se louvada,
envolta de modéstia nobre e pura.
Parece que do céu essa criatura
para atestar milagre foi baixada.

Ao que a contempla infunde tal prazer,
pelos olhos transmite tal dulçor,
que só quem prova pode compreender.
E assim, parece, o seu semblante inspira
um delicado espírito de amor
que vai dizendo ao coração: Suspira!
Dante Alighieri, Soneto, Vita Nova.
Tradução: Henriqueta Lisboa

     







                        





                                                               Amar ! 
  
                                                               Eu quero amar, amar perdidamente!
                                                               Amar só por amar: aqui... além...
                                                               Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
                                                               Amar! Amar! E não amar ninguém!
                                                               Recordar? Esquecer? Indiferente!...
                                                               Prender ou desprender? É mal? É bem?
                                                               Quem disser que se pode amar alguém
                                                               Durante a vida inteira é porque mente!
                                                               Há uma primavera em cada vida:
                                                               É preciso cantá-la assim florida,
                                                               Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
                                                               E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
                                                               Que seja a minha noite uma alvorada,
                                                               Que me saiba perder... pra me encontrar...
                                                               Florbela Espanca



Mulher,

Que em tantas eras desperta o que há de melhor e de pior nos homens
Que encerra em cada curva do corpo, mistérios insondáveis
E em cada sorriso, o despertar de um novo amanhecer.
Valorize pois a tua natureza, e não corra atrás do que não te pertence!
Vai e vive a tua vida, com a dignidade que tua raça merece
Não te deixe menosprezar, tentando se igualar ao que não és
Olha para si, para o centro do teu ser
De onde todo amor verdadeiro nasceu.
Usa teu corpo de forma sábia
Como o receptáculo dos sentimentos puros que é
E de onde toda vida descende!
Jade

domingo, 6 de março de 2011


Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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