sábado, 4 de setembro de 2010

Segunda-feira de Luto


A Dra. Temperance Brennan, uma respeitada antropóloga forense, está em Montreal a fim de se preparar para depor em um julgamento, quando é chamada em uma segunda-feira fria e úmida, para analisar ossos encontrados no porão de uma pizzaria. Brennan divide sua vida entre Charlotte, nos estados Unidos e Montreal, no Canadá. A história do livro se desenrola na fria cidade de Montreal, em pleno inverno, em meio a muita neve. Para sua infelicidade, terá que assumir este caso juntamente com o detetive Luc Claudel, um homem elegante e bom policial, porém de temperamento difícil e um cético em relação à utilidade da antropologia forense. Ao fazer um exame dos ossos, Brennan verificará que se tratam dos esqueletos de três mulheres jovens. Brennan na condição de mulher e mãe sente-se ainda mais comprometida em desvendar os fatos que, interromperam as vidas destas três mulheres na flor da juventude. Em meio à frustração vivida com o crescente desinteresse do detetive Luc Claudel pelo caso e o andamento de seu romance com o charmoso Andrew Ryan, Brenann se vê surpreendida pela inesperada visita de sua melhor amiga, Anne, que está vivendo um momento difícil em seu casamento. Ao pegar a amiga no aeroporto e leva-la para casa, descobrirá que alguém invadiu seu apartamento. Quem terá sido? Teria alguma relação com os ossos da pizzaria? Estas perguntas e outros acontecimentos recentes levarão Brenann a sair de seu laboratório e partir para uma investigação de campo. Segunda-feira de Luto é um bom livro de suspense, que manterá o leitor interessado até o fim. Curiosidade: Quando peguei este livro para ler, não sabia nada sobre ele, mas acabei sabendo que a autora, Kathy Reiches, é antropóloga forense e seus livros acabaram se tornando best-sellers, o que motivou a criação de uma série investigativa chamada Bones (ossos, em inglês), que é também o apelido da protagonista, a personagem Temperance Brennan.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Arte da guerra

Este documento é da autoria de Sun Tzu, um filósofo que se tornou um general. Este notável livro foi escrito à cerca de 2.500 anos, mas por incrível que pareça, o texto, apesar do título e da época em que foi redigido, se aplica a várias situações do cotidiano atual, da educação dos filhos à postura profissional, portanto é uma leitura indicada para qualquer pessoa, principalmente para quem gosta de refletir. A Arte da Guerra chamou a atenção de Ho Lu, Rei de Wu, que nomeou Sun Tzu general. A partir de então e durante quase duas décadas, até a morte de Sun Tzu e do Rei, os exércitos de Wu venceram os seus inimigos tradicionais.

Trechos extraídos do livro:
“O General é o sustentáculo do Estado: se o sustentáculo for forte em todos os aspectos, o Estado será forte; se está defeituoso, o Estado será fraco”.
“Se conhecermos o inimigo e a nós mesmos, não precisaremos temer o resultado de uma centena de combates. Se nos conhecemos, mas não ao inimigo, para cada vitória sofreremos uma derrota. Se não nos conhecemos nem ao inimigo, sucumbiremos em todas as batalhas”.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Erica Leighton e Ana Fagarazzi

Descobri estas duas artistas em minhas pesquisas pela internet, muito legal o trabalho de ambas. Pena que não sonsegui muita coisa sobre elas... Erica é do Maine nos E.U.A, trabalha principalmente com mídia digital, este é o site dela sheispretty.carbonmade.com. Quanto a Ana Fagarazzi, infelizmente não consegui descobrir nada, mas como dizem... as imagens falam mais que as palavras, vale a pena conferir.

Erica Leighton













Ana Fagarazzi





















domingo, 1 de agosto de 2010

O Renegado

Esta obra se trata de mais um romance histórico do autor Mika Waltari, de quem já li os livros O Egípcio e O Segredo do Reino. Confesso que fiquei desapontada com O Renegado, pois apesar de ser muito bem escrito e situado historicamente, não tem a mesma desenvoltura dos livros que li anteriormente. Este ficou um tanto monótono, motivo pelo qual demorei tanto no término da leitura. O principal personagem, um homem jovem chamado Michael Karvajalka, finlandês e cristão, resolve viajar de navio até a Terra Santa, juntamente com seu grande amigo, que considera como a um irmão, a fim de redimirem seus pecados. A bordo do navio, Michael conhecerá uma mulher misteriosa, de nome Giulia, a qual irá fazer parte de sua via de forma irremediável. Durante a viagem, o navio acaba sendo atacado por piratas muçulmanos, que acreditam piamente que quanto mais cristãos matarem, mais estarão caindo nas graças de Alá. Durante o ataque muitas pessoas a bordo são mortas e Michael quase se torna uma delas, escapando deste triste fim, graças à lealdade e coragem de seu amigo, Andy. O Capitão dos piratas, Torgut, acaba poupando a vida de ambos, visto que se convertem ao islamismo, assim como a vida de Giulia, para serem vendidos como escravos. Reduzidos a esta condição, os três serão vendidos para Sina, O Judeu, que é governador de Jerba. Daí por diante os três viverão situações bastante adversas, porém de pontos de vista diferentes, Michael com sua inteligência, Andy com sua força e Giulia com sua sagacidade. De simples e mísero escravo, Michael “O Renegado”, através de emocionantes e surpreendentes aventuras e desventuras, chegará a ser homem de confiança do Grão Vizir do Império Otomano, Ibrahim.

sábado, 24 de julho de 2010

Os Livros e a Arte Andam Juntos

Quem disse que os livros foram feitos apenas para se ler?
Muito interessante a idéia deste artista, Mike Stilkey, de Alta Dena, Califórnia, que cria obras de arte surpreendentes, pintando colunas de livros empilhados. Ele tem outras obras também de estilo original, que podem ser admiradas no seu site http://www.mikestilkey.com/.

domingo, 27 de junho de 2010

O Último Templário

Foto de José Canelas - Site www.olhares.com

Já fazia algum tempo que esperava a oportunidade de ler este livro, primeiro porque gosto de romance histórico, segundo por que uma amiga havia lido e gostado. Este foi o primeiro romance de Raymond Khoury, que por sinal é roteirista de cinema e televisão. A história se inicia com um retorno ao passado, para ser mais exata no Acre, reino latino de Jerusalém, ano de 1291. Os Templários estão prestes a perder sua última batalha pela Terra Santa, e o Grão-mestre da Ordem, em seu leito de morte, passa para Aimard de Villiers e seu jovem discípulo, Martin de Carmaux, um misterioso baú contendo um segredo que poderá mudar o mundo. A seguir a história viaja alguns séculos até a atualidade, para a cidade de Nova York, em um evento no Museu Metropolitano de Arte, o Metropolitan, onde está sendo inaugurada uma exposição intitulada “Tesouros do Vaticano”. A festa glamourosa será interrompida pela chegada de quatro homens a cavalo, vestidos como templários e que irão entrar em cena trazendo pânico e destruição. Durante o evento, alguns objetos são roubados, entre eles uma enigmática máquina, chamada decodificador. A arqueóloga Tess Chaykin, uma das convidadas da festa, testemunha quando um dos cavaleiros, que parece liderar o grupo, se atém a este artefato de forma reverente. O FBI designará o agente especial Sean Reilly para investigar o caso e buscar os responsáveis. A partir daí os caminhos de Tess e Reilly se cruzarão e ambos se envolverão numa corrida perigosa. Tess em busca de um achado arqueológico de proporções impensáveis e Reilly para fazer cumprir a lei e talvez salvar o mundo. Eu gostei bastante do livro, mas com certas restrições. Primeiro; notei que haviam certos erros gramaticais, acredito que sejam na tradução da obra, e que deixam a leitura em alguns momentos estranha. Segundo; algumas coisas ficaram um tanto óbvias demais, o autor poderia ter trabalhado mais o suspense. Além disto, antes do início do livro, de cara existe uma citação do Papa Leão X, século XVI, que para bom entendedor já diz tudo. O desenrolar mantém o leitor preso à leitura, até pela menção a fatos históricos, o que acho muito interessante. Para quem não sabe, os cavaleiros templários “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão” tinham a missão de proteger os peregrinos que iam até Jerusalém (Terra Santa). Em decorrência do local de sua sede (a mesquita Al-Aqsa no cume do monte onde existira o Templo de Salomão em Jerusalém) e do voto de pobreza e da fé em Cristo surgiu o nome "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão". Eles tinham muito prestígio e acumularam muitas riquezas, durante cerca de dois séculos, até que em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, o Papa Clemente V, juntamente com o Rei Filipe IV, o Belo, da França, condenou todos os templários à prisão e morte, sob acusação de heresia (daí a sexta-feira 13 ser considerada um dia de azar). Muitos, inclusive, foram queimados na fogueira. Desde então muitas fantasias povoam o imaginário das pessoas, sendo motivo de teorias da conspiração até hoje.

"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância."

domingo, 20 de junho de 2010

A Mulher de Pilatos

A autora deste livro, Antoinette May, escreveu um romance histórico, que nos leva a época do Império Romano, vista pelos olhos de uma mulher, Cláudia Prócula, mulher de Pôncio Pilatos. Esta mulher é uma personagem da vida real e que inclusive foi brevemente citada na bíblia (Mateus 27:19). Para quem não sabe, aquela velha expressão “lavo minhas mãos como Pilatos”, deriva da história deste homem, Pôncio Pilatos, que desempenhou um papel-chave na crucificação do filho de Deus, Jesus Cristo. Pilatos acabou cedendo à pressão que sofreu na época, por parte da multidão turbulenta e dos sacerdotes do Templo de Jerusalém, que eram Judeus, e autorizou a crucificação de Jesus, um homem inocente. Num gesto de consciência pesada, ele lavou as mãos em público, simbolicamente limpando sua culpa. Mas voltemos ao livro... a trama tem início no segundo ano do reinado do imperador Tibério – também descrito como ano 16 da era Comum. Cláudia Prócula, parente de pessoas que se destacaram na história, como Calígula, é uma jovem acostumada com o convívio em família. Possuidora de um dom especial, a premonição, descobrirá cedo que esta qualidade muito especial, na verdade em nada mudará o seu destino e o das pessoas à sua volta. Nossa protagonista, uma menina ingênua, cheia de planos românticos, se apaixona pelo centurião Romano, Pôncio Pilatos, e recorre até mesmo aos Deuses Egípicios, religião com a qual se identifica mais, para alcançar o coração desse ambicioso jovem. Porém, aos poucos, seu mundo desmorona à medida que eventos muito tristes acometem sua família. Esta personagem de aura mística verá que devemos ter muito cuidado com o que desejamos, pois nem sempre nos trará a tão sonhada felicidade. Desiludida com o marido acaba se apaixonando pelo gladiador Holtan, com quem terá momentos inesquecíveis. Vítimas de conspirações e inveja, ela e seu marido serão enviados para a Judéia, mais como um isolamento, onde Pilatos passará a ser o procurador de Roma na cidade de Jerusalém. Cláudia acaba se tornando amiga de Maria Magdalena e Jesus, com quem já havia cruzado anos antes. Acometida de sonhos que a atormentam, Claudia finalmente compreenderá que estes têm ligação direta com os dois mais novos amigos e seu marido. Desesperada pelos tristes acontecimentos que estão por vir, Claúdia tentará interceder por Jesus. A historia deste livro é marcada por jogos de poder, intrigas, amor e traição, e prenderão a atenção do leitor do início ao fim; e por falar no fim.... vejo que cada vez mais pessoas, entre elas escritores, tentam recriar o que aconteceu a dois mil anos, não se preocupando com o que realmente importa, a essência de tudo, ou seja, que devemos ser pessoas melhores e menos egoístas e que não basta apenas fazer o certo e sim pelos motivos certos.

domingo, 30 de maio de 2010

Violino

Quem leu minha lista de leituras, deve ter percebido que a autora mais lida por mim foi Anne Rice. Em minha opinião, e tenho certeza que na de muitas outras pessoas, uma grande escritora, que não mede esforços para escrever livros ricos em história, música, arte e personagens únicos, que nos prendem a atenção do início ao fim. É como se estivéssemos vendo um filme. Na época em que li vários livros dela em seqüência, quase podia sentir a presença de alguns personagens, tão forte é o sentimento que seus livros passam. Sem dúvida, e como já sabido do público, alguns personagens são inspirados em pessoas reais com quem conviveu. Em violino, Anne Rice se faz mais presente do que nunca, e, através da personagem Triana, vamos conhecer toda a dor que atormenta quem já perdeu alguém nesta vida. A personagem vive em Nova Orleans, na casa de seus antepassados, restaurada pela generosidade de seu segundo marido, Karl. Para seu desespero, Karl morre de AIDS, passando a fazer parte dos fantasmas que a assombram. No auge de sua dor, se consola na música deixada por grandes mestres como Beethoven e Mozart, quando é surpreendida pelo som de um magnífico violino próximo, ali na calçada, onde um misterioso homem parece tocar para ela. Este misterioso violinista, Stefan, será seu consolo e ao mesmo tempo um enigma a ser desvendado. Graças ao violino, Triana acaba por se envolver em algo sombrio e ao mesmo tempo maravilhoso. A música esta sempre presente é ela que move tanto Triana quanto Stefan em suas tragédias. E é com uma sensibilidade incrível que Anne Rice a descreve, com paixão e ao mesmo tempo suave.

domingo, 23 de maio de 2010

O Templo de Milhões de Anos


Este é o segundo volume da série sobre o Egito, escrita por Christian Jacq, autor francês e egiptólogo. Confesso que por falta de oportunidade, li direto o volume III em 2005 e agora acabo por ler o volume II, total inversão da ordem, mas como ainda me lembro do enredo do livro lido anteriormente, provavelmente lerei os próximos volumes. Quem vem acompanhando minhas leituras, já deve ter percebido um “certo interesse no Egito”?!... rsrs. Bem, quando tive meu primeiro contato com a civilização Egípcia, o que deve ter sido pela quinta série, fiquei bastante impressionada com a riqueza da cultura deste povo e com todos os mistérios que povoam a história... mas voltemos ao livro. O templo de milhões de anos, inicia com a morte de Sethi, que escolheu seu filho mais jovem, Ramsés, em detrimento do mais velho, Chenar, como seu sucessor para governar o Egito. Ramsés, cujas dificuldades não serão poucas, é coroado Faraó com apenas 23 anos de idade. Dotado do mesmo magnetismo de seu pai, Ramsés buscará a justiça e promoverá a expansão das obras do seu país. Para esta expansão, contará com o amigo de infância, Moisés, um hebreu nascido e criado entre os egípcios, mas que vive um conflito interno, diante de um povo que cultua vários Deuses e sua fé num Deus único. Eficiente chefe de obras, Moisés assegurará a construção de Pi-Ramsés, a nova capital do Egito. A grande esposa Real, Nefertari, será de grande importância na vida de Ramsés, como homem e como Faraó. Graças a amigos fiéis, que incluem um leão gigantesco, chamado Matador e o cão dourado, Vigilante, mais de uma vez sua segurança será assegurada. Uma rede de intrigas movida por pessoas gananciosas e com sede de poder, tentará derrubar o jovem Faraó, fazendo inclusive alianças com os temíveis Hititas, povo inimigo do Egito.

sábado, 15 de maio de 2010

O Sétimo Papiro

Um casal de egiptólogos, Duraid e Royan Al Simma, encontram o túmulo da Rainha Lostris, onde entre outros artefatos, são encontrados papiros escritos pelo eunuco Taita, fiel seguidor da Rainha. Este se revelará um grande artista, jogador e charadista e à medida que os egiptólogos se dedicam na tradução dos papiros, mais interessados ficam, pois ao que tudo indica, através do sétimo papiro, será possível localizar a tumba do faraó Mamose, enterrado com um fabuloso tesouro a cerca de 4000 anos. No entanto são vítimas de um ataque, onde Duraid é assassinado e o papiro e todo trabalho de pesquisa roubado. A partir de então Royan inicia uma corrida por sua vida. Antes de seu marido morrer, promete que seguirá com o trabalho de pesquisa iniciado, para tanto, resolve procurar Nicholas Quenton Harper, um conhecido aristocrata e eminente arqueólogo, que a ajudará nesta aventura. Os dois viajam para o local indicado no papiro, onde passarão por situações de grande perigo, porém não são os únicos que sabem deste segredo e descobrirão como algumas pessoas são capazes de tudo pelo que querem.

Imagem de Mariana Britto
Sigo andando a passos largos...
...sem rumo e sem destino, apenas observando o que se passa e o que passou, o conhecimento traz prazer mas também traz dor.
Jade

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