sábado, 24 de julho de 2010

Os Livros e a Arte Andam Juntos

Quem disse que os livros foram feitos apenas para se ler?
Muito interessante a idéia deste artista, Mike Stilkey, de Alta Dena, Califórnia, que cria obras de arte surpreendentes, pintando colunas de livros empilhados. Ele tem outras obras também de estilo original, que podem ser admiradas no seu site http://www.mikestilkey.com/.

domingo, 27 de junho de 2010

O Último Templário

Foto de José Canelas - Site www.olhares.com

Já fazia algum tempo que esperava a oportunidade de ler este livro, primeiro porque gosto de romance histórico, segundo por que uma amiga havia lido e gostado. Este foi o primeiro romance de Raymond Khoury, que por sinal é roteirista de cinema e televisão. A história se inicia com um retorno ao passado, para ser mais exata no Acre, reino latino de Jerusalém, ano de 1291. Os Templários estão prestes a perder sua última batalha pela Terra Santa, e o Grão-mestre da Ordem, em seu leito de morte, passa para Aimard de Villiers e seu jovem discípulo, Martin de Carmaux, um misterioso baú contendo um segredo que poderá mudar o mundo. A seguir a história viaja alguns séculos até a atualidade, para a cidade de Nova York, em um evento no Museu Metropolitano de Arte, o Metropolitan, onde está sendo inaugurada uma exposição intitulada “Tesouros do Vaticano”. A festa glamourosa será interrompida pela chegada de quatro homens a cavalo, vestidos como templários e que irão entrar em cena trazendo pânico e destruição. Durante o evento, alguns objetos são roubados, entre eles uma enigmática máquina, chamada decodificador. A arqueóloga Tess Chaykin, uma das convidadas da festa, testemunha quando um dos cavaleiros, que parece liderar o grupo, se atém a este artefato de forma reverente. O FBI designará o agente especial Sean Reilly para investigar o caso e buscar os responsáveis. A partir daí os caminhos de Tess e Reilly se cruzarão e ambos se envolverão numa corrida perigosa. Tess em busca de um achado arqueológico de proporções impensáveis e Reilly para fazer cumprir a lei e talvez salvar o mundo. Eu gostei bastante do livro, mas com certas restrições. Primeiro; notei que haviam certos erros gramaticais, acredito que sejam na tradução da obra, e que deixam a leitura em alguns momentos estranha. Segundo; algumas coisas ficaram um tanto óbvias demais, o autor poderia ter trabalhado mais o suspense. Além disto, antes do início do livro, de cara existe uma citação do Papa Leão X, século XVI, que para bom entendedor já diz tudo. O desenrolar mantém o leitor preso à leitura, até pela menção a fatos históricos, o que acho muito interessante. Para quem não sabe, os cavaleiros templários “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão” tinham a missão de proteger os peregrinos que iam até Jerusalém (Terra Santa). Em decorrência do local de sua sede (a mesquita Al-Aqsa no cume do monte onde existira o Templo de Salomão em Jerusalém) e do voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão". Eles tinham muito prestígio e acumularam muitas riquezas, durante cerca de dois séculos, até que em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, o Papa Clemente V, juntamente com o Rei Filipe IV, o Belo, da França, condenou todos os templários à prisão e morte, sob acusação de heresia (daí a sexta-feira 13 ser considerada um dia de azar). Muitos, inclusive, foram queimados na fogueira. Desde então muitas fantasias povoam o imaginário das pessoas, sendo motivo de teorias da conspiração até hoje.

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância."

domingo, 20 de junho de 2010

A Mulher de Pilatos

A autora deste livro, Antoinette May, escreveu um romance histórico, que nos leva a época do Império Romano, vista pelos olhos de uma mulher, Cláudia Prócula, mulher de Pôncio Pilatos. Esta mulher é uma personagem da vida real e que inclusive foi brevemente citada na bíblia (Mateus 27:19). Para quem não sabe, aquela velha expressão “lavo minhas mãos como Pilatos”, deriva da história deste homem, Pôncio Pilatos, que desempenhou um papel-chave na crucificação do filho de Deus, Jesus Cristo. Pilatos acabou cedendo à pressão que sofreu na época, por parte da multidão turbulenta e dos sacerdotes do Templo de Jerusalém, que eram Judeus, e autorizou a crucificação de Jesus, um homem inocente. Num gesto de consciência pesada, ele lavou as mãos em público, simbolicamente limpando sua culpa. Mas voltemos ao livro... a trama tem início no segundo ano do reinado do imperador Tibério – também descrito como ano 16 da era Comum. Cláudia Prócula, parente de pessoas que se destacaram na história, como Calígula, é uma jovem acostumada com o convívio em família. Possuidora de um dom especial, a premonição, descobrirá cedo que esta qualidade muito especial, na verdade em nada mudará o seu destino e o das pessoas à sua volta. Nossa protagonista, uma menina ingênua, cheia de planos românticos, se apaixona pelo centurião Romano, Pôncio Pilatos, e recorre até mesmo aos Deuses Egípicios, religião com a qual se identifica mais, para alcançar o coração desse ambicioso jovem. Porém, aos poucos, seu mundo desmorona à medida que eventos muito tristes acometem sua família. Esta personagem de aura mística verá que devemos ter muito cuidado com o que desejamos, pois nem sempre nos trará a tão sonhada felicidade. Desiludida com o marido acaba se apaixonando pelo gladiador Holtan, com quem terá momentos inesquecíveis. Vítimas de conspirações e inveja, ela e seu marido serão enviados para a Judéia, mais como um isolamento, onde Pilatos passará a ser o procurador de Roma na cidade de Jerusalém. Cláudia acaba se tornando amiga de Maria Magdalena e Jesus, com quem já havia cruzado anos antes. Acometida de sonhos que a atormentam, Claudia finalmente compreenderá que estes têm ligação direta com os dois mais novos amigos e seu marido. Desesperada pelos tristes acontecimentos que estão por vir, Claúdia tentará interceder por Jesus. A historia deste livro é marcada por jogos de poder, intrigas, amor e traição, e prenderão a atenção do leitor do início ao fim; e por falar no fim.... vejo que cada vez mais pessoas, entre elas escritores, tentam recriar o que aconteceu a dois mil anos, não se preocupando com o que realmente importa, a essência de tudo, ou seja, que devemos ser pessoas melhores e menos egoístas e que não basta apenas fazer o certo e sim pelos motivos certos.

domingo, 30 de maio de 2010

Violino

Quem leu minha lista de leituras, deve ter percebido que a autora mais lida por mim foi Anne Rice. Em minha opinião, e tenho certeza que na de muitas outras pessoas, uma grande escritora, que não mede esforços para escrever livros ricos em história, música, arte e personagens únicos, que nos prendem a atenção do início ao fim. É como se estivéssemos vendo um filme. Na época em que li vários livros dela em seqüência, quase podia sentir a presença de alguns personagens, tão forte é o sentimento que seus livros passam. Sem dúvida, e como já sabido do público, alguns personagens são inspirados em pessoas reais com quem conviveu. Em violino, Anne Rice se faz mais presente do que nunca, e, através da personagem Triana, vamos conhecer toda a dor que atormenta quem já perdeu alguém nesta vida. A personagem vive em Nova Orleans, na casa de seus antepassados, restaurada pela generosidade de seu segundo marido, Karl. Para seu desespero, Karl morre de AIDS, passando a fazer parte dos fantasmas que a assombram. No auge de sua dor, se consola na música deixada por grandes mestres como Beethoven e Mozart, quando é surpreendida pelo som de um magnífico violino próximo, ali na calçada, onde um misterioso homem parece tocar para ela. Este misterioso violinista, Stefan, será seu consolo e ao mesmo tempo um enigma a ser desvendado. Graças ao violino, Triana acaba por se envolver em algo sombrio e ao mesmo tempo maravilhoso. A música esta sempre presente é ela que move tanto Triana quanto Stefan em suas tragédias. E é com uma sensibilidade incrível que Anne Rice a descreve, com paixão e ao mesmo tempo suave.

domingo, 23 de maio de 2010

O Templo de Milhões de Anos


Este é o segundo volume da série sobre o Egito, escrita por Christian Jacq, autor francês e egiptólogo. Confesso que por falta de oportunidade, li direto o volume III em 2005 e agora acabo por ler o volume II, total inversão da ordem, mas como ainda me lembro do enredo do livro lido anteriormente, provavelmente lerei os próximos volumes. Quem vem acompanhando minhas leituras, já deve ter percebido um “certo interesse no Egito”?!... rsrs. Bem, quando tive meu primeiro contato com a civilização Egípcia, o que deve ter sido pela quinta série, fiquei bastante impressionada com a riqueza da cultura deste povo e com todos os mistérios que povoam a história... mas voltemos ao livro. O templo de milhões de anos, inicia com a morte de Sethi, que escolheu seu filho mais jovem, Ramsés, em detrimento do mais velho, Chenar, como seu sucessor para governar o Egito. Ramsés, cujas dificuldades não serão poucas, é coroado Faraó com apenas 23 anos de idade. Dotado do mesmo magnetismo de seu pai, Ramsés buscará a justiça e promoverá a expansão das obras do seu país. Para esta expansão, contará com o amigo de infância, Moisés, um hebreu nascido e criado entre os egípcios, mas que vive um conflito interno, diante de um povo que cultua vários Deuses e sua fé num Deus único. Eficiente chefe de obras, Moisés assegurará a construção de Pi-Ramsés, a nova capital do Egito. A grande esposa Real, Nefertari, será de grande importância na vida de Ramsés, como homem e como Faraó. Graças a amigos fiéis, que incluem um leão gigantesco, chamado Matador e o cão dourado, Vigilante, mais de uma vez sua segurança será assegurada. Uma rede de intrigas movida por pessoas gananciosas e com sede de poder, tentará derrubar o jovem Faraó, fazendo inclusive alianças com os temíveis Hititas, povo inimigo do Egito.

sábado, 15 de maio de 2010

O Sétimo Papiro

Um casal de egiptólogos, Duraid e Royan Al Simma, encontram o túmulo da Rainha Lostris, onde entre outros artefatos, são encontrados papiros escritos pelo eunuco Taita, fiel seguidor da Rainha. Este se revelará um grande artista, jogador e charadista e à medida que os egiptólogos se dedicam na tradução dos papiros, mais interessados ficam, pois ao que tudo indica, através do sétimo papiro, será possível localizar a tumba do faraó Mamose, enterrado com um fabuloso tesouro a cerca de 4000 anos. No entanto são vítimas de um ataque, onde Duraid é assassinado e o papiro e todo trabalho de pesquisa roubado. A partir de então Royan inicia uma corrida por sua vida. Antes de seu marido morrer, promete que seguirá com o trabalho de pesquisa iniciado, para tanto, resolve procurar Nicholas Quenton Harper, um conhecido aristocrata e eminente arqueólogo, que a ajudará nesta aventura. Os dois viajam para o local indicado no papiro, onde passarão por situações de grande perigo, porém não são os únicos que sabem deste segredo e descobrirão como algumas pessoas são capazes de tudo pelo que querem.

domingo, 18 de abril de 2010

O Símbolo Perdido

Nosso herói, Robert Langdon, volta a entrar em cena, nos mostrando que existe muito mais coisas que desconhecemos, o que me faz lembrar de uma frase dita no filme Constantine, que nos remete ao fato de que podemos não acreditar em determinadas coisas, mas elas existem mesmo assim. Em O símbolo perdido, o célebre professor de Harvard é convidado às pressas por seu amigo e mentor Peter Solomon - eminente maçom do grau 33 e filantropo - a dar uma palestra no Capitólio dos Estados Unidos. Ao chegar lá, descobre que caiu numa armadilha. Não há palestra nenhuma, Solomon está desaparecido e, ao que tudo indica, correndo grande perigo. Um homem que se intitula Mal'akh, inspirado no nome de um demônio chamado Moloch, sequestrou Peter Solomon e acredita que os fundadores de Washington, a maioria deles mestres maçons, esconderam na cidade um tesouro capaz de dar poderes sobre-humanos a quem o encontrar. Convencido de que Langdon é a única pessoa que pode ajudá-lo nessa busca, o atraia até a cidade. Vendo que essa é sua única chance de salvar Solomon, o simbologista se lança numa corrida alucinada pelos principais pontos da capital americana: o Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian. O final do livro é surpreendente e revelador por dois principais motivos, o que não vou contar, é claro. Mas vai uma dica para quem ler o livro, eu captei uma certa conexão com o filme “O livro de Eli”, aliás, muito bom também.
Frase do livro “A hora mais sombria é sempre a que precede o amanhecer”.

sábado, 3 de abril de 2010

A Cidade do Sol

Do mesmo autor de “O Caçador de Pipas”.
Esta é a história de duas mulheres, cujos destinos se cruzam, tendo como pano de fundo o Afeganistão, país onde o povo tanto já sofreu em meio às guerras. Cedo a pequena Mariam, filha de uma empregada que engravidou de seu patrão, descobre o sentido da palavra “Harami (bastarda)”. Seu pai, por ser um homem fraco, não assume a filha, que vive precariamente apenas com sua mãe numa “Kolba (pequena cabana). A menina que acaba por se desiludir com o pai, enfrenta ainda o suicídio da mãe, sendo empurrada pelas três esposas de seu pai, para um casamento indesejado aos 15 anos. Mais tarde, já casada a alguns anos, em meio à guerra, acaba conhecendo Laila, um espírito livre, uma menina sonhadora que foi criada numa família menos conservadora, mas que enfrenta dificuldades em se reestruturar, devido a morte de seus dois irmãos. Laila que estudava e sonhava em se casar com Tariq, seu vizinho, seu amigo, seu grande amor, se vê desamparada ao saber que a família de Tariq vai sair de Cabul e ir para o Paquistão. Sua mãe que não se conforma com a morte dos outros dois filhos, insiste em permanecer no Afeganistão, mas ao se dar conta que também poderá perder a única filha viva, decide sair do país em guerra. Infelizmente a família não chega a completar seu intento, pois a casa é atingida por um míssil, que mata os pais de Laila. A menina de 14 anos é amparada por Mariam e seu marido, Rashid, que acaba por desposa-la também. Estas duas mulheres descobrem da maneira mais dura, como é difícil ser mulher e Mariam perceberá que sua mãe, Nana Jan, tinha razão quando lhe dizia em vida “Assim como uma bússola precisa apontar para o norte assim também o dedo acusador de um homem sempre encontra uma mulher à sua frente”. É um livro que conta uma história emocionante e que poderá levar o leitor, principalmente as mulheres, a chorar.

sábado, 27 de março de 2010

A Noviça e o Faraó

A extraordinária história de Omm Sety é uma obra literária biográfica sobre a vida de Dorothy Louise Eady(1904 – 1981), popularmente conhecida como Omm Sety (mãe de sety), escrita por Hermínio Correa de Miranda em 2007.
Este livro não se trata da biografia completa de Omm Sety, mas traz parte da biografia, escrita pelo jornalista Jonathan Cott, com a análise feita por Hermínio Miranda, espírita, (cheio de notas, explicações suplementares e capítulos de leituras complementares).
Dorothy Eady, nasceu na Inglaterra em 1904. Aos três anos de idade sofreu um acidente em casa, caindo da escada, o que mudaria sua vida para sempre. A menina dada como morta pelo médico, voltou a vida e desde então passou a se comportar de modo diferente, dizendo que a casa de seus pais não era a sua. Quando perguntado à mesma onde seria sua casa, esta confusa não sabe o que responder. Mais tarde ao acompanhar os pais numa visita ao Museu local, ao passar pela seção da cultura Egípcia, diz que aquela é a sua gente e se recusa a sair do local, falando com uma voz que não é a de uma criança. A partir de então seu interesse é todo focado na cultura Egípcia. Os pais transtornados não compreendem o que se passa, e levam a menina ao longo dos anos em psicólogos, sem, contudo chegar a conclusão nenhuma. Aos 14 anos de idade, a menina acorda certa noite com o espírito materializado do Faraó Seti I em sua cama, acordando também sua mãe com seus gritos. Provavelmente pela dificuldade de se interessar por algo não relacionado ao Antigo Egito, deixa de estudar cedo, não obtendo nenhuma formação. Anos mais tarde se casa e vai morar no Egito, porém as visitas de Seti I aumentam, sendo até presenciadas por duas pessoas da família. Dotada de poderes mediúnicos, é visitada por antigo sacerdote do faraó Seti, que lhe dita sua história, a 3.000 anos atrás, quando se chamava Bentreshit, uma bela e jovem sacerdotisa do Templo de Osíris e Isis, em Abidos, quando acabou sendo amante do Faraó Seti I, quebrando seu voto de castidade como vestal, o que a leva a cometer o suicídio, para não comprometer seu grande amor. Na vida atual, casada, tem um filho a quem dá o nome de Sety, por este motivo ganha o codinome “Omm Sety” (mãe de sety). Ao final de seu casamento, passa a trabalhar no Templo de Osíris e Isis, se tornando uma reconhecida desenhista, pesquisadora, escritora e egiptóloga (notem que não concluiu nem o ensino médio), o que a torna mais surpreendente ainda. Ao final do livro o Autor Hermínio Miranda comenta a pesquisa feita pelo biógrafo e as opiniões de alguns psicólogos e estudiosos sobre o caso Omm Sety, mas a maioria procura manter certa distância da teoria da reencarnação, que na opinião de Miranda explicaria o caso. A história pessoal de Omm Sety é deveras interessante, mas confesso que eu mesma não creio plenamente em reencarnação, portanto achei o final do livro um tanto monótono.

sábado, 20 de março de 2010

O Segredo do Reino


Romance Histórico que inicia em Alexandria, passando a transcorrer na Judéia conturbada de há dois mil anos. O jovem romano Marcus Mezentius, cansado de ser marionete de uma mulher frívola e cheia de caprichos, busca no estudo da Filosofia um sentido para sua vida. Ainda em Alexandria, depois de estudar vários pontos de vista e documentos que apontam para a chegada de um novo Rei, mais sente do que acredita, que o mundo se acha prestes a entrar numa nova era e, buscando saber mais a esse respeito, resolve viajar para a Cidade Santa dos Judeus, Jerusalém. Lá chegando, se depara com uma multidão numa colina, onde se encontram três homens crucificados. No alto da cruz que está no meio, acha-se uma inscrição: JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS. Naquela mesma ocasião, Marcus sente-se impelido a descobrir por que tudo aquilo aconteceu e que atos fizeram com que aquele homem fosse executado de maneira tão infame. Com isto inicia sua busca, acreditando ser Jesus, o Rei que vários estudiosos e profetas previram. Convidado por Pôncio Pilatus, procurador romano, passa alguns dias como hóspede em sua casa e de sua esposa, Cláudia Prócula, a quem já conhecera anteriormente na mocidade, e que agora se encontra perturbada pela crucificação de Jesus, um homem santo e inocente. Acaba sendo testemunha da ressurreição de Jesus e, tão logo possível deixa a casa de Pilatus, pois se sente compelido a mudar de hábitos, deixando de lado o estilo romano de ser, para mais facilmente se aproximar do povo Judeu e principalmente de sua busca. Pouco a pouco, lhe são reveladas coisas admiráveis, que vem a reforçar seu interesse e sua fé. Marcus sofre dúvidas, sentindo que não é bem aceito pela maioria dos Judeus por não pertencer a este povo, mas sente a necessidade de achar “o caminho” para “o Reino” pelo conhecimento e pela certeza, e não apenas pela crença. Uma bela história que emociona e nos faz entender melhor alguns trechos da Bíblia, que a maioria das pessoas já ouviu falar ou leu por aí.
Frase do livro:
"Nunca estarás tão sozinho que eu não possa estar contigo, se me chamares"

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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