sábado, 29 de janeiro de 2011

O Caso de Charles Dexter Ward

Narrativa de suspense, que se inicia contando a história de um homem internado em um hospital psiquiátrico e que "sumiu" de seu quarto, em circunstâncias nada normais. Na seqüência, se desenrola a história de Charles Ward e de como ele acabou indo para um manicômio, suspeito de atos inomináveis, que ao que tudo indica, o levaram a uma degeneração de sua saúde física e mental. Sua aparência física é a de um homem mais velho, fazendo lembrar um antepassado que teve um modo de vida muito peculiar e que acabou motivando sua “morte”. Além da mudança no aspecto físico, há uma completa mudança na personalidade de Charles, que passa a procurar por livros muito antigos, contendo fórmulas indizíveis, cheias de mistério. O rapaz que antes se interessava pela arqueologia e arquitetura antiga, deixa de lado seus estudos, para mergulhar num mundo de ocultismo, passando a concentrar toda sua atenção no que alega, será uma descoberta de grande importância para a humanidade. Os nervos da família estão em frangalhos, diante do comportamento antinatural do único filho e de sons e odores estranhos vindos de seu laboratório, onde passa grande parte do tempo. Ao longo da narrativa, o suspense mantém a atenção do leitor.

Por ser um relato, o livro se torna um tanto cansativo em algumas ocasiões, principalmente no início, mas depois no desenrolar dos acontecimentos, acaba por prender a atenção do leitor. É bem diferente do que já li, ainda mais que a linguagem é digamos “antiga”, então muitas vezes soa estranho. Li por aí que o autor, H. P. Lovecraft, foi tão cultuado quanto Edgar Allan Poe, mestre dos contos de suspense e terror.
Transcrevo o trecho a seguir para melhor entenderem o clima do livro:
“[...]Em sua concavidade rasa, e impedido de se espalhar unicamente pela ausência de vento nessa caverna isolada, havia uma pequena quantidade de pó seco, verde opaco florescente, que devia pertencer ao jarro; e Willett quase cambaleou ao atinar de repente com as implicações, enquanto poupo a pouco relacionava os vários elementos e os antecedentes da cena. As chibatas e os instrumentos de tortura, o pó e os sais do jarro da “Matéria”, os dois lekythoi da prateleira dos “Custodes”, as roupas, as fórmulas nas paredes, as anotações sobre a prancheta, as indicações contidas nas cartas e lendas e milhares de vagas sugestões, dúvidas e suposições que atormentavam os amigos e pais de Charles Ward – tudo isto tragava o médico como uma onda de horror enquanto ele olhava o esverdeado pó seco espalhado no Kylix de chumbo de pé alto sobre o chão[...]”.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tocada Pelas Sombras

Rosemarie Hathaway é uma dos Dampiros(1) que estudam na Escola São Vladimir, a fim de se tornarem guardiões de Morois(2). Rose, como é chamada pelos amigos, tem uma relação muito especial com sua melhor amiga, a princesa Moroi Vasilisa Dragomir, última integrante viva dessa linhagem, que é detentora de poderosa magia. Num acidente de carro Rose falece e Vasilisa, através de sua magia, a traz de volta dos mortos, e a partir de então as duas passam a dividir uma ligação telepática. Na escola São Vladimir, os Dampiros estudam e se aprimoram em artes marciais, para melhor defenderem os Moroi dos Strigoi (3). Rose ainda não é formada, mas ela e Lissa juntamente com outros Dampiros já tiveram que enfrentar Strigoi e infelizmente acabaram perdendo um amigo, Mason. Rose, depois de beijada pelas sombras, passa a ter uma ligação com o mundo dos mortos, o que descobrirá somente ao topar com o espírito de Mason vagando pelas dependências de São Vladimir. Primeiro ela nega, acha que está ficando louca, mas então começa a juntar algumas peças de um quebra cabeças e percebe que algo ruim está por acontecer. Sua relação com Lissa é muito importante para ela e faz questão de ser sua Guardiã, mas o amor que sente por Dimitri, a fará questionar a hierarquia existente, afinal terá que abrir mão de sua vida para poder defender a vida de sua amiga.

Eu sempre curti histórias de Vampiros, tanto que li todos os livros de Anne Rice, minha autora favorita, e sempre ficava de olho no que surgisse sobre o assunto. Mas atualmente houve uma banalização do tema, o que quebrou um bom tanto da magia que cercava estes personagens. Pelo que percebi, tudo começou com Twilight e agora não param de lançar livros de vampiros. Espero que não saturem tanto o assunto ao ponto de depois não escreverem mais por algumas décadas.


(1) Dampiro - Segundo o folclore dos Bálcãs, um Dampiro é um híbrido de vampiro com mãe humana. Muito embora possuam alguns dos poderes dos vampiros, algumas lendas reportam-nos como caçadores natos dos mesmos. Os ciganos acreditavam que alguns vampiros tinham um apetite sexual insaciável e retornavam da sepultura para ter relações sexuais com a viúva ou uma jovem de sua escolha. As visitas continuadas do vampiro poderiam levar uma jovem a engravidar. O produto dessa união, geralmente do sexo masculino, era chamado dampiro. Acreditava-se que o dampiro tinha poderes inusitados para detectar e destruir vampiros — uma habilidade deveras importante. (fonte Wikipédia)

(2) Moroi - Seriam a espécie de vampiros do "bem". Se alimentam de comida normal e de sangue humano, porém, não matam o humano fornecedor. Caso o façam, eles acabariam por tornar-se Strigoi. Possuem uma certa resistência ao sol. Podem até ficar expostos a ele, mas por pouco tempo, pois vão ficando mais fracos. (fonte Wikipédia)

(3) Strigoi - Seriam como opostos aos Moroi, sendo os vampiros do "mal". Se alimentam apenas de sangue humano, matando a vítima após beber o sangue. São mortos- vivos. Ao contrário dos Moroi, não podem pisar em solo sagrado, não podem ficar nem um pouco expostos à luz solar e também, quando um Moroi vira um Strigoi, perde sua magia. Para tornar-se um Strigoi, podem ser Moroi, Humano ou Dhampiro, portanto, não se nasce Strigoi. (fonte Wikipédia)

domingo, 16 de janeiro de 2011

A Hospedeira

Stephenie Mayer nos surpreende com este livro, que mistura ficção científica com romance, e posso dizer que a combinação vale a pena ser conferida por quem aprecia um bom romance. O planeta terra foi ocupado por seres alienígenas, que não apenas tomam nosso planeta, mas também nossos corpos, que passam a funcionar como um hospedeiro. A maioria dos humanos já foi incluída neste processo, mas alguns, como Melanie Strider ainda resistem. Em busca de uma prima que julga ainda estar a salvo, Melaine acaba sendo capturada e é designada para receber Peregrina, uma “alma” invasora que já percorreu muitos outros mundos. Mas Peregrina, apesar se suas experiências anteriores, não estava preparada para o que passaria a viver dentro do corpo de Melaine. Nossos sentidos e sentimentos complexos são muito mais do que qualquer alma alienígena já havia experimentado. Peregrina passa a conviver com Melaine, que se recusa a abandonar a consciência do seu corpo. Atormentada pelas lembranças deste corpo, Peregrina acaba por se envolver emocionalmente com sua hospedeira e as lembranças que tem de um grande amor e o irmão, que ainda são integralmente humanos. Incapaz de continuar vivendo normalmente entre as outras almas, Peregrina acaba cedendo à vontade de Melaine, que agora é também a sua, e parte para o deserto à procura de seu grande amor, Jared e de seu irmão Jamie, quase morrendo nessa busca.

Uma história envolvente, que mostra o amor de vários ângulos e que nos faz refletir até que ponto nossas almas estão sujeitas às necessidades do corpo e vice-versa.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Como a Starbucks Salvou a Minha Vida

A história real de um homem que perdeu tudo e encontrou a felicidade servindo café.
Michael Gates Gill

Como dito antes esta é a história real de Michael Gill, portanto não me senti no direito de pontuar este livro, visto se tratar de uma parte da vida do autor, a qual decidiu compartilhar com outras pessoas. Confesso que normalmente não leio livros de biografia ou auto-ajuda, mas este além de me parecer interessante foi um presente de Natal, e valeu a pena ler, recomendo. A leitura flui naturalmente te levando a seguir adiante.
Logo que comecei, pensei que desencadearia alguns pensamentos para dividir no blog, então achei oportuno terminar a leitura até o dia 31 de dezembro 2010, para no início do Ano Novo, momento de reflexão para muitas pessoas, inserir o post.

Michael Gill, ex-executivo que levava uma vida cercada de privilégios na alta sociedade americana, se vê numa sequência de acontecimentos inesperados, sua demissão, um filho fora do casamento, o divórcio e a descoberta de um tumor no cérebro o obrigam a recomeçar do zero. Numa fase da vida em que tudo pareceria estar dando errado, Michael redescobre a felicidade nas pequenas coisas, as quais sempre havia deixado de lado.

Não sei quanto a vocês, mas não raras vezes me vejo feliz com as coisas mais simples e que muitas vezes deixamos passar despercebidas, seja porque elas já fazem parte do nosso cotidiano ou porque não nos damos conta do valor que tem, até que as perdemos. Então proponho que pensem nisso. Será que estamos valorizando o que já temos ou ficamos apenas naquela ilusão de que os outros tem algo melhor? Abraços por exemplo são gratuitos e fazem um bem enorme quando administrados com sinceridade, então vamos lá! Não percam tempo, não sintam vergonha, abracem as pessoas que amam e deixem claro o quanto gostam delas, ou simplesmente abracem e se deixem abraçar, que as boas energias farão o resto.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Amy Lee

Amy Lee nasceu em 13 de dezembro de 1981, em Riverside, Califórnia e depois se mudou para Litlle Rock, onde a história da banda Evanescence começou. No ano de 1994 Ben Moody, com apenas 14 anos de idade, participava de um acampamento para jovens promovido pela igreja local, quando percebeu do outro lado do ginásio, num palco, uma garota cantando e tocando ao piano. A jovem, com apenas 13 anos, era nada mais nada menos que Amy Lynn Lee, que tocava piano desde pequena, na linha clássica, e na oitava série fez suas primeiras composições! Realmente, esta garota é um prodígio!

Parabéns Amy, seu talento é um presente para os fãs!


O Evanescence é uma banda de rock alternativo dos Estados Unidos, vencedora de dois Grammy Awards , formada em Little Rock, Arkansas em 1995 pela cantora e pianista Amy Lee e o guitarrista Ben Moody. Depois de gravar alguns discos caseiros, a banda lançou o seu primeiro álbum de estúdio, Fallen, com a Wind-up Records, em 2003. Fallen vendeu mais de 16 milhões de cópias em todo o mundo e ajudou a banda a ganhar dois Grammy Awards. Um ano mais tarde, a banda lançou o seu primeiro álbum ao vivo, Anywhere but Home, que vendeu mais de 2,5 milhão de cópias em todo o mundo. O segundo álbum de estúdio, The Open Door, de 2006, vendeu mais de 8 milhões de cópias. (texto da Wikipédia).


Declaração de Amy Lee: "O que eu trago para a banda é a idéia e a vibração da coisa romântica/ clássica/orquestral, as cordas, o coral, os vocais de fundo celestiais, e o piano. A banda traz o rock, as guitarras e bateria. Juntos criamos algo que é muito original".


Quem quiser saber mais sobre a banda poderá entrar no site oficial no Brasil http://www.evanescence.com.br/



domingo, 12 de dezembro de 2010

Jana Magalhães

Ilustradora, carioca, apaixonada por corações, laços e aquarela. Ama fazer retratos das pessoas.

Encontrei o site desta artista plástica e não pude resistir, foi amor a primeira vista, então quis dividir com outras pessoas que talvez não conheçam ainda o trabalho dela.

A ilustradora cria de livros infantis, campanhas de grifes famosas, tênis personalizados até lindas telas. Seus desenhos já estamparam revistas e livros, roupas, acessórios, e tênis All Star. Em entrevista à Heloísa Tolipan do Jornal do Brasil, ela diz: “Quando pequena, eu brincava de bonequinha de papel e criava os vestidos. Depois, passei a vesti-las com as roupas que eu via nos desfiles. Aí, descobriram essa brincadeira e começaram as encomendas”. A ilustradora, além de fazer trabalhos por encomenda, cria séries numeradas inspiradas em ícones mundias, blogueiras estrelas e autorretratos.

Jana Magalhães – Ilustrações
http://www.janamagalhaes.com/
http://twitter.com/janaludicices

Fácil foi gostar do trabalho dela, difícil escolher quais colocar aqui, são tantos...

sábado, 4 de dezembro de 2010

A Sombra do Vento

de Carlos Ruiz Zafón
Uma narrativa poética e por vezes divertida, nas tiradas inteligentes e bem humoradas do personagem Fermin Romero de Torres. A Sombra do Vento é ambientada em Barcelona, iniciando nos primeiros dias do verão de 1945. Daniel Sempere e seu pai, são donos de uma livraria e levam suas vidas de maneira pacata, em meio à tristeza que ainda os assombra pela perda da Mãe de Daniel. Em uma madrugada de junho e céu cinzento, Daniel acorda gritando, pois não consegue lembrar do rosto de sua mãe. Entre a neblina e o nevoeiro da madrugada, seu pai resolve que já é tempo de lhe mostrar um lugar muito especial, O Cemitério dos Livros. Daniel de apenas onze anos de idade, se encanta com o lugar de aspecto surreal, com seus labirintos intermináveis de livros e que ninguém sabe ao certo quem construiu. O Lugar, abriga os mais diversos livros, para que não sumam com o passar dos anos. Seu pai lhe diz para escolher um, e ele acaba sendo atraído pelo A Sombra do Vento, de Julián Carax, um autor barcelonês, de quem a muitos anos ninguém sabe ou tem notícias e cuja vida, ou morte, é rodeada de muitos mistérios. Encantado pela leitura, Daniel um inocente menino, descobrirá que este pode ser o último exemplar de uma obra de Carax. Entregue à aventura, Daniel iniciará uma busca para saber mais do autor, descobrindo muito mais do que esperava ou sonhava saber, enquanto os anos se passam e sua vida vai ganhando um novo sentido. Algumas pessoas serão muito importantes na sua investigação, como Fermín Romero de Torres, mendigo de passado glorioso e muito senso de humor que se tornará o maior aliado de Daniel na busca da verdade. Um livro ora gótico, ora cômico, e com uma grande história que vale a pena ser conferida.

"Sempre fui fascinado pelo mundo dos robôs, das aparições, dos fantasmas, dos palacetes modernistas, dos túneis [...]. Na minha literatura, gosto de explicar histórias a partir de imagens, e misturo relato de intrigas, relato de aventuras, romance gótico e romance histórico não-realista. Acho tedioso dizer: ‘Fulano está triste.’ O que quero é fazer o leitor sentir a tristeza. Tecnicamente é mais complicado, mas dramaticamente tem mais força e é um desafio", diz o autor.

Ao mudar-se para os Estados Unidos, Zafón ficou chocado com "os enormes hangares cheios de livros antigos, verdadeiros tesouros, que estão virando supermercados e McDonald’s". "Noto uma destruição da memória e toda uma indústria da falsificação da história para justificar o presente", afirma ele. Essa preocupação do autor permeia a narrativa de A Sombra do Vento, ambientado em uma Barcelona ainda não atingida pela sociedade de consumo. Zafón justifica a ambientação de seu romance em meados do século "por se tratar de um momento histórico fascinante onde a cultura da banalidade ainda não estava tão desenvolvida, e onde os ideais ainda eram importantes".
Frase do livro: As palavras com que envenenamos o coração de um filho, por mesquinharia ou por ignorância, ficam guardadas na memória e mais cedo ou mais tarde, lhe queimam a alma.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Mais um final de ano se aproxima e com ele também o Natal. Será que alguém ainda sabe o que realmente significa? Ou este conhecimento se perdeu na sombra dos séculos?
Com certeza a maioria de nós pensa apenas em árvores adornadas de dourados, prateados e tantas outras cores brilhantes, assim como presentes que hoje nos enchem de alegria e que talvez mais adiante, farão parte daquele amontoado de objetos que não sabemos onde guardar.
Árvores cheias de enfeites e muitas vezes despidas de amor e sinceridade.
Será que nossas árvores são um reflexo de nossas almas?
Na minha tenho bem no alto, no topo do seu corpo, uma palavra muito importante e que desejo com fé e sinceridade a todos...
P A Z.
Paz na suas vidas e na suas mentes, para enxergar além do que é palpável e brilhante, visto que nem tudo que reluz é ouro.
Paz para amadurecer as ideias e lembrar que todos somos filhos de uma energia única, que nos trouxe aqui e nos deu tudo de que necessitamos.
Paz para entender que a felicidade, está dentro de nós e em nossas mentes, e que assim como na terceira lei de Newton, para toda ação existe uma reação.
Então proponho algo diferente:
Ao invés de fazermos uma lista das coisas materiais que desejamos em 2011 e metas que nunca vamos por em prática, que tal nos comprometermos em sermos pessoas melhores?
Na vida tudo é dualístico, o dia e a noite, o feminino e o masculino...
Assim também acontece em nossos corações e nossas almas, que travam uma batalha incessante a cada dia. Uma luta entre o bem e o mal, que existem dentro de cada um de nós, separados por um fino véu que pode ser rompido a qualquer momento.
Façamos uma reflexão sobre como nos comportamos e o que causamos com nossas ações, a tudo e todos à nossa volta e o que atraímos com isto.
Muita paz para todos!
Jade

sábado, 20 de novembro de 2010

Valéria Docampo

Valéria começou a desenhar o desejo de captar a poesia das coisas cotidianas: os olhos das crianças e dos cães, as formas de plantas, o som das folhas secas no outono e do cheiro dos petiscos. Ela vive na cidade de Buenos Aires, Argentina.

Estudou Belas Artes e se formou em Design Gráfico na Universidade de Buenos Aires. Trabalha com a ilustração infantil, utilizando tanto técnica manual como digital e constantemente está investigando o uso de diferentes meios e materiais para alcançar novas formas de expressão.

Já trabalhou para editoras e estúdios de design da Argentina, México, Porto Rico, EUA, Inglaterra, França, Bélgica, Espanha e Grécia.

Um de seus mais recentes trabalhos pode ser conferido no livro "A Grande Fábrica de Palavras", da escritora francesa, Agnès de Lestrade, que foi publicado em vários idiomas, e que será lançado no Brasil pela Editora Aletria.


Parte da entrevista no site da Editora Aletria:
Aletria:
“A grande fábrica de palavras” é um livro sobre um mundo onde as palavras são raras. Ainda assim, a sua arte não é com as palavras, mas com imagens. Você consegue imaginar um mundo onde as imagens são tão raras quanto as palavras no livro?

Valeria Docampo: Imaginar um mundo sem imagens é um belo desafio, já que, enquanto existam pessoas com a capacidade de ver, haverá imagens. Talvez pudesse ser um universo similar ao que descreve o escritor José Saramago em seu livro “Ensaio sobre a Cegueira”, no qual ver é realmente excepcional e muito difícil.

Também é verdade que os que amam a leitura ingressam em um mundo habitado por milhares de palavras e nenhuma imagem. É tarefa do leitor desenhar as imagens em sua mente. Às vezes, nossa tarefa de leitores como criadores de imagens é tão intensa que, ao lembrar um livro lido há tempos nos vem à memória os lugares e situações imaginadas como se realmente existissem. Portanto, em um mundo sem imagens, talvez a literatura e a imaginação nos salvassem.

O mesmo acontece quando sonhamos. Como no livro “A granda fábrica de palavras”, acredito que muitos estariam dispostos a pagar muito dinheiro para ter em nossas mãos a imagem do nosso mais feliz sonho.
(para ler a entrevista na íntegra clique aqui)

Para conhecer mais do trabalho de Valeria Docampo, visite o site pessoal: http://www.valeriadocampo.com.ar/

domingo, 14 de novembro de 2010

Anjo

Segue algumas das fotos da exposição fotográfica Crede Ut Intelligas - Creia e entenda, trabalho fotográfico realizado em cemitérios da América do Sul e Central e Europa, fotografando obras sacras em mármore e bronze por Tadeu Vilani (Repórter Fotográfico - Fotógrafo do jornal Zero Hora, Porto Alegre-RS)

A maior parte são anjos e a perfeição dos traços é impressionante. Algumas esculturas parecem ganhar vida diante de nossos olhos e prestes a nos falar. O efeito de luz e sombra das fotos, só fez aumentar a beleza do trabalho.

(Exo 23:20) Eis que eu envio um anjo diante de ti, para que te guarde pelo caminho, e te leve ao lugar que te tenho preparado.


Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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